01/02/12
Mercado
Acima da média econômica mundial
*Por Roni de Oliveira Franco
Nos dias atuais, com a crise corroendo o euro e a economia norte-americana ainda lutando para voltar ao vigor do início da década passada, o crescimento sustentável na economia não tem preço. E o Brasil está alcançando esta meta. A última previsão do FMI (Fundo Monetário Internacional) foi de que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro irá crescer 3% em 2012. Parece pouco, mas temos que levar em conta que este crescimento é com base em 2011 (previsão de 3,8%), que por sua vez foi baseado no crescimento de 2010 (7,5%). Ou seja, não é pouca coisa...
Se formos comparar com o resto do mundo, o crescimento brasileiro é um dos melhores. Todo o planeta crescerá, em 2012, 3,3%. Ou seja, praticamente o mesmo que o Brasil, já que em 2011 a previsão de aumento econômico mundial é de 4%.
Nos próximos anos, o crescimento do Brasil deverá ser igual ou superior aos 3%. Vários fatores favorecerão isso. Economia aquecida e política estável são fatores de grande valia na hora de investir, e por isso continuaremos recebendo grandes investimentos estrangeiros; Copa e Olimpíadas também serão de grande importância para economia nacional: primeiro, porque precisaremos de grandes investimentos, principalmente em infraestrutura, para receber estes megaeventos esportivos; e segundo, na época dos eventos, teremos uma grande entrada de dinheiro, com a vinda de turistas de todo o planeta. E ainda temos outros fatores, como o aumento da exportação (tivemos recordes no agronegócio em 2011), crescimento vertiginoso da Classe C – ou seja, aumento de consumo, e por aí vai.
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Outro segmento que, com certeza, fará parte deste crescimento sustentável são as micro e pequenas empresas. Atualmente, 98% (mais de seis milhões) das organizações brasileiras pertencem a este grupo. Sabemos que grande parcela destas empresas fecha antes dos primeiros cinco anos, mas temos que considerar que elas são as principais geradoras de emprego e de renda do País. Outros setores também serão os principais players no crescimento econômico brasileiro. Além das áreas de construção (infraestrutura de aeroportos, rodovias, portos, etc.) e agronegócio, também temos o setor de serviços. Este é um dos que mais crescerá nos próximos anos, e aqui podemos envolver áreas de Tecnologia da Informação (TI), terceirização, consultoria (em diversos ramos), educação, etc.
Sabemos que estamos acima da média de diversos países em relação ao crescimento econômico. Devemos nos preocupar agora é como conseguiremos sustentá-lo. Por enquanto, estamos conseguindo, só não podemos perder de vista este objetivo.
*Roni de Oliveira Franco é sócio da Trevisan Outsourcing e professor da Trevisan Escola de Negócios. E-mail: roni@trevisan.com.br.
31/01/12
Mercado
Competente ou Incompetente?
Para evitar que profissionais competentes se tornem um verdadeiro fracasso, as empresas precisam conhecer, desenvolver e preparar os talentos para novos desafios
*Por Meiry Kamia
Após 12 anos trabalhando na área de produção, Marcelo sentiu que finalmente fora reconhecido pela empresa. Acabara de ser promovido à gerente da área de produção!
Após a demissão do antigo gerente, a diretoria da empresa se reuniu e decidiu, quase que por unanimidade, pelo nome de Marcelo para gerente da área de produção. As principais razões foram: seu comprometimento, sua competência, os anos de casa e consequente conhecimento da cultura da empresa e do processo de trabalho, e por ser uma pessoa que raramente tinha problemas de relacionamento. Era a pessoa mais indicada para o cargo naquele momento.
Entretanto, o tiro aparentemente certeiro, saiu pela culatra. Poucos meses depois, o desempenho da área de produção caiu drasticamente. Havia reclamações de todos os lados e de tudo quanto é tipo. As grandes virtudes de Marcelo pareciam terem se transformado em enormes defeitos. O profundo conhecimento do processo de produção se transformou em rigidez e dificuldade de adaptação frente às novas demandas. Juntou-se a isso a grande dificuldade em se comunicar, que anteriormente era bem visto pelo fato de não ter problemas interpessoais.
Enquanto fazia parte da equipe operacional, não falar era uma virtude. Mas no cargo de liderança, não falar significava não orientar bem a equipe, não dar feedbacks, não dar suporte. O resultado foi uma grande falha na confiança da equipe e uma consequente queda no desempenho.
O que teria dado errado? Perguntava-se a diretoria. Por que uma pessoa que tinha tudo para dar certo, simplesmente se transformara num grande fracasso? É disso que se trata esse texto.
Muitas empresas cometem erros na promoção de funcionários por levarem em conta apenas seu conhecimento técnico, mas se esquecem das competências comportamentais necessárias para a função.
Conhecimento técnico, ou competência técnica, é todo conhecimento adquirido por meio de cursos (ex.: graduação, pós-graduação, cursos de informática, idiomas, etc). Já as competências comportamentais ou emocionais referem-se às habilidades pessoais necessárias para a função, por exemplo, capacidade de comunicação, delegação, flexibilidade, iniciativa, autodisciplina, atenção, entre outros.
Estudos citados por Daniel Goleman, autor do livro “Inteligência Emocional”, demonstram que o exercício da liderança utiliza muito mais as competências emocionais do que as técnicas, na proporção de 80% para competências emocionais e 20% para técnicas.
Para Goleman, o intelecto não pode dar o melhor de si sem a Inteligência Emocional, pois é ela quem dará a habilidade ao gestor de “ler” as necessidades, motivações da equipe e fazer uma boa condução estratégica. Entretanto, um fator fundamental para a Inteligência Emocional é o autoconhecimento. Sem conhecer como o processo das emoções ocorre dentro de si mesmo, é praticamente impossível ter sucesso com o outro.
Pessoas competentes em lugares errados podem mostrar o máximo de sua incompetência. No caso de Marcelo, ele era extremamente competente na função anterior, mas não estava preparado para ser líder. A liderança exige habilidades como empatia, comunicação, gerenciamento, delegação, entre outros. Mais que entender de máquinas, é preciso entender de gente!
Numa promoção mal planejada, um bom funcionário acaba se tornando o vilão da história. Dependendo da situação, a frustração pelo mal resultado acaba fazendo com que a empresa acabe perdendo um excelente funcionário. E todos perdem.
É responsabilidade da empresa conhecer seus funcionários com seus respectivos talentos, e desenvolver as habilidades necessárias antes de promover alguém. É para isso que servem os programas de treinamento & desenvolvimento organizacional. Servem para prever e desenvolver os talentos para os novos desafios. Promover um funcionário sem o devido preparo é sinônimo de frustração para ambas as partes, além da perda de tempo e dinheiro.
*Meiry Kamia é palestrante, psicóloga, mestre em Administração de Empresas, consultora organizacional. Diretora da Meiry Kamia - Consultoria, Treinamento e Desenvolvimento de Pessoas (www.meirykamia.com).
26/01/12
Mercado
É possível pagar menos impostos?
*Por Sérgio Gegers
Há uma máxima que todos já sabem: a carga tributária brasileira é uma das maiores e mais pesadas do mundo. No Brasil, a arrecadação de impostos representa cerca de um terço das riquezas produzidas no país. Atualmente, todo empresário trabalha, aproximadamente, de quatro a seis meses do ano só para pagar os impostos, ou seja, quase metade da sua produção e do seu faturamento é destinada ao pagamento de tributos.
Os números mostram como os impostos pesam no orçamento de pessoas jurídica e física. Em 2011, a arrecadação de impostos pela União, Estados e Municípios ultrapassou a margem de R$ 1,5 trilhão. No ano anterior, essa margem ficou em torno de 1,2 trilhão. Isso apenas demonstra que estamos pagando cada vez mais tributos.
Diante desse cenário, muitos empresários se perguntam: é possível, dentro da legalidade, pagar menos impostos?
Os tributos são instituídos de maneira legal e sempre farão parte de qualquer relação de compra e venda de produtos e serviços. É muito importante que o empresariado brasileiro tenha a consciência de que não há como evitá-los, mas é perfeitamente possível pagá-los de maneira correta e justa.
Um problema bastante comum em empresas de diversos portes é que, muitas vezes, por um problema de apuração fiscal, os impostos são pagos de maneira equivocada. O valor pode ser calculado além da quantia real, o que aumenta os gastos da companhia, ou aquém, o que irá gerar problemas com o Fisco.
Muitas empresas estão pagando tributos de forma errada, ou seja, pagando mais do que deveriam. Elas passam a seguir um caminho cego, cumprindo apenas as obrigações acessórias necessárias para transmitir as informações para a Receita Federal.
Existe uma forma muito eficiente de as companhias pagarem seus impostos de forma justa e precisa. Tudo é uma questão de Planejamento Tributário – conjunto de sistemas e práticas legais que visam racionalizar o pagamento de tributos. Por meio de um bom planejamento, é possível cumprir as devidas obrigações, pagar os valores exatos e não gerar exposição nas áreas fiscal, legal e criminal. Consequentemente, o negócio se desenvolve de maneira blindada, protegida e amparada legalmente.
Os cálculos para definir o valor de um determinado imposto são complexos. Há uma grande quantidade de variáveis e particularidades em cada segmento da economia. Uma determinada matéria-prima, por exemplo, pode contar com diferentes critérios de tributação dependendo da sua utilização. Muitas divergências também ocorrem graças à falta de informação clara na hora de pagar os impostos, já que orientações de um mesmo órgão fiscal podem variar de um Estado para o outro.
Atualmente, as empresas podem contar facilmente com um bom Planejamento Tributário e saber com clareza como utilizar determinado crédito tributário, como identificar a origem desse crédito e como usufruir do mesmo. Acima de tudo, esse tipo de suporte lhe permitirá pagar o que realmente deve ser pago. Isso, consequentemente, lhe protegerá de pagar quantias indevidas.
De uma forma geral, há um grande anseio por parte do empresário brasileiro de, finalmente, contarmos com uma reforma tributária – o que realmente pode ajudar a simplificar o sistema tributário nacional e reduzir a carga de impostos. Mas, antes de mais nada, é preciso entendermos o atual sistema e aproveitarmos as oportunidades que existem para evitar o desperdício de recursos. Planejamento e suporte especializado para se apurar corretamente o que deve ser pago são as chaves para se pagar menos impostos.
*Sérgio Gegers é sócio-diretor da Actual Brasil, empresa especializada em consultoria e assessoria tributária
26/01/12
Mercado
Superávit comercial e a força do mercado interno
*Por Luiz Lemos Leite
O superávit da balança comercial brasileira em 2011, de US$ 29,79 bilhões, com crescimento de 47,8% em relação a 2010, mostra um número importante e positivo para o Brasil. No entanto, deixa em segundo plano aspectos essenciais da economia nacional, como o saldo negativo setorial de numerosas atividades manufatureiras, que vão perdendo competitividade, e a necessidade de se estimular de modo sustentável alguns segmentos voltados ao mercado interno, cuja importância cresce ante a crise no Hemisfério Norte.
Os dados relativos ao superávit da balança comercial em 2011 resultam principalmente das exportações de commodities, de recursos minerais e de matérias-primas. No entanto, nosso mercado interno que se mantém aquecido num mundo em dificuldade, tem alimentado indústrias e gerado empregos em outros países, em especial, naqueles em que a manufatura tem baixíssimo custo, forjando sua competitividade em modelos socioeconômicos estranhos ao capitalismo democrático.
Não há dúvida de que devemos estar atentos a esse problema, pois não se pode prescindir de uma indústria forte e competitiva, geradora de inovação, de produtos de alto valor agregado, massa salarial expressiva e, o mais importante, independência tecnológica. Portanto, embora possam ser questionadas sob o ponto de vista da abertura dos mercados na globalização, algumas medidas que vêm sendo adotadas pelo governo parecem pertinentes, como o IPI maior para veículos e um novo modelo de tributação (por tipo de peça e não com base no valor nominal) para os vestuários importados.
Por outro lado, se tantos países cobiçam nosso mercado interno, é prudente olharmos e observá-lo com atenção cada vez maior, destacando os fatores que contribuem para o seu fortalecimento e ampliação. Um deles é o fomento mercantil que está completando 30 anos de atividade em nosso país. O factoring, historicamente, um mecanismo que existe para garantir a sobrevivência das pequenas e médias empresas, surgiu em 1808, em Nova York. Foi iniciativa de um “factor”, agente comercial remanescente dos tempos da colonização, que tinha por objetivo dar apoio à nascente indústria têxtil e ao comércio doméstico, que associou aos seus negócios a compra dos direitos creditórios das vendas mercantis realizadas por sua clientela.
No Brasil, essa atividade, que movimentou R$ 85 bilhões em 2011, oferece assistência e suporte a uma clientela composta de 150 mil pequenas e médias empresas, que sustentam 2,5 milhões de empregos formais diretos e indiretos. Pelo seu caráter de multisserviços, o fomento mercantil, ao acompanhar as atividades básicas de suas empresas clientes, propicia-lhes identificar dificuldades internas, ameaças externas, a dimensionar riscos em suas vendas e inibir ocorrência fraudes. Essa gama de serviços de apoio é fundamental para que as empresas de fomento possam prover, com segurança e liquidez, os recursos necessários ao giro operacional de suas empresas clientes, mediante a compra dos direitos creditórios originados das suas vendas mercantis.
Em 2012, o fomento mercantil deverá ampliar ainda mais a sua presença e importância no mercado interno, com a iminente aprovação do Projeto de Lei 3615/2000. Tal regulamentação por lei para a definição do arcabouço legal e operacional da atividade alinha o Brasil às principais economias quanto ao reconhecimento de uma atividade importante para a economia. Decisiva em todo esse processo foi a Circular nº 1.359/1988, da Diretoria do Banco Central, que reconheceu o factoring como atividade mercantil e que não pode ser confundida com a de instituição financeira, nem a ela assimilar-se.
A nova lei dotará de maior segurança jurídica e operacional o fomento mercantil no Brasil, consolidando-o como ferramenta de suporte consistente a uma imensa parcela de empresas que contribuem para atender o mercado interno e, também, a cadeia produtiva voltada à exportação de bens e serviços, cujo fortalecimento tornará o Brasil mais competitivo frente aos grandes competidores mundiais.
*Luiz Lemos Leite, advogado especializado em Direito Econômico e Empresarial, é o presidente da ANFAC (Associação Nacional das Sociedades de Fomento Mercantil).
23/01/12
Mercado
Tenha foco: excesso de informação pode ser prejudicial à carreira
*Por Eduardo Ferraz
As pessoas de um modo geral, - seja um empreendedor, um executivo ou um estudante - estão cada vez mais expostas a um alto nível de estresse provocado pelo excesso de informação por meio dos meios de comunicação tradicionais, digitais ou até mesmo com quem lidamos no dia a dia. Vivemos um verdadeiro bombardeio de informações, e nem todos estão sabendo lidar com isso da melhor maneira.
O conhecimento humano está aumentando muito rapidamente. Há alguns anos, o professor Stephen Kanitz escreveu o seguinte comentário em um artigo: “(...) embora, coletivamente o mundo esteja ficando mais inteligente, individualmente estamos ficando cada vez mais burros”.
Quem lê bastante talvez consiga ler cerca de dois mil livros durante a vida, o que já significa muita informação. Mas isso é uma gota no oceano se comparado aos mais de 50 milhões de livros catalogados, ou às bilhões de páginas na internet. Como, então, decidir o que selecionar nessa quantidade absurda de informações?
O ideal seria especializar-se em algo útil e saber muito sobre esse assunto. Acabou a era do generalista. Aquele que sabe um pouco de tudo e não sabe muito sobre nada.
Para aperfeiçoar seus talentos, você terá que, deliberadamente, ignorar milhões de informações para se concentrar onde você é melhor, a ponto de se tornar referência em seu campo de atuação. Além disso, procure ler ou estudar informações produzidas por pessoas que tenham autoridade – teórica e prática comprovada sobre o tema que abordam. Cuidado para não encher seu cofre de chumbo achando que é ouro.
Não fique mudando de emprego, entrando e saindo de cursos universitários, fazendo qualquer treinamento ou seguindo as orientações do primeiro guru que apareça pela frente.
Tenha foco!
Especialize-se nas áreas onde você é naturalmente talentoso e aprofunde-se em assuntos onde possa fazer a diferença!
*Eduardo Ferraz é consultor em Gestão de Pessoas e especialista em treinamentos e consultoria "in company", com aplicações práticas da Neurociência Comportamental. Possui mais de 30.000 horas de experiência em empresas. É pós-graduado em Direção de Empresas pela PUC-PR e especializado em Dinâmica de Grupos pela SBDG. Autor do livro “Por que a gente é do jeito que a gente é?”, da Editora Gente. Para mais informações, acesse: www.eduardoferraz.com.br.
20/01/12
Mercado
Época de redecorar e presentar com a Imaginarium
Nesse início de ano, a Imaginarium está com diversos produtos a preços acessíveis. A Vitrine Supermercado, com duração até 25 de janeiro, possui seleções divertidas e interessantes de produtos para todas as ocasiões: tem opção para presentear amigos, para aprimorar e complementar a decoração da casa, para animar o dia-a-dia no escritório. Tudo em clima de promoção e com o Fundesign característico da Imaginarium.
Entre os produtos a preços convidativos, destaque para o Porta-Retratos Boas Lembranças, Castiçal Floral, Saleiro Sr. Marinho e Pimenteiro Dna. Pimentinha, Cofre Scott, Conjunto de Copos Açúcar e Adoçante, Porta-Retratos Árvore Círculos, Hub Fita K7, Porta-Pijama Amor de Cúpido e Caneca Não Sou de se Jogar Fora.
20/01/12
Mercado
Confiança é a chave do negócio
*Por Vagner Jaime Rodrigues
Independentemente do setor ou da atividade que se terceiriza, esse processo sempre apresenta algumas vantagens para o contratante, como a flexibilização das ações estratégicas e a expansão territorial, já que seu parceiro poderá atendê-lo com a mesma capilaridade de que dispõe. Também propicia o uso das melhores práticas de gestão e de processos e contribui para o controle organizacional, à medida que métricas são trabalhadas durante a parceria. Claro que o processo de terceirização pode resultar numa redução de custos, mas o objetivo final não pode ser somente esse. Há outras vantagens que devem ser perseguidas.
Para os pequenos e médios empresários, é vantajoso manter parceiros terceirizados, capazes de agregar as melhores práticas de gestão para a empresa. Seus processos ficam mais controláveis, evitando-se, assim, contingências fiscais e operacionais. Normalmente, o pequeno e médio empresário não tem conhecimento para conduzir alguns processos que carecem de um conhecimento técnico mais especializado. Somente esse aspecto já traz vantagem para aquele que busca contratar empresas especializadas numa determinada atividade. Por outro lado, o empresário, ao ter um parceiro fazendo a gestão de alguns processos, pode dedicar-se às atividades-fim, o que pode trazer imediatamente crescimento ao seu negócio.
Todo processo de terceirização, independentemente de qual atividade, necessita seguir alguns passos para ter sucesso. É necessário ter primeiramente a definição exata de quais processos se pretende terceirizar, quais as obrigações de cada parte, quais as métricas que serão aplicadas, qual o nível de serviço mínimo que se exige do parceiro e, principalmente, como se dará o processo de relacionamento entre as partes. Esses detalhes são de suma importância para garantir a perpetuidade da parceria.
Após as definições, há necessidade de acordar o processo de transição, momento em que o parceiro tomará conhecimento dos processos atuais e do fluxograma de informações e documentos. Somente após estar o parceiro devidamente treinado com o processo, se inicia efetivamente a terceirização. Importante observar que as definições acima devem ser acompanhadas periodicamente, de modo a evitar problemas de comunicação e de insatisfação de ambas as partes.
Como na compra de qualquer produto ou serviço, devem ser tomados alguns outros cuidados. É importante que a empresa contratante considere a saúde financeira e econômica do parceiro, a especialização de seus profissionais e a experiência da empresa em atuar nas atividades que estão sendo terceirizadas. Outro aspecto importante é certificar-se se a empresa contratada atende a todas as obrigações trabalhistas. Busca de informações no mercado sobre a qualidade de atendimento do parceiro também é essencial.
*Vagner Jaime Rodrigues é mestre em contabilidade, sócio da Trevisan Outsourcing e professor da Trevisan Escola de Negócios. E-mail: jaime@trevisan.com.br.
19/01/12
Mercado
Os desafios da gestão da estratégia empresarial
*Por Louremir Jeronimo
Hoje em dia, diante das diversas necessidades e desafios enfrentados pelos executivos brasileiros, destaca-se a demanda comum por informações que permitam compreender de forma adequada a situação das organizações sobre sua responsabilidade. Essa necessidade aumenta conforme cresce a pressão por redução de gastos, aumento de produtividade, ganho de participação de mercado, aumento nos lucros e geração de valor para o negócio.
Ao observarmos o comportamento das empresas nas últimas décadas, é evidente o grande investimento realizado em tecnologia e sistemas de informações. No entanto, esse desenvolvimento ocorreu basicamente nas atividades operacionais das organizações, como faturamento, controle de estoque, emissão de notas fiscais, controle de pagamentos etc. A existência de processos eficientes na operação das empresas é fator fundamental para o seu sucesso. Porém, o tipo de informação gerada por esses sistemas não atende de forma adequada às necessidades da alta direção.
Um executivo, para tomar decisões estratégicas, necessita de relatórios disponíveis que forneçam uma visão geral de seu negócio, tal como a distribuição de vendas de seus produtos por região em determinado período, não sendo adequado para esse tipo de gestor analisar uma lista contendo cada uma das notas fiscais emitidas pela empresa em determinado período. Essa seria a diferença básica entre dado e informação.
A dificuldade dos executivos na obtenção de informações aumenta na medida em que as diversas áreas da organização devem ser analisadas em conjunto, necessitando compor os seus relatórios com dados das mais diversas origens (sistemas desenvolvidos internamente, CRM, planilhas eletrônicas, bancos de dados etc.). Quando passamos a analisar as necessidades de informações dos executivos responsáveis por grupos de empresas, muitas vezes atuantes em diversos setores, a geração de relatórios de forma adequada e eficiente se torna tarefa quase impraticável.
Felizmente, ao mesmo tempo em que as organizações e as suas relações com o mercado se tornam cada vez mais complexas, a tecnologia da informação também evolui com grande velocidade em todos os aspectos e também para atender as necessidades de informações dos executivos. A solução que melhor atende as demandas descritas e vem sendo cada vez mais utilizada no mundo corporativo é a EPM – Enterprise Performance Management.
EPM é um sistema de gestão estratégica baseado na utilização da tecnologia da informação para atender as necessidades de informações dos executivos, facilitando a formulação das estratégias, permitindo a sua comunicação para todos os níveis gerenciais responsáveis pela sua execução e tornando possível o seu controle.
Para entender melhor o conceito de EPM, existem três pilares centrais para o seu desenvolvimento:
1. Modelo de Gestão. Trata-se da forma como uma empresa é gerida, planejada e controlada. Muitas vezes, o modelo de gestão de uma organização tem origem nas características pessoais de seu fundador, país de origem ou região de atuação. Tais influências interferem de forma direta na maneira como as decisões são tomadas diariamente, impondo princípios, regras e modelos de comportamento a serem seguidos. Diferentes organizações têm distintos modelos de gestão, já que, em última instância, irão ditar a forma como os negócios são conduzidos.
2. Processos. Da mesma maneira que o faturamento de uma mercadoria tem um procedimento a ser seguido desde a conferência do pedido, separação de mercadoria, até a emissão de nota fiscal, a gestão estratégica de uma empresa também tem os seus processos definidos. As empresas têm que realizar os seus planejamentos estratégicos, elaborar os orçamentos como um desdobramento de suas metas, realizar fechamentos contábeis para acompanhar as informações, apurar custos contábeis e gerenciais, entre outras atividades fundamentais para a gestão estratégica de uma organização. Todos esses procedimentos, desde o mais comum fechamento contábil até a geração de um relatório mensal no formato solicitado pelo presidente, envolvem processos que em última instância estão inseridos no conceito de gestão do conhecimento empresarial.
3. Tecnologia. Em virtude da alta complexidade dos negócios, dos modelos de gestão e da necessidade de agilidade nos processos, um eficiente sistema de informação gerencial só se torna realidade com a utilização da tecnologia para conseguir agregar todos os processos e as fontes de dados, de modo a conseguir em tempo hábil gerar as informações necessárias para a gestão de uma empresa. Além disso, a geração de um modelo estruturado que garanta o desdobramento do planejamento estabelecido pela alta direção em diversos outros planos para as áreas de execução, de forma coordenada e consistente, só é possível através do uso de sistemas que garantam uma relação de causa e efeito e que permitam a realização de acompanhamentos periódicos, visando garantir que os objetivos sejam atingidos. Dessa forma, é fundamental a ampla utilização da tecnologia para tornar realidade os modelos de gestão e tornar os processos viáveis.
Em teoria, as empresas não dependem da tecnologia para colocar em prática os seus modelos de gestão, mas a complexidade das organizações e a agilidade exigida em um mercado de atuação global praticamente a impõem como um componente fundamental para a concretização de planejamentos e projetos. Isso faz com que os softwares de EPM sejam uma das grandes demandas de investimento em tecnologia pelas empresas no mundo inteiro e que sejam considerados como fator fundamental para constituição de organizações eficientes e preparadas para enfrentar os desafios que surgem em razão de uma concorrência em nível global.
*Louremir Jeronimo é doutor em administração de empresas, professor convidado da Fundação Getúlio Vargas e gerente de soluções EPM da Unione (www.unione.com.br).
18/01/12
Mercado
Adaptar a gestão da empresa: qual o melhor momento?
*Por Tatsumi Roberto Ebina
Atualmente, começamos a perceber vários movimentos de mudança dentro de organizações com forte tendência a ampliar a participação, dar maior liberdade de decisão e reduzir níveis hierárquicos. O que está levando as organizações a isto?
Obviamente vários fatores, mas um, sem dúvida, é predominante – o modelo atual de gestão existe desde os fundamentos taylorista (1911), há mais de um século e vem se provando como um modelo esgotado. De outro lado, as mudanças pelas quais o mundo vem passando nesta era da tecnologia exige novas ações, permitindo maior velocidade de resposta, uma maior democratização na participação das pessoas no processo decisório, a prática real e efetiva de trabalho em equipe com consequente eliminação dos departamentos, a busca pela excelência operacional como fator de competitividade, uma maior proximidade e intimidade com o cliente e, por fim, e não menos importante, uma governança mais ética e transparente.
Vemos, hoje, que já passou da hora das empresas mudarem. Por que apenas maquinários, mobília e sistemas de produção são modificados para melhor? Vivemos num mundo em que é preciso se aperfeiçoar, sempre, e a gestão é o principal setor dentro das organizações que precisa se atualizar. Envolver colaboradores nas decisões, gerar um espírito na equipe que predomine em todo o ambiente, desenvolver e contar com líderes inspiradores (e não chefes que colocam medo nos subordinados) são fatores que mostram muito qual a perspectiva da empresa em relação ao que ela deseja conquistar.
Quais sinais observar e que podem indicar que a gestão da empresa está desatualizada?
Gestores, líderes e diretores precisam ficar atentos a determinados fatores da companhia, que podem indicar que a gestão está precisando se atualizar. A própria rotatividade de profissionais, alto índice de ausências, desmotivação da equipe, medo de dar ideias, opiniões, entre outros sinais, devem ser encarados como alertas pelas empresas. Ou seja, algo precisa ser revisto para sanar, ou, então, diminuir tais indicadores.
Temos uma pesquisa que envolve mais de 2.500 gestores, medidos por seus colaboradores diretos, sobre como percebiam o seu comportamento como líder de pessoas. O curioso é que o resultado demonstra que estes líderes agem de forma modeladora ou autoritária, portanto, adotam o que Douglas McGregor chama de postura dura com os seus colaboradores ou atuam de forma concessiva e paternalista, praticando uma forma mais “leve” de gerir, que, infelizmente, só prejudica as pessoas.
Poucos são aqueles que atuam como verdadeiros líderes com uma visão do que se quer alcançar, envolvendo e desafiando as pessoas, orientando onde necessário e permitindo que as respostas sejam produzidas por eles próprios.
É preciso lembrar que disposição para realizar, pensar e agir diferente e tomar decisões não são os gestores que colocam nas pessoas, elas já possuem isto dentro delas e só precisam ter a liberdade de poder usar. Esta postura das lideranças poderia contribuir e muito para modificar o modelo predominante de comando e controle. Dar a liberdade das pessoas serem aquilo que verdadeiramente podem ser.
O que ocorre, infelizmente, é que a vaidade, o status e o apego ao cargo impedem que as pessoas sejam altruístas a este ponto. São raros os casos de gestores que admitem os seus próprios erros para a equipe. Preferem justificar terceirizando a responsabilidade.
De acordo com John Kotter, 70% dos projetos de transformação organizacional falham porque não há disposição verdadeira, por parte das lideranças, de fazer a mudança. 20% é porque as lideranças praticam o falso senso de urgência, ficam às voltas com reuniões que nada resolvem e não desafiam as pessoas a efetivamente darem a sua contribuição, tentam preservar o ‘status quo’ dissimulando com ações que não condizem diretamente com o foco da mudança. Por fim, somente 10% dão resultados porque praticam o verdadeiro senso de urgência. E o verdadeiro senso significa envolver o maior número de pessoas através de uma estratégia legítima, que através de ações concretas possam conseguir resultados maiores que a resistência que em todo o processo de mudança existirá. Voltaremos em outro artigo para desenvolver melhor o tema da mudança.
*Tatsumi Roberto Ebina é o sócio-diretor e fundador da Muttare, consultoria de gestão fundada em 2002. Formado em Ciências Sociais e Pedagogia, com pós-graduação em Administração de RH, acumula mais de 30 anos de experiência na área de Gestão e Liderança. Atuou também como executivo em empresas dos setores siderúrgicos, químico, papel e celulose e consultoria. www.muttare.com.br
29/12/11
Mercado
Indicador Serasa Experian afirma que economia voltará a crescer a partir do primeiro trimestre
O Indicador Serasa Experian de Perspectiva Econômica cresceu 0,2% em outubro de 2011, frente ao mês imediatamente anterior, atingindo o valor de 98,3. Foi a terceira variação mensal positiva consecutiva do indicador
.
Como pela sua metodologia de construção, o indicador tem a propriedade de antever os movimentos cíclicos da atividade econômica com seis meses de antecedência, este resultado sinaliza que a economia brasileira voltará a se expandir a partir do primeiro trimestre de 2012, após ter entrado em estagnação ao longo do segundo semestre de 2011.
A atual trajetória de alívio monetário (reduções da taxa básica de juros e reversão das medidas macroprudenciais), a adoção de novas isenções fiscais (redução de IOF nos empréstimos às pessoas físicas, reduções de IPI na linha branca, etc.) e o aumento de 14,3% do salário-mínimo, passando a vigorar a partir de 1º de janeiro, ajudarão no processo de recuperação de dinamismo, ainda que gradual, da atividade econômica, salientam os economistas da Serasa Experian.
11/01/12
Mercado
Dicas de como conquistar autoridade moral e ter sucesso na carreira
*Por Eduardo Ferraz
O começo de ano é sempre um bom momento para as pessoas avaliarem seu desempenho profissional, o desenvolvimento da carreira e, principalmente, planejarem como serem mais bem sucedidas.
Em meus 20 anos de carreira em consultorias, treinamentos e palestras, a pergunta que mais ouço é: “Existem atalhos para o sucesso?” E a resposta tem sido a seguinte: “O único caminho seguro para alcançar o sucesso é aprimorar seus talentos e trabalhar para conquistar autoridade moral”.
Para ter uma carreira promissora, as pessoas deveriam se preocupar em acumular bagagem para obter autoridade moral, que nada mais é do que ter a reputação de alguém reconhecidamente competente para resolver problemas e identificar soluções. Uma pessoa, em qualquer profissão, sem autoridade é refém de muitas circunstâncias: crises, chefes incompetentes, falta de perspectiva, competição interna, futuro incerto. A maior vantagem (ou problema para quem não a tem) é que autoridade não se compra, se conquista.
A autoridade moral é composta por quatro fatores que se somam e se complementam. São eles:
- Conhecimento – Você tem que buscar os melhores conhecimentos técnicos existentes no mercado. Só faça o melhor que couber em seu bolso. A melhor graduação, pós-graduação, escola de idiomas, treinamentos.
- Prática Deliberada – Aprimore deliberadamente seus pontos fortes, conserte seus pontos limitantes e não perca tempo com seus pontos fracos.
- Profissionalismo – Além de ser uma pessoa ética, procure atingir a excelência no que faz. Cumpra tudo o que prometer e de preferência entregue um pouco além.
- Reputação – Conquiste o respeito por suas realizações, não por suas promessas. Credibilidade demora anos (às vezes décadas) para ser construída e minutos para ser perdida. Tome cuidado em preservá-la.
A soma dessas atitudes será correspondente à autoridade adquirida e é ela o maior patrimônio, qualquer que seja sua profissão ou negócio.
*Eduardo Ferraz é consultor em Gestão de Pessoas e especialista em treinamentos e consultoria "in company", com aplicações práticas da Neurociência comportamental. Possui mais de 30.000 horas de experiência em empresas que precisam de diagnósticos e resultados rápidos. É pós-graduado em Direção de Empresas pelo ISAD PUC-PR e especializado em Dinâmica de Grupos pela SBDG. Autor do livro “Por que a gente é do jeito que a gente é?”, da Editora Gente. Para mais informações, acesse:www.eduardoferraz.com.br
29/12/11
Mercado
Indicador Serasa Experian afirma que economia voltará a crescer a partir do primeiro trimestre
O Indicador Serasa Experian de Perspectiva Econômica cresceu 0,2% em outubro de 2011, frente ao mês imediatamente anterior, atingindo o valor de 98,3. Foi a terceira variação mensal positiva consecutiva do indicador
.
Como pela sua metodologia de construção, o indicador tem a propriedade de antever os movimentos cíclicos da atividade econômica com seis meses de antecedência, este resultado sinaliza que a economia brasileira voltará a se expandir a partir do primeiro trimestre de 2012, após ter entrado em estagnação ao longo do segundo semestre de 2011.
A atual trajetória de alívio monetário (reduções da taxa básica de juros e reversão das medidas macroprudenciais), a adoção de novas isenções fiscais (redução de IOF nos empréstimos às pessoas físicas, reduções de IPI na linha branca, etc.) e o aumento de 14,3% do salário-mínimo, passando a vigorar a partir de 1º de janeiro, ajudarão no processo de recuperação de dinamismo, ainda que gradual, da atividade econômica, salientam os economistas da Serasa Experian.
28/12/11
Mercado
Varejo aponta alta de 5,5% nas vendas de dezembro
O Índice Antecedente de Vendas (IAV-IDV), pesquisa desenvolvida junto aos associados do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), aponta alta de 5,5% em dezembro de 2011 em relação ao mesmo período do ano passado. Mesmo com a desaceleração da atividade econômica, a expectativa é que o volume de vendas em janeiro aponte alta de 4,8% sobre o mesmo mês de 2011. Para fevereiro de 2012, o crescimento esperado é de 4,2% em comparação ao mesmo mês de 2011.
Ao contrário dos estudos anteriores e dos resultados da PMC (Pesquisa Mensal do Comércio), o segmento de bens não-duráveis projeta crescimento bem mais otimista em relação à verificação anterior, que chegou a apontar retração nas vendas. Historicamente, este segmento tem o maior peso nas medições do IBGE e contribui com cerca de 40% no índice da Pesquisa Mensal do Comércio. A expectativa é de crescimento de 4,2% em dezembro de 2011, 3% em janeiro e 1,8% em fevereiro de 2012.
O segmento de bens semiduráveis (vestuário, calçados, livrarias e artigos esportivos) também reverteu a perspectiva apontada na sondagem passada e sinaliza uma leve retomada, com previsão de vendas de 4% em dezembro, 4,2% em janeiro e 4,8% em fevereiro. Já o varejo de bens duráveis (móveis, eletrodomésticos, material de construção), que se destaca em todas as medições, as perspectivas permanecem mais positivas que os de não-duráveis e semiduráveis, com taxas de crescimento de 9,4% em dezembro, 9,1% em janeiro e 8,9% em fevereiro.
22/12/11
Preparação e Abertura são caminhos para a mudança
*Por Rosaneli Bach
Falar de Mudança num cenário de contínuas transformações é, no mínimo, falar do óbvio, mas mudar nem sempre é simples e fácil. O filósofo Heráclito há aproximadamente 500 A.C., afirmava que “Nada é permanente exceto a mudança”. A mudança é inerente à própria vida. Pessoas passam por transformações profundas na infância, adolescência, na vida adulta e ao envelhecer e, na história da humanidade, há registros de grandes mudanças e transformações organizacionais.
Qualquer ruptura com a situação atual (status quo) pode causar tensão, desconforto, desestabilização e resistência, e as pessoas não resistem à mudança pura e simplesmente. Elas resistem porque já estão habituadas à situação atual, não dispõem de informações suficientes ou não estão seguras e, até a situação futura chegar, haverá dúvidas, incertezas e muitas interrogações.
A resistência é, na verdade, uma forma de se protegerem do desconhecido e das possíveis “perdas” que julgam que terão diante da nova situação. É natural que pessoas que não foram devidamente informadas e preparadas para lidar com a mudança resistam a ela e prefiram permanecer na sua zona de conforto (o que significa segurança), justamente por desconhecerem os propósitos, implicações e repercussões da mudança.
Para fins de estudo e entendimento do comportamento das pessoas frente às mudanças, pesquisadores do tema, costumam relacionar o comportamento que as pessoas apresentam a diferentes estágios: Negação, Resistência, Exploração e Aceitação.
O transitar por essas fases varia de pessoa para pessoa, conforme o seu histórico de vida, crenças e valores, perfil pessoal e conhecimentos que dispõe sobre a proposta de mudança.
Existem muitos recursos e orientações que as pessoas podem utilizar para lidar de forma mais apropriada com a mudança. O primeiro deles é estar aberto para um olhar imparcial sobre a mudança. Outro recurso é exercitar a resiliência – a capacidade de se adaptar a ambientes complexos, adversos e caóticos com ponderação e equilíbrio e sair cada vez mais fortalecidos da situação. Já dizia Charles Darwin, naturalista britânico do séc. XIX: “Não são as espécies mais fortes e inteligentes que sobrevivem... são aquelas que melhor se adaptam à mudança.”
Outra dica é rever nossos modelos mentais, sobretudo aqueles que nos fazem adotar comportamentos rígidos, retrógrados e inflexíveis, que acabam por prejudicar que se tenha uma avaliação mais acurada da situação. O importante em qualquer processo de mudança é rever e repensar nossos paradigmas à luz de novos entendimentos e descobertas, conforme podemos extrair do pensamento de Marcel Proust: “O verdadeiro ato de descobrir não consiste em achar terras novas, mas em vê-las com outros olhos”.
No âmbito organizacional, fazer a gestão da mudança exige tanto boa liderança quanto seguidores comprometidos para transformar ideias em ação e, para isso, as pessoas necessitam conhecer o verdadeiro propósito da mudança, entender suas razões, seus benefícios, seus desafios e oportunidades. É preciso sensibilizá-las para que compreendam a mudança e, quanto mais esclarecimentos tiverem, mais rapidamente poderão caminhar rumo ao engajamento e à adoção. Portanto, conquistar o apoio e o envolvimento das pessoas é essencial para o sucesso de um processo de mudança.
*Rosaneli Bach é Diretora de Gestão de Pessoas e Consultora para assuntos relacionados à aprendizagem organizacional e sócia da Dextera Consultoria. É graduada em Pedagogia pela Universidade de São Paulo, com especialização em Administração da Qualidade de Produtos e Serviços pela FAAP e pós-graduação em Arte Terapia pela USJT. Atua como consultora de empresa há dez anos nas áreas de Educação Corporativa, Gestão da Mudança, Capacitação e Treinamento, Desenvolvimento de Equipes e projetos de Recursos Humanos.
19/12/11
Varejo apoia medidas econômicas do governo
O Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) participou do anúncio do pacote de medidas econômicas do governo, feito em Brasília pelos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
Representantes de empresas associadas à entidade, como Casas Bahia, Carrefour, Insinuante, Magazine Luiza, Pão de Açúcar e Walmart, acompanharam a cerimônia que estabeleceu, entre diversas medidas, a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para itens como fogão, que cairá de 4% para zero, geladeira, de 15% para 5%, máquina de lavar, de 20% para 10%, e tanquinho, de 10% para zero.
09/12/11
Como resolver a falta de garra nos executivos?
*Por Alfredo Behrens
Habilidades como audácia, perseverança, pró-atividade e resiliência fazem a diferença entre um bom e um mau CEO. Porém, o que se percebe é que, atualmente, essas capacidades são raras entre os executivos que dominam o idioma inglês. Por outro lado, a grande maioria das faculdades também não explora o desenvolvimento dessas qualidades nos futuros administradores que, por sua vez, entram em empresas de baixa autonomia decisória.
Para avaliar as causas deste fenômeno e descobrir formas de como as faculdades podem contribuir para aumentar a “garra” dos executivos, me reuni, recentemente, com jornalistas, recrutadores e outros profissionais que lidam com esses gestores desde o início da entrada deles no mercado de trabalho. Durante o encontro foi possível identificar que falta garra entre estes jovens executivos do sexo masculino, que são a maioria no mercado, e que este fato poderia ter origem na famosa “superproteção” dos pais. Essa proteção os teria privado das oportunidades de confrontação sem regras nas quais os jovens medem as suas forças e adquirem segurança em si próprios. Assim, falta a estes jovens a coragem para sair da “zona de conforto”, enfrentar novos desafios e dirigirem com convicção.
A proteção excessiva é principalmente o resultado do aumento da violência na sociedade, aliado ao menor número de filhos por família. Mas, este zelo demasiado limita o desenvolvimento do jovem e propicia a formação de um adulto inseguro, pouco apto para liderar.
O interessante é que garra é facilmente encontrada em jovens de outras classes sociais, que são obrigados a trabalhar desde muito cedo, a se socializar sem regras e a exercer diversas funções para garantir a sobrevivência. Contudo, eles não têm, por sua vez, uma aprofundada qualificação técnica sobre gestão.
Portanto, uma solução viável seria a realização de um trabalho conjunto entre escolas de negócios e empresas para o treinamento e qualificação de profissionais de classes sociais menos favorecidas, gerando, além de uma inclusão social, um executivo com mais garra.
*Alfredo Behrens é professor da Faculdade FIA de Administração e Negócios e especialista em liderança corporativa.
08/12/11
Questto Design e Nódesign, dois dos principais escritórios brasileiros de design, anunciam fusão
A Questto|Nó é a mais nova agência de design brasileira. A marca vem da fusão entre dois dos principais escritórios do mercado: Questto Design e Nódesign. A união representa um escritório nacional com anos de expertise no design de produtos para vários setores da economia, além de enfatizar o amadurecimento do mercado de inovação no Brasil.
A Questto, com 18 anos de mercado, especializou-se em projetos de alta complexidade, atuando com um trabalho integrado entre etapas de conceituação, design e projeto 3D. Com dez anos de atuação, a Nódesign destaca-se por seus projetos inovadores, baseados em muita pesquisa e conceituação.
A expectativa da fusão é que o faturamento das duas empresas, cujas equipes passarão a atuar em um mesmo endereço na capital paulista, dobre nos próximos três anos. Juntas, as duas ultrapassam a marca de 600 produtos já lançados, indo desde cabides a automóveis, em uma média de um projeto novo a cada dez dias. Entre seus principais clientes estão Agrale, Schneider, Magneti Marelli, Gertec, Itaú Cultural, Papaiz, TAC e Natura. A Questto|Nó busca representatividade em vários segmentos e voos maiores no mercado internacional, com planos de se tornar referência na América Latina em cinco anos.
07/12/11
Quer ser mais produtivo em 2012? Então, planeje-se!
*Por Christian Barbosa
Todo dia ouço alguém dizer sobre como o tempo têm passado rápido demais, ou comentar que, quando percebeu, já estava no final do ano. Se tiver uma coisa de que ninguém pode duvidar, é de que o tempo não para nunca! Isso é fato. O problema da falta de tempo é porque as pessoas ainda não entenderam o básico: devemos nos adaptar às 24 horas que temos disponíveis para realizar as nossas atividades, e não ficar desejando que o tempo seja maior, o dia tenha mais horas...
Analise como foi seu ano em 2011. Ele foi produtivo? Você chegou a realizar as suas promessas feitas no começo do ano? Não? Então, está na hora de traçar um planejamento para que em 2012 sua lista de tarefas cumpridas seja mais extensa! Aproveite esse último mês para organizar os seus pensamentos e listar aquilo que realmente quer fazer no próximo ano. Para isso, leve em consideração:
• Revise o que é importante para você – Ano que vem você precisará de mais foco para não perder tempo à toa. Se questione e tenha clareza em suas respostas. “Que atividades eu devo focar em 2012 e quais devo descartar? Faça uma lista de “FOCO” e outra de “STOPs”, depois de concluída faça uma lista de prioridades por ordem de importância. Olhe para os cinco primeiros itens da lista e detalhe um plano de ação na sua agenda para cada um deles.
• Use uma agenda – Aproveite o começo do ano para escolher uma ferramenta única, centralizada e prática, em que você possa centralizar todos os seus planos. Tenha uma agenda.
• Tenha poucas metas – Não adianta fazer muitos planos, o melhor é focar em poucos objetivos ao longo do ano, mas que sejam relevantes e viáveis. Como roteiro, pense exatamente no que você quer e defina, pense em indicadores (quanto precisará investir) e em uma lista de ações práticas, de curta duração.
• Crie pontos de controle – A cada bimestre, agende uma reunião de uma hora com você mesmo para revisar seus planos, suas metas, seus “FOCOs” e “STOPs”. Isso diminui o risco de que a promessa caia em desuso ao longo da execução.
• Compartilhe seus objetivos com alguém de confiança – Escolha uma pessoa próxima, que ajude você a manter o nível de confiança, motivação e o questione sobre os planos. Pode ser um coaching profissional ou aquele amigo que faz você pensar na vida.
• Coloque você no seu ano – Quanto mais tempo tiver para você, mais energia terá para executar seus planos em 2012. Inclua atividades de lazer, esporte, ócio ou o que fizer você “recarregar as baterias” com uma periodicidade quinzenal.
Com essas ações você terá mais controle e foco sobre aquilo que deseja realizar. Esses serão os primeiros passos para que o próximo ano seja mais produtivo!
*Christian Barbosa é o maior especialista no Brasil em administração de tempo e produtividade, é fundador da Triad PS, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo. Ministra treinamentos e palestras para as maiores empresas do país e da Fortune 100. Autor dos livros “A Tríade do Tempo e Você”, “Dona do Seu Tempo”, “Estou em Reunião” e co-autor do” Mais Tempo, Mais Dinheiro”.
27/10/11
Apagão de talentos ou gestores incapacitados para o cargo?
Muito se discute, tanto na mídia e veículos especializados de recursos humanos e gestão quanto em reuniões dentro do ambiente corporativo, sobre a falta de mão de obra qualificada para as empresas expandirem suas atuações e, consequentemente, ganharem mais mercado. Entretanto, por quais motivos esse ‘problema’ não atinge todas as organizações? Será que gestores incapacitados para o cargo ou modelos de gestão desatualizados com a evolução do mercado não atravancam o progresso de companhias e, principalmente, de pessoas?
Segundo a pesquisa Global CEO Sudy 2010, realizada pela IBM, a falta de profissionais qualificados é a maior preocupação dos CEOS. Além disso, o estudo também aponta que no Brasil a falta de mão de obra especializada é o maior problema de 71% dos presidentes das empresas entrevistadas, um percentual superior à média mundial, de 58%.
Para Roberta Yono, consultora associada da Muttare, consultoria de gestão, e especialista em treinamentos de construção de time e programa de formação de liderança, “o que existe nas organizações são pessoas sedentas por realizar suas responsabilidades e se mostrarem úteis, dando o seu melhor e querendo ver sua contribuição ser reconhecida, mas, por outro lado, o excesso de gestores que, com a prepotência do conhecimento e o medo, impedem alguns colaboradores de realizarem”.
Com medidas paliativas, as empresas acabam não conseguindo resolver os problemas existentes. “Não há consultoria ou programa de formação de líderes que dê conta dessas características. São apenas os sintomas que são tratados e não a causa do problema. A estrutura hierárquica centralizadora de poder e controladora estimulam muito o uso da prepotência e cria a cultura do medo no colaborador, que só se manifesta se for para ‘agradar seu superior’”, revela Roberta.
“Diante deste cenário, o que temos na realidade são gestores mandando e pessoas talentosas ociosas, passivos trabalhistas exorbitantes, fazendo, por fim, consultorias ganharem dinheiro comercializando ‘fórmulas milagrosas’”, ressalta Roberta.
A consultora de gestão afirma ainda que “se os resultados de um curso, seja em gestão, recursos humanos ou qualquer área, demoram mais de seis meses para mostrarem que o investimento valeu a pena, as empresas terão jogado dinheiro pela janela. Treinamentos eficientes são aqueles em que o participante sai da sala motivado a praticar o que achou importante e o que aprendeu, fazendo o resultado ser visto logo que o gestor começa a praticar o diferente”.
“O programa de formação de liderança, por exemplo, é eficiente e não eficaz, porque por diversas vezes o gestor (geralmente gerentes, coordenadores, supervisores e nunca diretores e presidentes) também é impedido de mudar a sua prática. Portanto, investir somente em treinamento de formação de liderança sem mudar a estrutura de comando e controle pode ser um tiro no pé, tanto para o gestor, que se arrisca a perder o cargo, quanto para sua equipe”, conclui Roberta.
Roberta Yono Ebina é consultora associada da Muttare, consultoria de gestão, fundada em 2002 - www.muttare.com.br. Dez anos de experiência na área comercial em empresas de diversos segmentos de atuação. Conduz treinamentos de construção de time e programa de formação de liderança e é qualificada em MBTI e processo de Executive Coaching.
25/10/11
Vitrinismo como ferramenta de marketing
Estão abertas as inscrições para o curso de “Aperfeiçoamento em Vitrinismo”, promovido pelo Sindicomércio Barbacena em parceria com Senac Minas. O objetivo é qualificar os profissionais para elaboração de projetos e montagem de vitrines externas e internas a partir de técnicas específicas e criação espontânea, a fim de que utilizem mais esta ferramenta do marketing.
As aulas serão ministradas de 7 a 17 de novembro, das 19h às 22h, na rua Monsenhor José Augusto, 289, 3º andar, próximo ao Ifet. A carga horária é de 20h. Os interessados devem se inscrever no Sindicomércio, Praça dos Andradas, 130, sala 7, até sexta-feira (28), ou pelo telefone (32) 3331-1214. Associados terão desconto na matrícula.
A capacitação será ministrada pela arquiteta Cynthia Paolucci, especialista em projetos de restauração, patrimônio histórico e cultural, projetos paisagísticos e arquitetônicos.
Com informações do site Barbacena Online.
24/10/11
Transformando ideias em lucro
*Por Mauro Terepins
Por conta da acirrada concorrência global, as empresas precisam ser cada vez mais ágeis para fomentar seu crescimento e manter um sucesso duradouro. Diante desse cenário, a habilidade das organizações em inovar é essencial para um crescimento sustentável. A relação entre inovação e sucesso dos negócios não é novidade. Porém, uma abordagem pragmática sobre o tema, que vá além de um mero discurso de conceitos vazios, torna-se, a cada dia, mais imperativa.
Do ponto de vista prático, há dois grandes problemas enfrentados pelas organizações que buscam instituir a inovação como uma ferramenta estratégica em seus negócios: como transformar ideias tidas como “brilhantes” em resultados mensuráveis, convertendo criatividade em lucro, e como transformar o estímulo à inovação em um modus operandi em toda a empresa.
Diversas companhias, entre as quais muitas líderes de mercado, acomodam-se em antigos processos, certas de que “em time que está ganhando não se mexe”. As melhores soluções de ontem, porém, podem não ser as de amanhã. Em um mercado cada vez mais acirrado, inovar configura-se praticamente como uma questão de sobrevivência. Inovação por si só, entretanto, não garante a liderança de mercado. Propostas inovadoras, que deveriam contribuir com o desenvolvimento dos negócios, muitas vezes acabam morrendo, numa espécie de “momento eureca” isolado.
Por isso, é preciso saber inovar, encarando o processo criativo como uma questão estratégica. Criatividade também requer planejamento, gerenciamento, controle e, sobretudo, financiamento. Só assim é possível transformar novas ideias em lucro. Em diversos países, o setor governamental também pode estimular o empreendedorismo e a inovação com redução de impostos para atividades de pesquisa e desenvolvimento, proteção da propriedade intelectual e processos de patentes mais simplificados.
Mas quebrar velhos padrões de comportamento e inovar dentro de uma instituição não é fácil, sobretudo se ela for uma grande corporação. São poucas as empresas que vão além das soluções mais comuns, e a maioria centraliza o processo criativo apenas em seus líderes ou proprietários. Ou seja, pouco ou nada se faz para a institucionalização de processos inovadores ao longo de toda a estrutura corporativa.
O problema se agrava à medida que o tamanho das corporações aumenta. As grandes organizações crescem e ficam cada vez mais complexas, tornando ainda mais difícil a geração de novas ideias. É natural: grandes e sólidas corporações tendem a reforçar aspectos nos quais já tiveram sucesso no passado e, após tantos investimentos, pode ser difícil identificar novas oportunidades. Com suas estruturas mais rígidas, as grandes empresas devem estar atentas para não frustrar o “espírito” empreendedor.
Por outro lado, as pequenas e médias empresas vêm se mostrando globalmente mais abertas a novas ideias e têm apostado com mais força em inovações que não sejam apenas incrementais. Por isso, o segmento de middle market é um grande catalisador de inovações, oportunidades e novos mercados.
Em ambos os casos, a forma de se estimular a inovação também precisa ser renovada – principalmente nos países americanos. Pesquisa realizada pela Ernst & Young sobre empreendedorismo e inovação mostrou que, nos países do continente americano, a maioria aposta apenas na contratação de pessoas criativas. Em outras regiões, como Ásia, Europa, Oriente Médio, Índia e África, as empresas preferem desenvolver alianças com novos parceiros ou deslocar uma parte da equipe com foco em inovação. Outras soluções citadas pelo estudo são oferecer recompensa financeira como incentivo à criatividade e trabalhar com agências e firmas especializadas em inovação.
Destarte, cada vez mais, torna-se imperativo descentralizar o processo criativo e fazer com que ele alcance toda a instituição e os mercados regionais, não ficando estanque, por exemplo, apenas nos setores de pesquisa e desenvolvimento. A melhor maneira de uma empresa incentivar o pensamento criativo é investir em seus próprios colaboradores. Incentivar as pessoas a explorar ideias que envolvam riscos e recompensas, mas com a segurança e o apoio de uma estrutura mais ampla e bem estabelecida, é a essência do que significa ser um empreendedor.
Inovação e empreendedorismo dentro das organizações não deve ser um ato de altruísmo, mas uma sólida estratégia de negócios – algo vital ao sucesso da companhia. Um processo criativo conectado ao lucro colabora para que a empresa sustente sua trajetória de crescimento, mantenha vantagem competitiva e garanta seu próprio futuro.
*Mauro Terepins é vice-presidente de Mercados da Ernst & Young Terco.
17/10/11
Autoconhecimento: a dimensão individual do trabalho em equipe
*Por Daniel Maldaner
Qual a importância do autoconhecimento para o trabalho em equipe? O que mais vemos nas organizações são comportamentos que sinalizam uma grande dificuldade de lidar com as diferenças humanas: comportamentos que demonstram irritação quando opiniões divergentes estão colocadas em discussão. Rigidez em um posicionamento, comportamentos de defesa e de ataque, interesses individuais sendo defendidos e influenciando decisões coletivas sinalizam a dificuldade das pessoas em trabalhar em equipe, ficando mais critico quando as pessoas não conseguem perceber que agem de tal maneira, reagindo a situações de forma automática.
O que eu vejo nas outras pessoas que me incomoda? O que isso tem a dizer sobre mim? Quando uma opinião divergente/contraditória é colocada em discussão qual é a minha reação? Qual é a minha forma de olhar para o mundo? Como minhas crenças, valores, preconceitos influenciam minha percepção sobre o outro e sobre as coisas? Estas são algumas perguntas que vemos poucas pessoas se fazerem no ambiente organizacional e que sinaliza a dificuldade de se autoconhecerem.
Autoconhecimento é um conjunto de informações sobre si, a respeito de comportamentos, características pessoais, forças e áreas de oportunidades de melhorias individuais. Comportamento aqui entendido como a resultante das características pessoais (tipo psicológico, valores pessoais, experiências, educação, etc.) interagindo com as variáveis da situação. Entender, portanto, que em diferentes situações cada indivíduo aprende a reagir com comportamentos e atitudes distintas, auxilia e fortalece a importância do autoconhecimento para o trabalho em equipe. Saber o impacto das ações nos demais integrantes da equipe, aquilo que ajuda e que atrapalha o bom desempenho, o que agrega valor e colabora com as demais pessoas. Mas, como, então, cada pessoa da equipe pode saber do impacto que gera na própria equipe?
Percepção é a impressão colhida pelos sentidos ou a faculdade de perceber pelos sentidos. Este movimento de captar o mundo exterior é parte do processo daquilo que nos referimos como “percepção”. Aquilo que é captado pelos órgãos sensoriais: olfato, paladar, ouvido, tato e visão passam pelo processo de internalização. Na medida em que algo é captado e internalizado, aquilo que foi captado não pertence mais ao mundo exterior, mas sim ao mundo interior de cada indivíduo. Esta forma interiorizada sofre influências deste novo mundo.
Estas influências se dão no sentido de moldar, de significar aquilo que é trazido de fora através da associação aos conhecimentos acumulados, às experiências vividas e processos psicológicos específicos de cada indivíduo. Quando nos referimos às “lentes” e “os filtros” estamos nos referindo ao processo de influência do mundo interior do indivíduo sobre aquilo que é captado do mundo exterior. Estes filtros ou lentes levam as pessoas a entenderem dada situação baseada nos próprios filtros, de maneiras bem diferentes do que realmente pode ser, e mesmo distanciando das percepções de outras pessoas. Assim, podem gerar distorções, pré-julgamentos e, por fim, promover desvios na comunicação e possíveis decisões equivocadas.
*Daniel Maldaner é consultor associado da Muttare, consultoria de gestão. O profissional também é especializado em formação e desenvolvimento de equipes e implantação de células autônomas na gestão descentralizada
03/10/11
Compre horas para o seu dia
*Por Christian Barbosa
Todo mundo sempre reclama que não consegue ter tempo para realizar tudo o que precisa em um dia. E se você tivesse realmente mais horas? Como seria esse dia? Para a maioria das pessoas, ele seria exatamente igual, pois o problema não é a quantidade horas, mas sim o uso delas. Agora, se você souber aproveitar melhor seu tempo, com certeza uma hora fará toda a diferença.
Hoje é possível ter mais horas no seu dia, através de um serviço chamado de Assistentes Virtuais, que começou há pouco tempo aqui no Brasil, mas já se tornou uma modalidade muito utilizada no exterior. O serviço funciona como se você tivesse uma secretária para executar as tarefas mais corriqueiras, menos estratégicas, mais simples ou até mesmo as atividades chatas e difíceis que você teria a tendência de enrolar.
Esse conceito tomou bastante força quando o autor Timothy Ferris reforçou em seu livro, Trabalhe 4 horas por semana, que todos devemos delegar o máximo de tarefas para esse tipo de serviço. Apesar de não concordar com a abordagem do Timothy para produtividade corporativa (afinal, na prática, pouquíssimos profissionais vão adotar esse estilo de trabalhar 4h/semana), eu concordo totalmente com ele no quesito da utilização de assistentes virtuais.
Utilizei alguns serviços Indianos, os quais pagava por hora para serviços como: revisão de textos em inglês, comparação de preços e reserva de hotéis ou passagens áreas, cotação de banners em sites estrangeiros para a minha empresa, etc. No Brasil, cheguei a usar o serviço de concierge do meu cartão de crédito para tarefas como reserva de restaurantes ou teatro, achar um marceneiro para arrumar um problema no meu armário, etc.
Em termos nacionais, a Prestus foi a pioneira nesse tipo de trabalho. Quando eles me apresentaram a empresa fiquei muito contente e apostei na ideia, inclusive oferecendo integração para envio de tarefas direto pelo Neotriad. Eu já pedi muitas coisas para eles, desde pesquisas para algum livro até cotação de marketing digital. O custo deles é muito menor do que perder tempo com coisas circunstanciais. Apesar de o seu tempo ser teoricamente “de graça”, a liberdade de poder focar em coisas importantes que realmente tragam resultados não tem preço.
Veja algumas dicas que o Alexandre Borin, presidente da Prestus, nos dá para utilizar bem serviços de assistentes virtuais:
- Comece delegando tarefas pessoais: você poderá delegar tarefas profissionais em seguida, desde que não incluam informações financeiras e que não identifiquem a empresa em que trabalha.
- Cuidado para não abusar: tarefas ilógicas, ineficientes ou mal definidas não devem ser feitas nem por você, nem por seu Assistente Virtual.
- Cada tarefa delegada deve estar muito bem definida, para sua realização.
- Divirta-se com a delegação: é divertido estar no controle. Mas alivie um pouco da repressão. Assistentes Virtuais trazem o comportamento excêntrico de bilionários ao alcance de cada homem.
- Ter mais horas no seu dia é possível, usando bem o seu tempo, ou contratando serviço de assistentes virtuais. Experimente uma vez e veja o resultado.
*Christian Barbosa é o maior especialista no Brasil em administração de tempo e produtividade, é fundador da Triad PS, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo. Ministra treinamentos e palestras para as maiores empresas do país e da Fortune 100. Autor dos livros A Tríade do Tempo e Você, Dona do Seu Tempo, Estou em Reunião e co-autor do Mais Tempo, Mais Dinheiro. www.triadps.com.br e www.maistempo.com.br
20/06/11
Transforme seu cliente em parceiro
*Claudio Nasajon
Quem está no mercado empresarial há algum tempo sabe que existem dois tipos de fornecedores: os que simplesmente vendem determinado produto ou serviço, e os que, além disso, também se preocupam em acompanhar os resultados e criar um vínculo com o cliente - aos que eu chamo de “fornecedores parceiros”.
Certamente, todos nós gostaríamos de ter parceiros em lugar de simplesmente fornecedores, mas lamentavelmente já é difícil conseguir com que o vendedor cumpra o que promete, entregando o que vendeu, quanto mais esperar que ele se comprometa com os resultados que o cliente obterá com seu produto ou serviço.
É sempre trabalhoso conquistar novos clientes, porque há muita concorrência. Nem sempre os compradores percebem, ou dão o devido valor, a características como comprometimento com resultados, preocupação com o pós-venda, confiabilidade e outros intangíveis, mas é assim que se dá a fidelização. Algumas empresas nos acompanham há mais de duas décadas. Aqui vale lembrar uma máxima de Jack Welch: “A maior vantagem competitiva que temos sobre nossos concorrentes é o conhecimento e as informações que temos de nossos clientes”.
Esse cuidado deve se estender aos “clientes internos”, ou seja, aos colaboradores. Também com eles é preciso compromisso. Num mercado onde ainda é difícil arranjar um emprego no qual se receba o salário pontualmente e se respeite a carga horária contratada, só para citar dois itens, uma empresa que paga religiosamente em dia e ainda oferece empréstimos a juro zero, assistência médica para toda a família, subsídio educação, flexibilidade de horário, psicólogos, fisioterapeutas e ouvidores para dar atendimento quando necessário, que oferece, enfim, um ambiente propício para que cada um possa dar o melhor de si, tende a atrair os melhores talentos e, consequentemente, melhores resultados em seus negócios.
O valor de uma venda é centenas de vezes maior se você considerar os clientes numa perspectiva de longo prazo, se você pensar nos negócios que pode fazer com eles durante “toda a sua vida” - e não apenas naquela transação. Por isso, jamais recomende uma compra para um cliente que possa arrepender-se mais tarde. Isso prejudica o relacionamento e a sua credibilidade - duas coisas que são muito mais importantes, no longo prazo, do que a venda em si.
É fundamental ser um importante parceiro empresarial de nossos clientes, em benefício mútuo de nossas organizações, servindo de exemplo para novos empreendedores e contribuindo para o desenvolvimento do país.
*Claudio Nasajon é empresário, sócio-presidente da Nasajon Sistemas e professor de empreendedorismo da PUC-Rio
15/06/11
O que é preciso para o sucesso de um evento?
*Por Vinícius Guerra
Se para tudo na vida é preciso ter foco e planejamento, no universo dos eventos a necessidade vira regra e não pode falhar. Dos maiores aos mais simples detalhes, planejar é garantir que tudo dará certo.
Pessoas. Esse é o um dos principais focos para o bom planejamento e a organização de eventos. Afinal, é para pessoas que tudo é pensado. O resultado, a boa aceitação, os bons resultados vêm de e para pessoas, sejam elas clientes, ou público final, consumidor.
Por essa razão, a sensibilidade e a percepção se tornam fortes aliadas no momento do planejamento. Ponto a ponto. Não importa se o evento é um simples coffee break ou até mesmo a entrega de um grande stand em uma feira de negócios.
Criatividade. Em meio a um turbilhão de opções, recursos, ferramentas, possibilidades, um dos maiores desafios é a criatividade. Outro fator primordial para o sucesso do evento. Mas diante de um mundo globalizado, informatizado, que se atualiza quase que diariamente, é preciso ter cuidado com a escolha dos recursos disponíveis e, sobretudo, ter cuidado para não perder o foco. O deslumbre pode ofuscar o propósito.
Comprometimento. O que faz uma equipe garantir que tudo sairá como o planejado é o comprometimento. O popular vestir a camisa. Equipe comprometida trabalha em sintonia, ruma para o mesmo fim e chega lá.
Comprometer-se gera a pró-atividade. Antecipar-se aos problemas, ou resolvê-los de imediato, faz toda diferença em eventos. Durante a montagem de um stand, por exemplo, é comum surgirem problemas. É em momentos assim que se pode verificar tal comprometimento. Deixar acontecer, não tomar a atitude correta para corrigir eventuais tropeços, é um contrassenso.
Profissionalismo. Quesito indiscutível e indispensável em todo o processo. Manter o foco, a criatividade, ser proativo são atitudes diretamente ligadas ao profissionalismo.
Agência séria tem profissionais sérios, dedicados, focados, criativos. Pessoas que trabalham para e por pessoas. Que entendem, interpretam, identificam o objetivo de cada cliente e o traduzem em eventos bem organizados, stands bem montados.
Para arquitetar um evento é necessário, antes de qualquer coisa, entender de pessoas. É enxergá-las do começo ao fim. E o sucesso vem.
*Vinícius Guerra é diretor executivo de AE (arquitetura de eventos) e um dos sócios fundadores da br4.cgn, agência de comunicação e eventos.
15/06/11
Vale a pena tornar o escritório sustentável e eficiente
*Ronald Leptich
Quando o tema sustentabilidade no ambiente comercial é discutido, muitos gestores associam este assunto a gastos excessivos e implantação de tecnologias que terão pouca efetividade na saúde financeira de suas empresas. Algumas companhias ainda procuram alternativas com foco no meio ambiente apenas porque o assunto está em pauta. Entretanto, o que alguns desses gestores não percebem é o quanto mudanças pequenas podem gerar de retorno em termos de economia financeira para seus negócios.
Saber como este investimento pode ser feito, ao contrário do que parece, não é uma tarefa tão cara ou trabalhosa. Abaixo, apresento algumas sugestões no campo da iluminação capazes de fazer da companhia um ambiente sustentável e, consequentemente, mais eficaz em longo prazo.
Luz natural
Na iluminação de escritórios, o ideal é que as luminárias sejam instaladas longitudinalmente às janelas, ou seja, colocadas em uma fila dupla, no teto, separadas por um “corredor” iluminado pela luz externa. Essa disposição estabelece uma relação de complementação à luz natural, que pode entrar no espaço pela superfície transparente (janela), com a iluminação artificial. Desta maneira, é possível instalar um número menor de lâmpadas e ampliar a efetividade na distribuição de luz, o que ajuda na economia de energia geral consumida pelo ambiente de trabalho, sem o risco de perda de luminosidade.
Divisão das luminárias
Nem sempre é necessário que o escritório esteja aceso em sua totalidade, em especial quando apenas uma parcela das pessoas que o ocupam está presente. Por isso, a opção por uma divisão dos comandos de acendimento, ou seja, a instalação de grupos de luminárias que funcionam em conjuntos separados é propícia. Este sistema torna possível garantir que apenas as lâmpadas necessárias, nos momentos corretos, sejam utilizadas. Neste contexto a iluminação natural desponta como outra grande aliada, podendo dar uma “folga” para vários dos pontos de luz, que antes ficariam ligados desnecessariamente. Isso auxilia na economia de energia, ao mesmo tempo em que garante que estejam a postos para “trabalhar” em dias nublados, quando escurecer ou quando forem indispensáveis.
Dimerização
A utilização de equipamentos que controlam a intensidade das fontes de luz, elevando ou reduzindo sua potência de iluminação de acordo com o uso do espaço e complexidade das tarefas nos diferentes períodos do dia, é muito bem vinda. Além de baixar o consumo geral de energia elétrica pela empresa, esta solução, quando utilizada em sistemas de iluminação adequados, também aumenta a vida útil dos equipamentos e reduz, ainda mais, os seus custos de manutenção.
Produtos sustentáveis
Já estão disponíveis no mercado tecnologias de lâmpadas fluorescentes tubulares, ideais para uso em escritórios, que dissipam pouco calor ao ambiente e são capazes de economizar até 30% de energia quando utilizadas com o reator correto. Isso, quando pensamos em um grande escritório, onde normalmente são instaladas muitas lâmpadas, representa uma mudança fundamental para a saúde financeira de uma companhia, já que gerará uma grande economia na conta de energia. Sem contar o bem estar de seus funcionários, que poderão trabalhar em um ambiente mais agradável e eficiente.
*Ronald Leptich é Gerente de Produto da OSRAM. É formado em Engenharia Elétrica e possui MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Hoje, atua no segmento de Iluminação Profissional.
25/03/11
Administradoras do tempo: Qual é o seu perfil?
*Por Christian Barbosa
Como estamos no mês da mulher, nada mais justo que abordar a gestão do tempo para mulheres, afinal só mesmo a “multi-mulher” para saber o quanto a falta dele pesa no dia-a-dia.
A gestão de tempo feminina tem muitas particularidades interessantes, desta vez, gostaria de comentar sobre os estilos de produtividade femininos, que consegui identificar durante a pesquisa para o livro “Você Dona do Seu Tempo”. Ela não se aplica da mesma forma e não se resolve de um jeito padrão, cada pessoa tem um estilo de vida que altera a forma de lidar com suas demandas diárias.
Abaixo, segue um breve resumo dos quatros perfis mapeados e alguns insights para começar a lidar com cada estilo. Claro que uma mulher pode ser ter todos os perfis durante o dia, com predominância de um ou outro em determinado momento. Vale lembrar que esses estilos também se aplicam aos homens. Veja:
*Mulher Maravilha: A busca incessante – e estressante – para ser uma “resolvedora” de problemas! As mulheres desse perfil vivem com coisas urgentes e prioritárias para resolver e, ainda assim, encaram essas urgências como uma forma de vencer desafios e como superação. Os inconvenientes na super-heroína são o excesso de ação e pouco tempo focado no importante, além de um nível pequeno de planejamento e de uso de ferramentas de produtividade.
- O que fazer? Quando algo imediato aparecer, deixe de lado a vontade de resolver. Aprenda com a urgência, foque na prevenção, não apenas na solução. Converse com a equipe e descubra por que a atividade se tornou urgente. Uma ótima alternativa para auxiliar a diminuir o ritmo “heroico” é iniciar alguma atividade calma como Yoga, alongamento, meditação etc.;
*Perfeccionista: Seguir seus planos e prioridades, essa é a principal característica da mulher deste perfil. Além de lidar muito bem com ferramentas de produtividade e as utilizar para fazer render o seu dia, as perfeccionistas têm um cotidiano extremamente orientado para resultados, isso porque elas possuem uma grande capacidade de manter o foco naquilo que é realmente importante. Mas a necessidade de fazer as coisas perfeitamente pode transformá-la em uma workaholic.
- Fique atenta! Se você é uma perfeccionista, a palavra chave para a organização das suas atividades é Flexibilidade. Não se cobre tanto nem se culpe pelo fato de o mundo não ser do jeito que você gostaria que fosse;
*Espontânea: Você segue o ritmo natural das coisas para criar e interagir com suas prioridades? As coisas não precisam estar certinhas para estarem boas? Essas são as leis das mulheres que usam a espontaneidade e a criatividade para planejar o dia. Falta de tempo não é problema para você, já que consegue o tempo que for quando realmente quer. Mas tanta naturalidade pode aumentar o nível de interrupções diárias e fazer com que perca o foco.
- E agora? Aproveite a criatividade para desenvolver uma ferramenta que seja a sua cara. Conheço mulheres que usam cadernos sem pautas para organizar seus dias por meio de desenhos ou gráficos de mapas mentais. Sejam espontâneas no planejamento do tempo!
*Super Mãe: O mais colaborativo de todos os perfis. A preocupação em excesso com outras pessoas e aceitar cumprir tarefas de terceiros – resultados da sua dificuldade em dizer “não” – são os principais motivos da sua agenda lotada.
- Solução: Quanto mais você se focar em você mesma, no que realmente faz sua vida evoluir e, não apenas agir, terá mais foco no seu papel o “EU” e mais facilidade para dizer não às outras pessoas. Um pontapé inicial pode ser dado na definição de uma meta pessoal extremamente clara e relevante, e utilizar seu tempo livre para alcançar esse objetivo.
Descobriu qual é o ser perfil? Então, aprenda com ele, pois todos têm pontos positivos e pontos negativos que precisam ser contornados. Descubra o seu perfil predominante e reforce um modelo mental no sentido de aprimorar suas deficiências!
Feliz Dia da Mulher com muito tempo para você mesma!
*Christian Barbosa - Maior especialista no Brasil em administração de tempo e produtividade, é fundador da Triad PS, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo. Ministra treinamentos e palestras para as maiores empresas do país e da Fortune 100. Autor dos livros “A Tríade do Tempo”, “Você, Dona do Seu Tempo”, “Estou em Reunião” e co-autor do “Mais Tempo, Mais Dinheiro”. www.triadps.com.br e www.maistempo.com.br.
25/03/11
Talentos profissionais: como encontrar e mantê-los?
*Por Gilberto Wiesel
Qual é o profissional adequado para sua empresa? Como encontrar a pessoa certa para a vaga que você precisa? Essa e outras questões rondam, a todo o momento, a cabeça dos líderes e gestores de companhias no mundo inteiro. Atualmente, um dos grandes desafios das organizações é encontrar pessoas realmente qualificadas e que apresentem características diferenciadas e inovadoras. De acordo com uma pesquisa da consultoria especializada em gestão de talentos e carreira, Right Management, 64% dos empregadores encontram dificuldades para preencher uma vaga. Segundo o estudo, realizado com 35 mil contratadores de 36 países, a falta de talentos é um dos grandes obstáculos a serem superados pelos empreendimentos.
Entre os principais fatores que impedem a contratação, está a má formação, que geralmente não se adapta às exigências do mercado. Mas não é só isso. Em muitos casos, currículos de profissionais apresentam diversas qualidades, porém tais características não transparecem nas atitudes. Hoje, as empresas sofrem para encontrar pessoas criativas e dinâmicas, que tragam de fato novas ideias. Vale destacar que ser um profissional inovador não é somente apresentar soluções fora do padrão, e sim contribuir com atitudes e projetos eficazes para o desenvolvimento das atividades dentro do ambiente de trabalho.
Como parte desse processo de busca por talentos, profissionais especializados são os mais procurados pelas empresas. Entretanto, na contramão da grande demanda, está ainda a insuficiente oferta de trabalhadores realmente capacitados em determinados segmentos. A exemplo disso, recentes pesquisas e levantamentos indicaram que o setor de Tecnologia da Informação (TI) precisa de funcionários qualificados, que conheçam novas ferramentas e acompanhem o desenvolvimento tecnológico acelerado. Esse é apenas mais um dos casos e há diversas áreas, como construção civil, que também estão à procura de colaboradores com grau específico de qualificação.
Além da capacitação e de características inovadoras, mais um elemento que atormenta as empresas na procura por indivíduos diferenciados é o baixo nível de espírito empreendedor de grande parte dos profissionais. O que isso significa? Aliada à criatividade e ao dinamismo, a capacidade empreendedora – o chamado intraempreendedorismo – possibilita que projetos sejam colocados em prática, contribuindo para o bom funcionamento da empresa, o que tende a gerar resultados eficazes às organizações.
E a dificuldade das empresas não para por aí: encontrar os profissionais adequados para a vaga a ser preenchida não é o único obstáculo enfrentado pelos contratadores. Reter bons funcionários também provoca dor de cabeça nos líderes das organizações, já que é comum perder colaboradores de qualidade para a concorrência. Então, se você já encontrou o profissional que tanto procurava, é hora de pensar em como mantê-lo dentro de sua empresa.
Reflita: o que realmente motiva os trabalhadores a desenvolver as tarefas do dia a dia? Após encontrar a resposta, um dos primeiros passos é desenvolver um ambiente profissional de qualidade e estimulante. Além disso, ofereça também oportunidades de crescimento na carreira, fator que tende a ser bem avaliado por funcionários. Valorize ainda as características que se destacam em seus colaboradores, atitude que certamente estimula ainda mais esses profissionais.
Lembre-se sempre que o sucesso de uma organização depende dos clientes internos. Por isso, já passou da hora de reter os bons colaboradores que fazem sua empresa funcionar. Afinal, a concorrência está cada vez mais acirrada e são poucos os profissionais que se destacam nesse cenário competitivo. Portanto, cultive já seus talentos, eles são o presente e o futuro de seu negócio!
*Gilberto Wiesel é conferencista, consultor e diretor do Grupo Wiesel que atua na área de Educação Corporativa com foco em liderança, empreendedorismo e desenvolvimento de competências. Administrador de empresas pós-graduado em Marketing pela FGV. É Master-Practitioner em Programação Neurolinguistica pela Sociedade Brasileira de PNL e membro da Time Line Theraphy Association, Hawai-USA. Para mais informações, acesse: www.gilbertowiesel.com.br
25/03/11
Teletrabalho já é uma realidade
*Por Claudio Nasajon
Nos últimos meses, o Rio de Janeiro e várias outras regiões do Brasil e do mundo foram castigadas por catástrofes ambientais, de dilúvios a terremotos, que em nada ficam devendo aos relatados na Bíblia. Parece que não são coisa nova esses problemas. O que há de novo é que hoje, pelo menos nas empresas, podemos minimizar os seus efeitos com certa facilidade.
Empresas como a Nortel Networks, multinacional com mais de 95 mil funcionários, vem tornando realidade o teletrabalho – sistema pelo qual o funcionário não precisa ir até o escritório para realizar as suas tarefas.
Em alguns países da Europa, como Itália, Portugal e Espanha, já existe legislação específica que regulamenta a atividade de teletrabalho. No Brasil, ao contrário, a CTL ainda é restritiva ao teletrabalho e os empresários resistem em permitir que seus empregados trabalhem em casa, com medo de que eles aleguem “ficar à disposição da empresa 24h por dia”.
Para resolver esse problema e incluir o Brasil no grupo dos países avançados com relação à gestão de pessoas e à produtividade ocupacional, a sociedade civil e os governos vêm buscando fórmulas de flexibilizar as práticas de trabalho à distância. O projeto de lei 3129/04, que trata do assunto, já passou pela Câmara dos Deputados e aguarda análise do Senado Federal, mas ainda é cedo para prever quando ele entrará em pauta.
Enquanto isso, empresas como o Citibank, por exemplo, buscam soluções intermediárias para estabelecer escritórios sem salas, disponibilizando estações de trabalho móveis que permitem ao funcionário trabalhar “de qualquer lugar”, ou seja, em qualquer instalação da empresa.
A SOBRATT (Sociedade Brasileira de Teletrabalho) dá conta de que já existem no Brasil aproximadamente 10 milhões de teletrabalhadores, um número considerável e com forte tendência de crescimento em função das dificuldades de deslocamento cada vez mais presentes nos grandes (e pequenos) centros urbanos.
De olho nessa tendência, empresas como a Nasajon Sistemas, software-house carioca com foco em sistemas contábeis, vem disponibilizando ferramentas como o ‘Conecta’, que permite ao trabalhador operar o sistema de qualquer lugar, a partir de um computador ligado à Internet. O ganho de produtividade é enorme. Em muitos casos, além de não perder tempo com traslados, o funcionário também economiza recursos físicos, já que não exige espaço, mobiliário e nem equipamentos na sede da empresa.
Não é para todos, mas cada vez mais veremos pessoas trabalhando em notebooks, ou em pequenas salas espalhadas pela cidade, como se fossem “lan houses”, para realizar as suas tarefas profissionais. Suítes como o Google docs, que permite o compartilhamento de planilhas, textos e apresentações online, ou Salesforce, um ERP “sediado na nuvem” (como é chamada a web), permitem que o trabalhador esteja cada vez mais conectado independentemente da sua localização.
Isso tudo pode ser bom ou ruim – cada um tem um ponto de vista diferente –, mas que é uma tendência irreversível é um fato. E contra fatos, não há argumentos. Então, gostando ou não, prepare-se: o futuro não terá fronteiras para o trabalhador.
*Claudio Nasajon é Empresário, Presidente da Nasajon Sistemas, especialista em Estratégia e Inovação pela Wharton School of Business e Professor de Planejamento de Negócios da PUC-Rio (www.claudionasajon.com.br)
25/03/11
Redes Sociais: não se mede o valor de um relacionamento somente com números
*Por Silvio Tanabe
Empresas começam a descobrir que avaliar somente o número de seguidores ou fãs não é suficiente para mensurar resultados das ações nas redes sociais
O “mercado” de internet vive de estatísticas. Semanalmente um instituto, empresa ou agência divulga um estudo relacionado a algum fenômeno da web. Dessa forma tomamos conhecimento, por exemplo, que 33% das mulheres da chamada classe média digital no Brasil, Argentina e México, prefere a internet à TV (Razorfish/Terra); que 60% dos internautas aprovam o uso das redes sociais como forma de promoção e divulgação de produtos (Ibope Nielsen Online); ou que o Facebook cresceu 102% no Brasil entre setembro de 2009 e maio de 2010 (Ibope).
As próprias plataformas da internet são fartas em fornecer números. Uma simples pesquisa do Google já mostra o número de referências de uma determinada palavra na web (marketing digital, por exemplo, possui 145.000.000 de resultados); o Google Analytics fornece inúmeras estatísticas sobre as visitas no seu site, o LinkedIn destaca quantas conexões você tem no mercado profissional; no Facebook você pode contar o número de amigos e, no Twitter, o de seguidores.
Se há tantos números para usar e é tão fácil “medir”, é natural se empregar as várias estatísticas existentes para avaliar os resultados da atuação das empresas nas redes sociais. Esse recurso serve inclusive para concretizar os resultados sempre tão intangíveis do marketing e justificar os investimentos, não é mesmo?
Infelizmente, a “equação” não é tão simples de resolver. Lembre-se, estamos falando justamente de “redes sociais”, interação entre pessoas, e não se mede o valor de um relacionamento somente com números.
É claro que em uma campanha as estatísticas são essenciais para se quantificar os resultados e a evolução do trabalho. Porém, não se pode esquecer do lado qualitativo, o que nas redes sociais é o que faz a diferença. Vale mais ter um punhado de amigos e seguidores que conhecem o seu produto, compram, interagem, compartilham e o elogiam para toda a comunidade do que um milhão de seguidores sem nenhum vínculo com o seu produto e que estão na lista somente para retribuir o “follow”.
Empresas e agências que atuam há mais tempo nas redes já utilizam indicadores qualitativos, baseados em três conceitos básicos: relevância, influência e engajamento. Uma ação é relevante quando consegue ter receptividade do público-alvo e influente ao estimular as pessoas a acompanhar as ações da empresa e tornarem-se clientes. Por sua vez, engajamento é a capacidade de transformar seguidores e fãs em defensoras da empresa, do produto ou da marca.
E termos práticos isso significa desenvolver não apenas novos parâmetros de avaliação das ações, mas também repensar os objetivos e estratégias. Como este ainda é um campo novo onde o que funciona ou não é aprendido no dia a dia, ainda há poucas referências. Uma proposta realista é apresentada pelo consultor José Antonio Ramalho, autor de Mídias Sociais na Prática, que defende o ROE (Return Of Engagement) como indicador qualitativo para avaliar o retorno das campanhas. Formular o ROE depende de questionamentos, entre eles: Como é possível medir o índice de satisfação de um cliente, investidor ou empregado que participa das mídias sociais? Como medir o quanto as mídias sociais estão ajudando o SAC da empresa? Qual o ROI de um gerenciamento de crise? O peso de cada indicador vai variar de acordo com o segmento de atuação, objetivos, perfil da empresa e dos públicos a serem atingidos.
Avaliar o trabalho realizado nas redes sociais pelo lado qualitativo pode ser complexo, mas em compensação gera uma percepção muito mais completa sobre a influência da empresa e, por consequência, na fidelização de seus clientes e consumidores.
*Silvio Tanabe é consultor de marketing digital da Magoweb e autor do blog Clínica Marketing Digital (www.magoweb.com/clinicadigital)
16/02/11
Está preparado para o IR 2011? Entenda as novas regras da declaração
*Dora Ramos
Está na hora de começar a se preparar para a declaração do Imposto de Renda 2011. A partir do dia primeiro de março, os contribuintes já podem prestar contas ao “Leão” por meio de formulários eletrônicos ou nas agências bancárias correspondentes. O prazo vai até dia 29 de abril, mas o melhor é se preparar com antecedência, para evitar transtornos. Isso porque, caso haja algum erro, ainda é possível retificar e, além disso, a multa mínima para quem não declarar na data é de R$ 165,74 e máxima de 20% do valor do devido imposto.
É preciso também que os cidadãos aptos a declarar fiquem atentos às diversas mudanças nas regras firmadas pelo Governo Federal para este ano. Tal necessidade se estende, ainda, aos milhões de contribuintes isentos que realizam o procedimento por falta de informação. As modificações englobam a forma de entrega do formulário, a base de cálculo, dependência financeira de familiares e diminuição do pagamento sobre renda acumulada.
Os novos critérios serão úteis para diminuir o trabalho dos técnicos, que terão mais tempo e foco no serviço, uma vez que será reduzido o número formulários para avaliar, e que não precisarão mais digitar um a um. Além disso, com as novas medidas, 500 mil pessoas ficarão livres da obrigação, estima a Receita, que prevê 23,5 milhões de declarações este ano.
Mudanças para o IR 2011
1) Entrega - A partir deste ano, não serão mais aceitos formulários preenchidos manualmente. Por meio do programa de transmissão da Receita Federal, eles poderão ser enviados pela Internet através do site Receitanet (www.receita.fazenda.gov.br) ou então podem ser entregues nas agências do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal via disquete.
2) Base de cálculo – A partir de agora, só precisarão prestar contas os contribuintes que obtiveram rendimentos tributáveis em 2010 com valor igual ou superior a R$ 22.487,25. No ano anterior, era preciso declarar aqueles cuja renda em 2009 era de, no mínimo, R$ 17.215,08, um reajuste de 30,62%. Além disso, precisarão prestar contas aqueles que tiverem recebido rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados na fonte em um valor superior a R$ 40 mil.
3) Casais do mesmo sexo – Em 2011, casais homossexuais podem entrar como dependentes nas mesmas condições de esposas e dos filhos para prestar contas.
4) Renda acumulada – Aqueles que receberem de uma só vez rendimentos referentes a diversos meses de aposentadoria e salários obtidos após ações judiciais, terão que pagar menos. Será tributado na fonte levando em consideração todos os meses aos quais se refere, não mais apenas o mês em que a quantia foi paga.
5) Isenção – Não é preciso declarar saldos bancários inferiores a R$ 140 e bens móveis que valham menos de R$ 5 mil (com exceção de carros, embarcações e aeronaves). Também ficam isentas ações e ouro com valor de compra inferior a R$ 100. Além disso, dívidas de contribuintes e dependentes inferiores a R$ 5 mil também não devem ser declaradas.
6) Como realizar o pagamento – O imposto pode ser pago em até oito parcelas, desde que cada uma seja superior a R$ 50, com exceção de IR menor que R$ 100, que deve ser pago em cota única. A primeira parcela – ou quitação do valor total – deve ser paga até o dia 29 de abril; as demais até o último dia útil de cada mês, com acréscimo de 1% mais a variação da Selic no período.
7) Em caso de erros – É possível fazer uma nova declaração, sendo assim, a primeira será desconsiderada de forma que o novo documento deverá apresentar todas as informações que o enviado anteriormente que o anterior. O prazo para o reenvio, caso seja necessário, também é dia 29 de abril, portanto, faça a declaração com antecedência para ainda haver tempo de reparação de eventual erro.
*Dora Ramos atua no mercado contábil-administrativo há mais de vinte anos. É fundadora e diretora responsável pela Fharos Assessoria Empresarial. Para mais informações, acesse www.fharos.com.br.
16/02/11
Revolução feminina nos investimentos
*Por Miriam Macari
Cada vez mais a mulher consolida seu espaço e o seu papel na sociedade brasileira. Hoje a mulher está presente com sucesso em todas as áreas do conhecimento humano e das finanças. Uma demonstração de força do poder feminino, e que ano a ano elas avançam sobre o reduto masculino do mercado financeiro. Em 2002, apenas 15 mil mulheres investiam na Bolsa de Valores.
Sete anos depois, em 2009, eram 136 mil, e agora, alcançaram o expressivo número de 151 mil investidoras. É um crescimento exponencial que multiplicou por dez a participação feminina na negociação de ações das principais companhias brasileiras. Hoje representamos 24,76% do número de investidores cadastrados na BM&FBovespa e nos próximos anos esse percentual deve igualar ou superar a participação masculina no volume de negócios.
O perfil da investidora brasileira está mudando. Ela está deixando de ser conservadora. A mulher percebeu que a poupança que rende apenas 0,5% ao mês está perdendo rendimento para a inflação e está optando por novos investimentos. No Easynvest, a plataforma de negociação da Título Corretora, no último ano, além da investidora moderada que investe em empresas sólidas, as chamadas blue-chips, identificamos que 30% delas já adotam um perfil ousado. Agora elas passaram a investir em ações de segunda linha e derivativos, como opções. É uma revolução.
O primeiro passo para participar dessa revolução é entender o mercado que exige conhecimento. A mulher precisa se informar melhor sobre as companhias que deseja investir e fazer cursos para entender o funcionamento e as operações na Bolsa. Existem cursos gratuitos on line para jovens investidoras, de 18 a 23 anos, como o programa de educação financeira “Começando do Zero”, ou mesmo todo o suporte gratuito do programa “Mulheres em Ação”, da BM&FBovespa.
Num segundo momento, a mulher deve traçar um objetivo. Tudo na vida é necessário visualizar um horizonte de longo prazo. A mulher independente quer uma aposentadoria tranquila e segurança para o futuro. Com o conhecimento necessário, ela pode se planejar. Nessa fase, economizar é fundamental. Cortar os gastos do cartão de crédito e as prestações infindáveis das compras de consumo. A meta é sobrar dinheiro para investir.
De posse desse capital, a missão é investir bem, o que exige dedicação, uma arte que a mulher brasileira tem de sobra. O segredo do sucesso no mercado acionário é conhecimento e visão de longo prazo. Investir em ações pela internet é simples, mas o principal é ter tranquilidade e ousadia para romper o último reduto dos homens no mundo dos negócios, o mercado acionário. Ousadia que não falta à mulher brasileira do século 21.
*Miriam Macari é pós-graduada pelo Insper Ibmec São Paulo - Certificates in Business Administration, em São Paulo; graduada em administração pela Universidade Mackenzie. Ela iniciou a Título Corretora como estagiária. Interessada pelo universo das finanças, em 2006 deu início às suas operações no mercado de ações. Em 2010, aos 28 anos, Miriam atinge o cargo de gerente do Easynvest e é a responsável pela qualidade e atendimento da Título Corretora de Valores.
16/02/11
Criatividade – Uma ferramenta para a obtenção de riqueza
*Por Antonio De Julio
Nos meus cursos e seminários, muitas pessoas me dizem que “não ganho mais dinheiro porque não sou criativo” ou “o cara é um gênio, tudo o que ele cria vira ouro”, “olha essa música, o cara devia estar doido quando a criou”. Isto é, as pessoas idolatram as pessoas criativas, as invejam, queriam ser como elas, mas no fundo não procuram ser criativas, bloqueiam os processos, se apegam a normas e crenças, estabelecem regras e procedimentos, mas no fundo, gostariam de ser criativas.
Vamos primeiro estabelecer o que é criatividade: criatividade não é um “estalo”, não é fruto de uma bebedeira ou de algo injetado ou inalado pelo nosso corpo, não é algo que se vende na farmácia e nem algo disponível a poucos merecedores. Criatividade é um diferencial humano que vai minguando conforme avançamos na curva de ensino. Nascemos criativos e curiosos, mas as regras, padrões e represálias “isto não vai funcionar, para de ser bobo” vão diminuindo o nosso “Leonardo Da Vinci” (não foi só grande pintor, mas inventor, poeta, cientista e biólogo) interior. Nas escolas aprendemos a pensar de forma linear, a buscar sempre uma solução correta, sem erros, baseado no que já existe e “funciona comprovadamente”, sem falar nos prazos apertados e outros fatores que não deixam sobrar tempo nem para respirar direito, quanto mais ser criativo. Empresas investem em cursos e treinamentos de criatividade para seus funcionários, mas os colocam em cubículos sem janelas para trabalhar, obrigam a preencher formulários de procedimento, burocracia, frases como “isso não vai dar certo”, e por aí vai. Então, como fazer para ter uma ideia criativa em um ambiente NÂO criativo?
A solução, eu diria, seria sempre “se manter” criativo. Conforme citei no início desse artigo, criatividade não é algo do tipo “liga/desliga”. Ou somos criativos “por dentro”, “de fábrica” ou não somos criativos. Pergunte a pessoas que trabalham com a criatividade se elas são muito diferentes fora do ambiente de trabalho ou em casa, por exemplo. Como diria o brilhante Abraham Maslow, “o homem criativo não é o homem comum ao qual se acrescentou algo; o homem criativo é o homem comum que NADA se tirou.” A criatividade também serve não só para quem tem dinheiro, serve também para quem não tem dinheiro, que está atolado em dívidas e procura uma saída para sair do “estado devedor”, que tanto atrapalha não só o nosso sono, mas também o nosso pleno desenvolvimento pessoal e financeiro. O excesso de foco, a mania de acharmos que só existe a solução “A” ou “B” para a solução de um problema pode levar apenas a uma solução, e com certeza nem sempre é a melhor solução para aquele problema específico. A criatividade é uma excelente arma para quem busca um novo negócio, um novo produto. Quantas vezes você já não disse a famosa frase “Por que não pensei nisso antes”?
Para quem deseja ser criativo, uma boa notícia: o simples ato de “querer ser” já é uma excelente abertura de aceitação. A isso chamamos de “disposição favorável”. Mas assim como na nossa vida financeira, não basta ter apenas “disposição para ler sobre dinheiro” e continuar com gastos desenfreados, sempre no limite do cartão de crédito ou do cheque especial. Tem que partir para a ação! O trabalho da MoneyFit é exatamente esse: trabalhar “de dentro para fora”. A verdadeira mudança deve ser aquela que vem de dentro, com vontade. De nada adianta fazer atividades criativas, e continuar sendo a mesma pessoa presa a normas e regras. A quem estiver disposto a mudar, quem sabe a próxima grande invenção ou a ideia empreendedora do ano não possa sair da sua garagem?
*Antonio De Julio é instrutor do método CriaFIT do MoneyFIT, investidor profissional, consultor especializado em finanças pessoais, palestrante e coach. É conselheiro da Associação Comercial de São Paulo (distrital Butantã) e um dos autores do livro “Por Dentro da Bolsa de Valores” (editora Urbana). www.moneyfit.com.br
16/02/11
O valor dos talentos
*Por Marcelo Gonçalves
A perspectiva de crescimento projetada para a economia do Brasil nos próximos anos apresenta um grande desafio para as empresas: como contar com profissionais capacitados em número adequado para encarar os avanços tecnológicos e as demandas por uma gestão eficiente, especialmente diante da escassez de talentos em nosso mercado de trabalho?
É sabido que a procura por mão de obra qualificada vem crescendo mais que a oferta de pessoal capacitado para atender às exigências do mercado. Podemos perceber nesse movimento que cada talento diferenciado tende a ser valorizado. Há, assim, uma tendência de que existam disputas ferrenhas pelos profissionais melhor qualificados, sendo que as ferramentas usadas para atraí-los têm cada vez mais apelo e potencial de sedução.
Não é difícil perceber que as empresas têm um compromisso consigo próprias e com seus colaboradores que é o de se esforçar para não perder para o mercado os talentos de seus quadros. Os recursos despendidos para a preparação, formação, capacitação e adequação de um funcionário às características e necessidades de cada atividade são muito altos, e a perda para o mercado (muitas vezes para a própria concorrência) de um talento já adaptado às rotinas de uma empresa representa um grave desperdício de recursos.
Para que sejam mantidos os talentos, é necessário entender o que motiva os colaboradores a trabalhar. Quando entendemos isso, compreendemos que, além do salário e benefícios, a possibilidade de evolução profissional, a capacitação constante e a vivência em um ambiente profissional estimulante e saudável são fatores essenciais para cativar os profissionais. Adotando-se medidas atraentes e que estimulem os colaboradores mais talentosos, certamente eles serão mais fieis e dedicados à corporação, se apegando a ela e ponderando de forma mais atenta as eventuais tentações oferecidas pelo mercado.
*Marcelo Gonçalves é sócio-diretor da BDO, responsável pela área de training no Brasil.
16/02/11
Menos desemprego, mais trabalho
*Por Eduardo Pocetti
Tirando o componente óbvio da frase que dá título a este texto, a seguir indico algumas referências para que o leitor compartilhe do meu raciocínio em relação às necessidades relacionadas à força de trabalho. Pois, vejamos. O IBGE nos informa que a taxa de desemprego brasileira fechou em 5,3% no último mês do ano passado. Na média ao longo de 2010, a desocupação ficou em 6,7%. Ambas são marcas de destaque, as menores da série histórica da pesquisa, iniciada em março de 2002.
Assim, podemos dizer que a economia nacional passa por um momento ímpar, em que diversos fatores se alinham para que a tendência de crescimento sustentado se consolide e siga abrindo oportunidades, tanto para o mercado de trabalho, quanto para os setores produtivos.
A palavra “trabalho” na frase do título acima está relacionada ao esforço que teremos de despender para que não corramos o risco de entrar no tão falado “apagão da mão de obra”, que ocupa muitas folhas de nossos jornais e grande espaço nos debates sobre esse tema.
Sabemos que, infelizmente, a formação educacional e profissional da maioria dos brasileiros apresenta certas carências que limitam e até prejudicam o ingresso e pleno exercício profissional dessas pessoas no mercado de trabalho.
Desta forma, o primeiro “trabalho” exigido dos gestores empresariais, dos educadores, das autoridades públicas e das entidades e instituições ligadas às áreas da educação e da profissionalização é ampliar a oferta de oportunidades e melhorar a qualidade do ensino e da formação e capacitação dos profissionais e trabalhadores.
Não há dúvidas de que a educação em nosso país tem se transformado nos últimos vinte anos, especialmente com a universalização do ensino à infância, a ampliação da oferta de vagas no ensino técnico e a facilitação do acesso às universidades e a cursos de nível superior. No entanto, apesar de a qualidade do ensino ter evoluído no período, ela ainda demanda melhoramentos.
A iniciativa privada, com o apoio de entidades setoriais e organizações do terceiro setor, também tem se esforçado para capacitar e manter atualizados seus profissionais ou futuros colaboradores, investindo em formação dirigida aos objetivos empresariais. Mesmo assim, é certo que serão exigidos das empresas ainda mais “trabalho”, dedicação e investimentos para suprir as lacunas da formação dos brasileiros.
Destaco que, se investirmos de forma correta e eficiente no “trabalho” de formação, capacitação e preparação dos profissionais, não teremos grandes problemas com o fantasma do “apagão da mão de obra”. Além disso, vamos economizar muito “trabalho” na procura infrutífera de profissionais necessários para suprir à demanda crescente.
Quanto menor o desemprego, melhor é para nossa economia, para as pessoas, para o governo e para o país como um todo. Mas a condição do pleno emprego alcançada pelo Brasil exige uma série de cuidados, sem os quais será muito maior o custo de não contar com a mão de obra disponível para suprir nossas necessidades crescentes do que os investimentos necessários para a formação de brasileiros qualificados.
*Eduardo Pocetti é CEO da BDO no Brasil, firma-membro integrante da quinta maior rede do mundo em auditoria, tributos e advisory services.
16/02/11
O que faz uma empresa ser realmente responsável?
*Por Gilberto Wiesel
Com o desenvolvimento tecnológico cada vez mais acelerado, cresce a preocupação com os danos à natureza e sociedade, provocados, na maior parte dos casos, pelo uso inadequado das novas tecnologias. Nessa linha, assuntos como sustentabilidade e responsabilidade social vêm ganhando mais espaço nos ambientes corporativos. E sua empresa, desenvolve medidas nesse sentido? Se você ainda não pensou no assunto, é bom ficar atento. No final de 2010, foi lançada oficialmente, após cinco anos de debates internacionais, a ISO 26000, conhecida como a norma da responsabilidade social.
Mas será que somente ter o certificado é suficiente02? Como se tornar de fato uma organização responsável socialmente e preocupada com a não agressão ao meio ambiente? O que isso representa no desempenho das atividades de sua empresa? Antes de tudo, é fundamental criar uma ideia mais abrangente sobre o tema, deixando a teoria de lado e colocando em prática atitudes concretas. Para isso, a educação corporativa deve ser um dos primeiros passos de uma empresa que pretende estar alinhada com a responsabilidade social e a sustentabilidade. Assim, podemos apontar, como uma das medidas iniciais, a conscientização dos funcionários sobre a importância de simples ações, como desligar as tomadas dos aparelhos inativos.
Outra atitude que une o desenvolvimento econômico a baixos níveis de desperdício de recursos, por exemplo, é a diminuição da distância entre a empresa e seus fornecedores. Tal ação proporciona transportes de mercadorias e serviços com baixo gasto de combustíveis fósseis, um dos grandes responsáveis pelo efeito estufa. Além disso, medidas como essa, que aliam questões ambientais, preocupação social e crescimento econômico, garantem efeitos positivos a longo prazo, como o reconhecimento e a posição bem-sucedida no mercado.
Atualmente, os consumidores buscam empresas éticas, que estejam seriamente preocupadas com o meio ambiente e a qualidade de vida da população. É o caso, por exemplo, das novas gerações de clientes, os chamados Y’s e Z’s, jovens exigentes que valorizam cada vez mais organizações responsáveis, conhecedoras dos problemas sociais e comprometidas de maneira efetiva com os desafios ambientais. Por isso, compreenda as características e necessidades de seu público para elaborar de forma assertiva mudanças no funcionamento da empresa.
Além disso, segundo um estudo realizado pelos Institutos Akatu e Ethos, mais de 80% dos consumidores apontam o desenvolvimento de ações no ambiente de trabalho como um fator importante para que a empresa seja considerada socialmente responsável. Por isso, desenvolver ações inclusivas é também estar alinhada com os conceitos da responsabilidade social. Então, valorize as diferentes pessoas do corpo de funcionários de sua empresa. Promova a entrada de deficientes físicos no espaço profissional e dê a eles condições adequadas de trabalho. Assim, você garantirá o respeito de seus dois tipos de clientes, os internos, responsáveis pelo bom desempenho da organização, e os consumidores, fieis aos produtos e serviços que sua empresa oferece.
Transforme as teorias sobre responsabilidade social em medidas concretas e torne isso um diferencial do seu negócio frente à concorrência. Pense em ser socialmente responsável, reflita sobre as agressões ao meio ambiente e mantenha o desenvolvimento econômico. Mas pratique algo diferente dos outros: crie soluções efetivas nesse sentido e ganhe destaque no cenário corporativo! Divulgue menos e faça mais, por sua empresa, pelos clientes e pelo planeta!
*Gilberto Wiesel é conferencista, consultor e diretor do Grupo Wiesel que atua na área de Educação Corporativa com foco em liderança, empreendedorismo e desenvolvimento de competências. Administrador de empresas pós-graduado em Marketing pela FGV. É Master-Practitioner em Programação Neurolinguistica pela Sociedade Brasileira de PNL e membro da Time Line Theraphy Association, Hawai-USA. www.gilbertowiesel.com.br
16/02/11
Como atingir a excelência: esforço ou talento?
*Por Eduardo Ferraz
Todo bom profissional sonha um dia ser reconhecido pelo seu trabalho. Espera ser promovido, muito requisitado, famoso, ganhar mais, ajudar os outros, e às vezes tudo isso ao mesmo tempo. Entretanto, todo esse sucesso só poderá ser conseguido quando atingirmos a excelência em nossa área de atuação. Mas será que existe um jeito fácil e rápido de alcançá-la? Não, infelizmente não há!
Talento é uma aptidão para obter um desempenho melhor que a maioria das pessoas. Porém, talento sem esforço não gera resultados consistentes. A excelência só pode ser atingida por meio de um longo caminho a ser percorrido. É preciso descobrir o seu talento, e o mais importante, trabalhar duro para aprimorá-lo. O principal fator para se atingir a excelência é a “prática deliberada”
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Prática deliberada é aquilo que se faz, especificamente, para melhorar o desempenho. Ou seja, o estudo, o treinamento e a repetição, tendo como meta o desempenho impecável. O especialista supertreinado e com paixão pela atividade produz mais para si e para quem o cerca.
Segundo Geoff Colvin, autor de best-sellers e Editor da Revista Fortune, uma das principais revistas de negócios do mundo, afirma que para funcionar de verdade, a prática deliberada precisa seguir cinco fundamentos básicos:
Deve ser planejada: é preciso estudar sistematicamente as melhores técnicas que melhoram o desempenho;
Deve ser muito repetida: é o treinamento e a repetição insistente das melhores técnicas que trazem consistência;
Deve ser reavaliada continuamente: caso os resultados estejam abaixo do esperado, deve-se planejar novamente, ou utilizar mais tempo com treinamento;
Exige esforço intelectual: é necessária a busca constante da melhoria do que já está sendo bem feito. É muito importante continuar a ler, fazer cursos e aprender com quem já atingiu o topo;
Exige muita dedicação: sucesso exige mais suor do que prazer. Infelizmente, virar referência e ser um dos melhores não costuma ser uma atividade animada e divertida. É preciso que estude, trabalhe e se prepare 50% a mais do que a média das pessoas.
Não se conhecem casos documentados (nem do mais talentoso ou genial em seu campo de ação) em que alguma pessoa tenha obtido a excelência com menos de 10.000 horas de prática deliberada. Mozart criou sua primeira obra-prima aos 21 anos, após acumular mais de 15.000 horas de prática musical. Os Beatles, antes de ganhar a fama em 1964, já haviam feito mais de 12.000 horas de apresentações ao vivo.
Detalhe importante: Em geral, quem se aprimora naquilo que gosta tem muito mais chances de alcançar grandes objetivos. Os médicos, engenheiros, consultores, escritores, psicólogos, vendedores, ou quaisquer outros profissionais talentosos, com mais horas de prática deliberada serão sempre os melhores. Como já dizia Aristóteles, há mais de 2.300 anos, “somos aquilo que fazemos repetidamente. Portanto, a excelência não é um ato, mas um hábito”.
*Eduardo Ferraz é consultor em Gestão de Pessoas e especialista em treinamentos e consultoria "in company", com aplicações práticas da Neurociência. Possui mais de 30.000 horas de experiência em empresas que precisam de diagnósticos e resultados rápidos. É pós-graduado em Direção de Empresas pelo ISAD PUC-PR e especializado em Dinâmica de Grupos pela SBDG. Autor do livro “Por que a gente é do jeito que a gente é?”, da Editora Gente. Para mais informações, acesse:www.eduardoferraz.com.br
16/02/11
Inteligência emocional corporativa
*Por Priscila Soares
Os sentimentos e as emoções têm poder de influenciar o raciocínio. A inteligência emocional nos motiva a buscar nosso propósito e potencial, e ativa nossas aspirações e valores mais profundos, que deixam de ser algo a respeito do que pensamos e passam a ser situações vividas. Através dela sustentamos nossas melhores decisões.
A inteligência emocional é a capacidade de sentir, entender e aplicar, eficazmente, o poder e a perspicácia das emoções como uma fonte de energia, informação, conexão e influência humana. Quando utilizamos a mente analítica, as emoções e a intuição, percorremos centenas de possíveis opções e cenários para enxergar à melhor solução.
Um gestor necessita corresponder às expectativas que tornam cada vez mais necessárias, como extensos conhecimentos, capacidade de análise em uma ampla diversidade de áreas; competências em redação, comunicação, habilidade de ouvir, negociar, ser estrategista e influenciar pessoas. Além disso, ele deve ser confiável, honesto, íntegro, intuitivo, compromissado, motivado, ter sensibilidade, empatia, humor, coragem, humildade, dentre outras características.
Emoção é um combustível indispensável para o cérebro ser capaz de raciocínios mais elevados. Somos educados para duvidar de nós mesmos, ignorar a intuição e procurar fora de nós a validação e experiência de tudo que fazemos. Somos condicionados a achar que as outras pessoas conhecem melhor a verdade sincera e podem dizê-la mais claramente para nós do que podemos fazê-lo.
A vida exige que nos empenhemos em perceber e entender efetivamente o que os outros sentem, sob as palavras, sob as coisas que os cercam.
Gerir com inteligência é ter generosidade de entender tudo isso, sem subestimar práticas e comportamentos, absorvendo novas ideias para realizar as suas da melhor forma possível e cabível em um mundo em permanente transformação.
*Priscila Soares é diretora jurídica e de Recursos Humanos da Trevisan Outsourcing. E-mail: priscila.soares@trevisan.com.br.
16/02/11
Responsabilidade e oportunidades
*Por Marcelo Gonçalves
As relações entre as empresas e a sociedade mudaram sensivelmente nos últimos anos. Antes, as empresas tendiam a funcionar preocupadas apenas com suas próprias necessidades e de acordo com os objetivos de seus proprietários. Isto é, sua razão de existir era perpetuar-se e garantir lucros. Nas últimas décadas, no entanto, o Estado, a sociedade e as próprias empresas passaram a exigir destas últimas uma atuação muito mais responsável. Além de manter seus objetivos de se perpetuar e gerar lucros, as empresas são cobradas por suas posturas de respeito à sociedade e ao meio ambiente.
Para isso, as corporações passaram a investir recursos, tempo, planejamento e esforços dedicados para atender a tudo aquilo que se espera de uma corporação. O que é notório nesse sentido é que uma empresa tem maior potencial de ser bem-sucedida em suas ações responsáveis quando atua nas comunidades das localidades, bairros ou cidades onde está presente, ou envolve o grupo de pessoas formado por seus funcionários, colaboradores, fornecedores e seus familiares.
Atividades responsáveis têm o potencial, inclusive, de valorizar o patrimônio humano das corporações. Este é o caso dos investimentos em programas de capacitação, formação, treinamento e atualização de seus profissionais, que não deixam de ser iniciativas responsáveis. Há ainda as ações voltadas a oferecer formação profissional para jovens e adultos das comunidades que envolvem a empresa. Destes grupos de beneficiados, as empresas podem formar futuros integrantes de seus quadros funcionais.
Fica claro, portanto, que ser responsável exige das empresas investimentos e esforços. No entanto, o retorno percebido em prestígio, reconhecimento, sentido de participação, percepção de resultados e até em benefícios efetivos à própria empresa é sempre muito superior a qualquer valor monetário que possa ser envolvido.
*Marcelo Gonçalves é sócio-diretor da BDO, responsável pela área de training no Brasil.
16/02/11
Retorne ao trabalho com prazer
*Por Anderson Cavalcante
A época das festas acabou, assim como o merecido descanso. É hora de voltar ao trabalho, e lidar com uma velha conhecida por muitos: a depressão pós-férias. Segundo uma pesquisa realizada pela Isma-BR (International Stress Management Association no Brasil), cerca de 23% dos brasileiros sofrem com esse mal. O retorno à rotina corporativa é sinônimo, muitas vezes, de mau humor crônico e baixas expectativas. Mas, afinal, é possível fazer alguma coisa para que o retorno às atividades profissionais seja um momento de continuidade e renovação do trabalho realizado em 2010?
Antes de tudo, é preciso lembrar que a nossa realização plena é feita de coisas pequenas e simples. Ações aparentemente insignificantes são capazes de tornar qualquer lugar prazeroso de se estar. Cumprimentar os colegas de trabalho com um sorriso pela manhã, pode lhe render belos sorrisos e simpatia de volta. Demonstrar gratidão a quem lhe ajudou naquele relatório que parecia interminável, oferecer auxilio ao colega quando sobrar um tempinho, até mesmo como retribuição, aproveitar a hora do almoço e do cafezinho para demonstrar interesse em conhecer a história das pessoas que trabalham ao seu lado, estreitando assim, alguns laços afetivos, são exemplos de algumas ações de custo zero, mas de grande valor, capazes de gerar resultados imensuráveis no ambiente de trabalho.
Algumas atitudes, por mais que pareçam o contrário, são mais benéficas para quem praticou a ação do que para quem recebeu. Ser gentil é uma delas. Quando somos hostilizados por chefes ou colegas de trabalho, a primeira reação, geralmente, é a raiva e a distância. Tente praticar algo diferente, como um agradecimento por um gesto simples e pequeno praticado por essa pessoa que o tratou de forma não muito amigável. Com o passar do tempo, com certeza o ambiente de trabalho se tornará mais agradável, assim como a convivência com a pessoa em questão.
As coisas boas da nossa vida são julgamentos únicos e exclusivos nossos. Só nós mesmos podemos saber o que ou quem nos faz bem. Por isso, para que tanto o retorno ao trabalho quanto o cotidiano corporativo sejam agradáveis e acrescentem à sua vida, é de fundamental importância que, antes de qualquer coisa, você identifique quais são as suas coisas boas que você efetivamente valoriza. Se atingir os resultados estabelecidos, não tema em demonstrar alegria. Comemore as metas alcançadas, as parcerias fechadas, as reuniões produtivas. Aprenda a comemorar as grandes conquistas e as pequenas também, perceba o que te deixa contente, liste as coisas boas do seu trabalho, e busque agir sempre em favor desses momentos preciosos.
Portanto, lembre-se: os pequenos gestos nos mostram que não precisamos de recursos materiais ou grandes mudanças, mas de um comprometimento com a sua auto realização em todos os ambientes onde nos relacionamos. Você passa a maior parte da sua vida no ambiente de trabalho, então ele precisa ser agradável e você precisa se sentir bem, mas não se engane, fugir da depressão pós-férias depende, principalmente, de você. Ou seja, é possível viver as coisas boas da vida também no trabalho! A qualidade no ambiente corporativo é apenas um dos muitos fatores a serem explorados e melhorados nessa bela e instigante jornada, a qual chamamos de vida.
*Anderson Cavalcante é administrador de empresas com ênfase em Marketing e MBC pela University of Florida. É empresário e ministra palestra para as maiores empresas do país, que buscam realizar ações lucrativas, porém humanizadas. Foi reconhecido, em 2004, como o palestrante mais jovem do Brasil por realizar palestras para empresários no exterior, no evento Expo Business Japan. É autor dos best-sellers “O que realmente importa?”; “As coisas boas da vida”, lançado também na Europa, entre outras obras produzidas pela Editora Gente. Para mais informações, acesse www.andersoncavalcante.com.br
08/02/11
Produtividade: 6 ideias para o empreendedor
*Por Christian Barbosa
Em treinamentos, palestras e artigos sempre falo da importância de se ter uma lista das tarefas que não devem ser feitas. No livro Mais Tempo Mais Dinheiro, dedicamos um capítulo inteiro a esse tema. Na última HSM ExpoManagement, o Jim Collins, considerado sucessor de Peter Drucker, falou que todos os CEOs deveriam ter uma lista de atividades a serem eliminadas do seu tempo.
Para um empreendedor/diretor, ter isso muito claro é vital. Aproveitando que o ano está começando, selecionei alguns itens que poderiam ser pensados para compor a sua lista pessoal:
1. Atividades operacionais – Se você fica o tempo todo em atividades operacionais, você trabalha “NO” negócio e não “O” negócio de forma mais ampla. Talvez esse modelo esteja impedindo a empresa de crescer, de descentralizar decisões ou até de permitir que você tenha mais tempo para sua vida.
Como sugestão, se você usar o Neotriad ou o MS Outlook, pode classificar essas tarefas como circunstanciais ou colocar uma categoria específica. Depois, analise sempre a semana anterior, para ter uma clareza do que anda acontecendo;
2. Reuniões sem objetivo definido – Quantas reuniões participamos por conveniência ou por que simplesmente não queremos dizer não? Só agende reuniões que tenham um resultado claro para você, todas as outras não aceite ou mude o meio (Skype ao invés de presencial, por exemplo);
3. Pular de ideia em ideia – Empreendedor parece que tem adrenalina em excesso, já reparou? Muitos são tão frenéticos no dia-a-dia, tanto que, ao primeiro sinal de uma ideia, já largam tudo e saem fazendo. No final, muito tempo perdido e pouco resultado prático. Seja mais seletivo, saiba diferenciar oportunidades de perdas de tempo;
4. Controlar o horário da equipe – Se você tem essa mania de controlar se seu assistente chegou às 8h ou 8h10, fique sócio da Dimep, que é uma indústria de relógios de ponto! Controle resultados, projetos, entregas e não horários de forma minuciosa. Cada vez mais horário será coisa do passado, com trânsito, enchentes, Internet, temos de ser flexíveis. Se a pessoa funciona melhor chegando às 10hs e saindo às 20hs, por que não ser mais flexível?
5. Adiar férias – Relaxar é um item que precisa ser priorizado e não deixado de lado! Trabalhar freneticamente, sem pausas, mata sua produtividade, sua criatividade e deixa você mais chato. Tire férias curtas (3 a 5 dias) e várias vezes ao ano, o resultado é melhor.
6. Atender alguns clientes – Se o cliente não gera lucro (não disse faturamento), não gera resultados, não ajuda a equipe e tira sua paz, talvez esse cliente não seja um cliente para você. Corta, cancela o contrato, nem pensa muito.
E você, o que acha que precisa parar de fazer para sua empresa e/ou sua vida começar a evoluir?
*Christian Barbosa é o maior especialista no Brasil em administração de tempo e produtividade, é fundador da Triad PS, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo. Ministra treinamentos e palestras para as maiores empresas do país e da Fortune 100. Autor dos livros “A Tríade do Tempo e Você”, “Dona do Seu Tempo”, “Estou em Reunião” e co-autor do “Mais Tempo, Mais Dinheiro”.
08/02/11
O futuro é agora
*Por Lúcio Abrahão
“O Brasil é o país do futuro!” A famosa frase, utilizada durante muito tempo de forma irônica, dentro e fora do país, para expressar o sentimento geral de que o Brasil era incapaz de explorar de forma eficiente todas as suas potencialidades parece estar com os dias contados. E as perspectivas nunca foram tão boas!
A política econômica adotada pelo governo brasileiro nos últimos anos permitiu ao país atravessar de forma relativamente tranquila a crise global que atingiu as grandes economias mundiais recentemente, principalmente a dos Estados Unidos e da Europa.
A estabilidade econômica brasileira, aliás, tem sido um importante instrumento de inclusão das camadas mais pobres da população no mercado de consumo, além de permitir à classe média a elevação de seu padrão de vida. Mercado consumidor em expansão, estabilidade econômica, liderança regional, democracia consolidada... Somem-se todos esses fatores à recente conquista do direito de sediar a Copa do Mundo de 2014, as Olimpíadas de 2016 e a descoberta de grandes reservas de petróleo e gás. Pronto: todos querem investir no Brasil.
De fato, a quantidade de aquisições, incorporações e fusões ocorridas no ano passado demonstra o interesse, principalmente das empresas estrangeiras, no mercado brasileiro, e podem ser medidas pelo número de trabalhos de due diligence para os quais a BDO no Brasil foi contratada durante 2010. E foram muitos! É justamente a realização deste tipo de trabalho que nos dá a oportunidade de observar as principais fragilidades das empresas brasileiras atualmente.
Há que se destacar as contingências trabalhistas decorrentes da possibilidade de equiparação salarial e caracterização de vínculo empregatício, comumente identificadas neste tipo de trabalho, e que normalmente representam os maiores valores. A falta de atualização técnica dos profissionais que trabalham na área fiscal das empresas também é um dos fatores que mais ocasionam erros. Isso ocorre, principalmente, em razão do crescente e constante número de normativos fiscais editados pelos governos federal, estaduais e municipais.
A fecunda capacidade legislativa brasileira aliada à elevada quantidade de obrigações acessórias a serem apresentadas pelas empresas mensalmente torna praticamente impossível aos profissionais responsáveis pela apuração e recolhimentos dos tributos se manterem atualizados acerca de todas as alterações na legislação fiscal. Por exemplo, a falta de entrega de obrigações acessórias, como o Sistema Integrado de Informações sobre Operações Interestaduais com Mercadorias e Serviços (SINTEGRA), são comuns, e podem acarretar pesadas multas às empresas.
Por outro lado, a sonegação fiscal já não é notada com tanta incidência quanto no passado, e isso se deve, principalmente, ao fato de o Fisco cercar as empresas de todos os lados no intuito de evitar tais situações. A implantação da Nota Fiscal Eletrônica e do SPED Contábil e Fiscal alinha-se a essa tendência, pois restringe as possibilidades de os contribuintes utilizarem subterfúgios visando minimizar sua carga tributária de forma ilícita o que, aparentemente, tem dado resultados, haja vista os recordes de arrecadação que vêm sendo quebrados a cada mês.
Aliás, a implementação da NF-e e do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) Contábil e Fiscal certamente causou muita dor de cabeça aos contribuintes, pois estes tiveram que adaptar seus sistemas de processamento de dados aos layouts determinados pelo Fisco, o que tomou bastante tempo e se mostrou extremamente oneroso.
Há que se ressaltar, ainda, os benefícios fiscais relacionados ao IPI, concedidos pelo Governo Federal visando alavancar a venda de veículos, eletrodomésticos da linha branca e materiais de construção, também contribuíram para o crescimento das empresas e do país. A indústria automobilística, desde o ano passado, vem quebrando recordes de venda de veículos. Infelizmente, tais benefícios não foram prorrogados.
A falta de consolidação dos débitos incluídos no “REFIS da Crise”, aprovado pela Lei n.º 11.941/2009, foi outro fator que contribuiu para a boa saúde financeira das empresas em 2010. Isso porque, enquanto aguardam a composição do valor mensal definitivo a pagar, as empresas somente estão obrigadas a pagar um valor mínimo, não lhes representando grande ônus financeiro.
No entanto, é de se esperar que no próximo ano a Receita Federal do Brasil finalmente realize a consolidação dos débitos, atribuindo as parcelas adequadas e equivalentes aos débitos dos contribuintes, o que certamente trará impactos ao fluxo de caixa das empresas e poderá afetar investimentos.
Outro fator que poderá impactar os investimentos das empresas refere-se às recentes restrições ao crédito adotadas pelo Banco Central do Brasil (BACEN), uma vez que estas devem diminuir o ritmo de crescimento da atividade industrial brasileira no próximo ano.
Mas, ainda que se confirme essa diminuição no ritmo de crescimento industrial, as perspectivas são muito positivas para os próximos anos. Muitos benefícios fiscais relativos à construção de estádios para a Copa do Mundo já estão disponíveis, aguardando os projetos, assim como incentivos para o patrocínio de esportes visando à preparação de nossos atletas para as Olimpíadas. Isso sem falar nos investimentos necessários em infraestrutura para suportar tais eventos.
A criação da estrutura para a extração do petróleo na camada do pré-sal, incluindo a tecnologia necessária para esse procedimento, também é outro fator que atrai investidores e que poderá gerar empregos para o país.
Como se pode observar, o país do futuro está realmente vendo seu momento se aproximar e, se as previsões estiverem corretas, o Brasil será a quinta economia do mundo em pouco menos de duas décadas.
Há, porém, ainda muito a ser feito para que essa posição se consolide e, dentre todos os desafios a serem vencidos pela nova presidenta, Dilma Rousseff, a redução do déficit público (muito alto para um país que passou praticamente incólume pela crise global) e a reforma tributária (há muito pleiteada pela sociedade brasileira) são pontos imprescindíveis e sem os quais os avanços necessários ao crescimento do país não poderão se consolidar.
*Lúcio Abrahão, advogado tributarista, é sócio diretor da BDO no Brasil, quinta maior rede do mundo em auditoria, tributos e advisory services.
08/02/11
Cinco formas de participar (e ter resultados) nas redes sociais
*Por Silvio Tanabe
Praticamente todos os internautas do Brasil acessam alguma rede social, sendo que as classes AB e C tem a mesma participação no acesso, revela pesquisa recente do Ibope Mídia. Se levarmos em consideração que o universo de internautas no país já chega à casa de 80 milhões de pessoas, fica fácil entender a ansiedade das empresas em estar presente nesse novo ambiente digital.
Até aí, nada de mais. O problema é quando, na pressa por resultados rápidos, elas acabam atropelando o processo. Querendo “faturar” de alguma forma logo de cara, insistem em oferecer seus produtos nas comunidades, fazer propaganda descarada nos blogs, enviar mensagens comerciais sem permissão.
A consequência: comunicação com conteúdo irrelevante, propaganda demais, foco de menos e, pior, a reação contrária dos internautas, que pode ir da indiferença à indignação. Por estas razões, os índices de sucesso nas redes sociais estão abaixo do que poderiam estar.
Em vez de escolher o caminho mais rápido, o ideal é trilhar pelo mais seguro. Além de maior potencial para gerar resultados, fazer um planejamento prévio com base no conhecimento das mídias sociais, do perfil do público-alvo e em ações sintonizadas com outras ferramentas de marketing digital também tem menos probabilidade de ser rejeitada. Os principais aspectos a serem levados em conta neste sentido são:
1. Entenda como as mídias sociais funcionam – Comunidades, blogs e Twitter possuem uma dinâmica própria, que só são compreendidas quando se faz parte delas. Portanto, antes de delegar a tarefa a terceiros, é essencial que você participe para ter uma noção mais clara sobre as regras de conduta e formas de abordagem mais apropriadas. Uma das primeiras coisas que descobrirá, por experiência própria, é porque ninguém nesse meio gosta de vendas diretas.
2. Entenda como o seu público-alvo interage – Estude como seus clientes, consumidores ou prospects participam das mídias sociais. Eles a utilizam para conhecer a opinião de outras pessoas sobre o seu produto, para reclamar ou elogiar? Estão interessados em assuntos profissionais ou pessoais? Quais os sites mais frequentados (Orkut, Facebook, Sonico, MySpace, Via6, Linked In, Plaxo etc.) E se não participam, isso ocorre por falta de tempo, interesse ou dificuldade em acompanhar estas novidades? O que os motivaria a fazer parte de uma rede social?
3. Defina a estratégia – As etapas acima são fundamentais para o passo seguinte, definir a estratégia de atuação, que pode se dar em três níveis principais: canais relacionamento (atendimento a reclamações, esclarecimento de dúvidas, interação com clientes e consumidores), comunicação (divulgação de lançamentos ou atualizações de produtos, informações práticas) ou campanhas de fidelização (promoções exclusivas para quem participa ou segue em suas comunidades, blogs ou Twitter). Independente da escolha, é essencial atuar de forma integrada a outras iniciativas de marketing utilizadas pela empresa, sejam online (website, e-mail marketing, links patrocinados, banners) ou offline (anúncios, mala direta, assessoria de imprensa etc.)
4. Crie um diferencial – Só participar não é o bastante. É preciso participar de forma diferenciada. Seja por meio de conteúdo exclusivo, promoções especiais ou atendimento personalizado. É a melhor maneira de conquistar atenção, fidelidade do público e, principalmente, fazer com que as suas iniciativas sejam divulgadas pelos próprios participantes por meio do boca a boca.
5. Tenha objetivos claros e mensure os resultados – Uma das grandes vantagens do marketing digital é dispor de recursos que permitem mensurar os resultados das mais diversas formas. Use isso a seu favor, estabelecendo objetivos e metas claras para cada mídia social. Uma dica para facilitar a tarefa é canalizar as ações das mídias sociais no site da empresa. Por exemplo, em uma promoção pelo Twitter, faça com que os internautas tenham de visitar o site para conhecer as regras ou os prêmios. Dessa forma, é possível mensurar em detalhes a audiência (região de proveniência dos visitantes, duração) e o tráfego (páginas mais visitas) do site e relacioná-los com a receptividade da campanha. É também uma forma dos internautas conhecerem mais sobre a sua empresa e outros produtos oferecidos.
* Silvio Tanabe é consultor de marketing digital da Magoweb e autor do blog Clínica Marketing Digital (www.magoweb.com/clinicadigital)
08/02/11
A Arte do Planejamento Consciente
*Por Eduardo Shinyashiki
O começo do ano é sempre um momento carregado de significados, o qual representa, simbolicamente, novos começos, promessas, e o mais importante, novos planejamentos. É preciso saber que são estes planejamentos que guiarão nossas ações e decisões durante todo o ano, e a partir desta reflexão, podemos nos planejar com consciência e sabedoria.
O processo de criar os objetivos representa, essencialmente, um instrumento de crescimento pessoal e de desenvolvimento das próprias potencialidades, pois estimula olhar para si mesmo, a atenção aos próprios desejos e sonhos, e representa uma espécie bússola que indica a direção. O ato de se planejar estimula o diálogo interior, e alguns questionamentos podem ser importantes ao se propor objetivos.
Analisar a situação de partida e possível evolução seria o primeiro passo para o planejamento consciente. Onde você se encontra atualmente? Quando sabemos o ponto de partida, ou seja, onde estamos, é a hora de dialogarmos interiormente, e definirmos onde queremos chegar, a definição dos objetivos. É sempre imprescindível que sejamos sinceros conosco sobre onde estamos, onde podemos, e onde queremos chegar, e também qual a nossa capacidade de caminhar.
Mesmo sabendo que os objetivos nos vários setores se influenciam mutuamente, classificar os objetivos por áreas pode ajudar a mente a trabalhar mais eficientemente. Podemos separá-los em categorias principais, para permitir individuar os aspectos de prioridade de cada setor, evidenciando valores, necessidades e interesses mais importantes, como objetivos profissionais, financeiros, pessoais, familiares, culturais, espirituais, etc.
Realidade percebida e objetivos definidos, é hora de formular estratégias de ação, execução e verificação do plano. Como atingir tais metas? O que é preciso fazer para que todo o planejamento se cumpra? Quando não há planejamento, pode acontecer de não ter uma organização do tempo adequada e não consolidar o compromisso com o resultado a ser atingido. Estamos também mais vulneráveis às variáveis e situações inesperadas que podem acontecer, pois não temos “planejado” ou pensado em alternativas de ação. Podemos também perder a direção no meio das muitas possibilidades à nossa disposição hoje em dia, e deixar que as circunstâncias externas comecem a nos controlar.
É claro que algumas variáveis são imprevisíveis, e fogem do nosso controle, mesmo fazendo todos os planejamentos possíveis. Por essa razão, treinar a capacidade de antecipar as consequências, prever antes quais resultados as ações poderão ter, é fundamental. Algumas metas, porém, podem se perder no decorrer do caminho, porque não são realmente importantes. Precisamos também saber fazer este tipo de avaliação.
Caso não tenha dado certo, mas se o objetivo continua importante para a pessoa, um passo importante deve ser dado: a correção ou redirecionamento. Muitas vezes precisamos redirecionar ou retomar o foco do objetivo, verificando se precisa de ajustes. Sempre podemos mudar ou redirecionar os objetivos, pois o poder criador está na pessoa, não no objetivo.
É importante lembrar que um planejamento consciente é baseado sim na visão de futuro do resultado, mas com muita atenção em viver a experiência do presente, sentindo e curtindo o valor da vivência e das ações feitas para chegar à meta.
Treinar a arte de estabelecer objetivos significa contribuir para a construção de uma autoestima e autoconfiança mais sólidas, poder reconhecer e utilizar os próprios talentos e capacidades, e aprimorar as nossas potencialidades para poder cada vez mais amar quem somos e o que fazemos.
*Eduardo Shinyashiki é palestrante, consultor organizacional, escritor e especialista em desenvolvimento das Competências de Liderança e Preparação de Equipes. Presidente da Sociedade Cre Ser Treinamentos. Autor dos livros: Viva como Você Quer Viver e A Vida é Um Milagre, Editora Gente, disponíveis em AudioLivro pela Editora Nossa Cultura. Para mais informações, acesse www.edushin..com.br.
08/02/11
Faça de 2011 o ano da sua empresa!
*Por Gilberto Wiesel
O ano começou e, com ele, as expectativas, projeções, metas e os objetivos são ações que preocupam os líderes das empresas. Você já parou para pensar nisso? O que fazer para diferenciar sua organização das outras neste novo ano? Uma coisa é certa: a fim de não ficar atrás das concorrentes, mudanças são necessárias. Afinal, cada vez mais os clientes exigem inovações nos produtos e serviços oferecidos pelas empresas. Além disso, essas alterações são bem vistas também pelos próprios funcionários. Para se ter uma ideia, de acordo com uma pesquisa recente da Philips com 875 brasileiros, 45% deles não estão satisfeitos com a remuneração que recebem.
Diante disso, o que fazer para deixar seus colaboradores mais felizes? Como tornar sua empresa diferenciada em 2011? Em primeiro lugar, é necessário colocar em prática a educação empreendedora. Fazem parte deste conceito, noções de respeito às diferenças, sustentabilidade e organização do tempo. Por meio de atitudes como essa, a rotina da empresa flui melhor, já que a administração eficaz das horas de trabalho gera mais produtividade, só para citar um exemplo.
Além disso, é fundamental manter unida a equipe de profissionais. Para isso, uma das primeiras ações é respeitar as diferenças entre os funcionários e encará-los como peças essenciais para o desempenho eficaz das atividades de sua empresa. Assim, o ambiente de trabalho torna-se mais colaborativo e os clientes internos têm melhores rendimentos na rotina organizacional.
Estimular a criatividade e o desenvolvimento de novos projetos é outro elemento que colocará seus negócios na dianteira. Mas o que significa ter colaboradores criativos? Para a empresa, representa riqueza de ideias e pensamentos, o que certamente contribui na hora de tomar decisões ou desenvolver novos produtos ou serviços. A vantagem é estendida também aos outros clientes, os consumidores. Cada vez mais exigentes, eles buscam inovações e empresas que estejam à frente em diversos pontos, como responsabilidade social e preocupação com questões ligadas ao meio ambiente e à sustentabilidade.
Mas não é só isso. Além de implantar ações criativas e que coloquem sua organização na vanguarda corporativa, é importante também interpretar as tendências do momento. Um exemplo: em 2011, uma das expectativas gira em torno da maior participação feminina nos ambientes profissionais. E qual o significado disso? Sem dúvida, representa mais delicadeza, flexibilidade e praticidade na tomada de decisões, características que fazem das mulheres ótimas líderes nos negócios.
Por falar em tendências, outra maneira de ganhar destaque é não ficar alheio às novas tecnologias. Ou seja, busque compreender as inovações e veja as possibilidades de seu negócio continuar próspero também no mundo virtual. Para isso, estabeleça mais afinidade com as mídias sociais, por exemplo, locais em que é possível ficar relativamente mais próximo de seus consumidores. Desta forma, a maior comunicação e interatividade com seus clientes permitem que você conheça melhor as reais necessidades do público.
Estamos ainda nos primeiros dias do ano, mas não fique parado! Aproveite para colocar em prática ideias e projetos que ficaram arquivados em 2010. Integre a equipe de funcionários, as metas de sua empresa e os anseios dos clientes! Fuja do comum: implemente mudanças que surpreendam tanto os clientes internos quanto os consumidores! Faça de 2011 o ano de sua empresa!
*Gilberto Wiesel é conferencista, consultor e diretor do Grupo Wiesel que atua na área de Educação Corporativa com foco em liderança, empreendedorismo e desenvolvimento de competências. Administrador de empresas pós-graduado em Marketing pela FGV. É Master-Practitioner em Programação Neolinguística pela Sociedade Brasileira de PNL e membro da Time Line Theraphy Association, Hawai-USA. Para mais informações, acesse: www.gilbertowiesel.com.br
11/01/11
Qual a fórmula da motivação
*Por Eduardo Ferraz
É comum observarmos, no ambiente corporativo, fórmulas prontas de como "motivar a sua equipe e aumentar os lucros". É fácil encontrar treinamentos, consultorias e as mais diversas ferramentas que prometem melhores resultados sem muito esforço. Porém, em minha opinião, o processo não se resume a um simples formato padrão que possa ser aplicado para todos os tipos de pessoas e empresas. A questão é: por que regras prontas funcionariam para todos se cada indivíduo pensa, age e se motiva de maneiras diferentes?
Essas análises podem ser observadas desde quando Abraham Maslow, importante psicólogo americano (que nunca desenhou nenhum tipo de pirâmide), formulou a base de sua teoria, na qual ressalta que as motivações são explicadas pelas necessidades psicológicas das pessoas. A explicação é que a produtividade está diretamente ligada aos motivadores de cada um. Identificar a "equação motivadora" de cada funcionário é fundamental para garantir um ambiente coorporativo mais produtivo.
As empresas tem 4 moedas de troca ou fatores que motivam as pessoas, sendo elas:
1° Dinheiro – Está relacionado ao salário, comissão, 13°, bônus e outros mecanismos de recompensa monetária;
2° Segurança / Conforto – Tem relação com a segurança (estabilidade e regras claras) assim como bem estar físico (instalações e equipamentos adequados), bom ambiente de trabalho e (ou) pouca pressão por resultados;
3° Aprendizado – É todo conhecimento que a empresa proporciona por meio de treinamentos formais e do aprendizado informal que se adquire durante o período de trabalho;
4° Reconhecimento ou Status – É como a empresa proporciona aprovação social ao indivíduo: elogios públicos, promoções e compartilhar o sucesso têm a ver com esta "moeda".
Uma pessoa "equilibrada" teria 25% de proporção para cada motivador, contudo, esta não é a realidade, já que cada indivíduo tem necessidades em diferentes intensidades. Alguns desejam ganhar mais dinheiro, outros preferem conforto, outros status, e alguns tem o aprendizado como fator mais importante. Vamos a um exemplo que pode ocorrer com 4 pessoas que trabalham no mesmo departamento de uma empresa e têm as seguintes "fórmulas" mentais:
A pessoa "A": 50% dinheiro, 30% status, 10% aprendizado e 10% segurança;
A pessoa "B": 30% dinheiro, 10% status, 10% aprendizado e 50% segurança;
A pessoa "C": 10% dinheiro, 10% status, 50% aprendizado e 30% segurança;
A pessoa "D": 30% dinheiro, 50% status, 10% aprendizado e 10% segurança.
É comum que isso aconteça, pois pessoas diferentes demandam diferentes estímulos. A principal interessada em manter os profissionais que se identifiquem com a sua “fórmula” é a organização, afinal uma equipe motivada é muito mais produtiva e lucrativa. Para isso, é fundamental que o dirigente se conheça, faça uma real análise da cultura de sua organização e tenha uma fórmula clara para oferecer a seus funcionários. A proposta tem que ser absolutamente realista, tanto para quem está dentro quanto para quem está querendo entrar.
O importante é que a empresa assuma um posicionamento claro do que ela pode oferecer, e quais são suas moedas de troca. Se você oferece o salário alto como principal motivador, por exemplo, então procure por profissionais que se sentem motivados ganhando bem, e não se importam em ter pouca qualidade de vida. O mais importante nesta estratégia é oferecer o que a empresa realmente dispõe: a fórmula tem a ver com a estrutura, os valores e a cultura da organização. Nas pequenas empresas, o que conta são os valores do dono.
Não existe uma equação ideal para conseguir administrar bem um negócio. Para obter um ambiente de trabalho saudável e produtivo para ambas as partes, comece por identificar a sua “fórmula”, e as explicite quando contratar um novo colaborador. Para analisar os funcionários que já estão dentro, é mais fácil: o histórico profissional mostrará o que mais o motiva. Usando esta análise, será mais fácil identificar a pessoa certa para seu negócio.
Motivar a equipe não está apenas relacionado às técnicas de conduta e relacionamento. Para as empresas que querem aprimorar seu quadro de funcionários e dar uma virada no sucesso de seus negócios, é fundamental avaliar e identificar os valores da empresa, e contratar pessoas com as motivações alinhadas a estes valores.
*Eduardo Ferraz é consultor em Gestão de Pessoas e especialista em treinamentos e consultoria In Company, com aplicações práticas de Neurociência. Possui mais de 30.000 horas de experiência em empresas que precisam de diagnósticos rápidos e resultados imediatos no desenvolvimento econômico e social. É pós-graduado em Direção de Empresas pelo ISAD PUC-PR e especializado em Coordenação e Dinâmica de Grupos pela SBDG. Autor do livro “Por que a gente é do jeito que a gente é?”, da Editora Gente. Para mais informações, acesse: www.eduardoferraz.com.br
11/01/11
Governança Tributária: evitando apuros com a fiscalização
*Por Tiziane Machado
Habitualmente, muitos empresários se sentem em apuros quando a palavra é fiscalização. A cada ano, a Receita Federal se torna mais informatizada e, paralelamente, mais inteligente. A utilização de tecnologias da informação no cruzamento das informações coletadas de fontes externas, a exemplo dos cartões de crédito, com informações apresentadas pelos contribuintes, tem possibilitado, por exemplo, selecionar para o fisco, os contribuintes com maior potencial de evasão tributária, o que resulta em um maior volume de autuações.
Não só aquelas que utilizam cartões de créditos, mas as empresas de serviços, comércio e indústrias, também vêm se tornando alvo fácil para as condutas evasivas, principalmente nas omissões de receitas e de contribuições previdenciárias.
Na era da globalização, ainda podemos assistir empresários viabilizando seus negócios de forma “primitiva”, utilizando técnicas tributárias evasivas que são facilmente detectadas pelos órgãos competentes.
Cabe assinalar ainda a concorrência, que, em mercados acirrados, ou por vezes nem tanto, efetuam denúncias anônimas visando atropelar seus concorrentes.
A alternativa mais inteligente e efetiva para essa questão, já que os tributos são realmente árduos em nosso país, é a Governança Tributária.
Governança Tributária é prevenção, ou seja, é o conjunto de soluções estratégicas de gestão empresarial que têm por objetivo criar uma personalidade tributária para cada empresa, de forma a torná-la mais ágil, controlada e devidamente transparente, minimizando riscos fiscais, ampliando sua eficácia e, por consequência, otimizando sua lucratividade.
Sua implantação depende da cultura de cada empresário e sua consistência abrange não só a credibilidade do mercado, mas a confiabilidade de seus sócios, acionistas, fornecedores, instituições financeiras e clientes.
Nesse diapasão, os tributos compõem um dos maiores inimigos das companhias abertas, pequenas e médias, de modo que toda gestão deve ser embasada em conceitos éticos, legais, fiscais, contábeis, econômicos e financeiros, de forma a transformar um autêntico planejamento tributário em uma grande gestão de Governança Tributária.
Quando o empresário se antecipa à fiscalização, seu resultado será potencialmente mais sólido e se, por ventura, sofrer uma fiscalização ou um auto de infração, certamente sentirá desconforto, mas necessariamente não estará em apuros.
*Tiziane Machado é Mestre em Direito Tributário. Sócia do escritório Machado Advogados e Consultores Associados. E-mail: tiziane@machadoadvogados.adv.br
11/01/11
Mercado
Franqueadora Uatt? inaugura primeira loja em São Paulo
O Santana Parque Shopping, na capital paulista, recebeu a primeira franquia da Uatt?, empresa catarinense que comercializa presentes para pessoas de todas as idades e cujo slogan é: “para quem quer espalhar coisas boas por aí”.
A Uatt? está presente em mais de 4.500 pontos-de-venda licenciados ou multimarcas em todo o Brasil. Neste ano, lançou seu projeto de franquias e conta com duas lojas próprias em Florianópolis (SP) e franquias em Recife (PE), Boa Vista (RR), Curitiba (PR), São Paulo (SP), Salvador (BA), Brasília (DF) e Teresina (PI), com negociações para outras lojas e quiosques em todo o Brasil, para 2011.
Há oito anos no mercado, mantém cerca de 4 mil itens – entre canecas, almofadas, luminárias, ecobags, porta-retratos, pijamas, camisetas, agendas, nécessaires e magnéticos, entre outros produtos – que têm, como características, tema definido com mensagens diretas ao ‘receptor’; cores vibrantes e formas lúdicas.
11/01/11
Reforma tributária necessária
*Por Eduardo Pocetti
Enquanto a presidenta eleita, Dilma Rousseff, começa a dar feição a seu futuro governo apontando os titulares dos principais cargos de primeiro escalão, as grandes questões que envolvem nosso país e economia estão no centro das discussões. Segurança, inflação, guerra cambial, pobreza e relações internacionais são alguns dos temas que têm tomado tempo e espaço nos debates, na imprensa ou nas conversas do dia a dia. Destaco uma delas neste texto: a pesada carga tributária, que é um dos grandes fardos carregados pelos brasileiros e pelas empresas que aqui atuam.
Há pouco, ficamos sabendo pela Associação Comercial de São Paulo e seu “impostômetro” que os impostos arrecadados pelas três instâncias governamentais (municípios, Estados e União) bateram um novo recorde, ultrapassando o expressivo montante de R$ 1,1 trilhão no ano, que deve ser ampliado a R$ 1,25 trilhão até o final de 2010.
A carga tributária brasileira - que é a soma dos impostos, taxas e contribuições arrecadadas pelos governos municipais, estaduais e federal – equivale a algo em torno de 34% do PIB. Isto é, mais de um terço de toda a riqueza produzida no país vai parar nas mãos do governo. Para se ter uma ideia do tamanho da voracidade oficial em nosso país, essa proporção é maior que a existente no Japão (cuja relação entre impostos e PIB está em 17,6%), Estados Unidos (26,9%), Suíça (29,4%) e Canadá (32,2%), e apenas um pouco menor que no Reino Unido (35,7%) e Alemanha (36,4%), segundo levantamento da Receita Federal, com dados de 2008.
Perceba que todos os países citados são desenvolvidos e não convivem com sérias restrições como as existentes no Brasil, especialmente em relação à distribuição irregular de renda, ou às deficiências de infraestrutura e serviços públicos básicos.
Análise divulgada recentemente pelo escritório de advocacia Machado-Meyer destaca que esses 34% do PIB de carga tributária estão bem acima da proporção de impostos cobrados nos demais integrantes do Bric (grupo de países em desenvolvimento que reúne, além do Brasil, Rússia, Índia e China). A carga tributária russa é de 23% do PIB, seguida pela chinesa (20%) e indiana (12,1%).
A comparação entre os países do Bric é importante, pois indica o desafio enfrentado pelo setor produtivo brasileiro para tornar nossos produtos e serviços competitivos no mercado internacional. E esse não é apenas um dos empecilhos. O contribuinte é ainda castigado por uma estrutura fiscal caótica, que exige grande esforço e investimentos vultosos para que as empresas consigam atender de forma adequada às exigências do fisco nacional.
Para se ter uma ideia, segundo o mesmo estudo, o Brasil ocupa a última e pior colocação entre 183 países analisados quando é avaliada a complexidade da estrutura tributária local.
Dilma Rousseff tem demonstrado que pretende adotar uma política desenvolvimentista para o país. Para conseguir dar respostas a seus objetivos, terá de enfrentar a questão tributária brasileira. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou conduzir a reforma tributária brasileira, mas não obteve sucesso. Com a força política conferida a ela pelas urnas, com o apoio reforçado por uma base política mais robusta, principalmente no Congresso, e com muita negociação com Estados e municípios, torçamos para que nossa futura presidenta entre para a história como a responsável por conduzir uma das mais importantes e necessárias reformas estruturais do país.
*Eduardo Pocetti é CEO da BDO no Brasil, firma-membro integrante da quinta maior rede do mundo em auditoria, tributos e advisory services.
11/01/11
Menos estresse, mais produtividade
*Por Gilberto Wiesel
Empresário, como é sua rotina de trabalho? O estresse tem tomado conta de sua vida nos últimos tempos? Segundo uma pesquisa feita com mil executivos de São Paulo e Porto Alegre, com cargos de gerência para cima, 57% deles fazem uso de bebidas alcoólicas, drogas ou medicamentos para aguentar o estresse da rotina. Entre os principais fatores colocados como causadores das pressões do dia-a-dia, estão o excesso de tarefas, o medo da demissão e os conflitos interpessoais nos ambientes de trabalho.
O estresse, por sua vez, provoca efeitos imediatos tanto no funcionamento eficaz da empresa e da vida pessoal. Assim, quando surgem problemas na rotina do negócio, por exemplo, é comum levarmos para o lar o nervosismo provocado por eles. Em um mundo cada vez mais veloz e com informações circulando a todo o momento, são maiores as chances de acumularmos as dificuldades do ambiente de trabalho, o que provoca cansaço mental e, consequentemente, problemas de saúde física.
Sabendo disso, quais as principais formas de evitar esse nervosismo? Como alcançar o equilíbrio entre as atividades rotineiras e não “cair” no descontrole? Em primeiro lugar, é fundamental traçar um planejamento profissional, ou seja, alinhar todas as atividades necessárias para manter a produtividade da sua empresa durante a semana. Quando chegar à empresa logo cedo, por exemplo, faça uma lista das tarefas do dia, organizando-as em uma sequência de prioridades. Isso facilita o andamento das atividades, como também evita o acúmulo de pendências.
Outra maneira para combater o estresse no trabalho é realizar pausas durante as tarefas. Um estudo feito pelo Internacional Stress Management Association do Brasil (ISMA – BR) mostrou que a pressa já atinge aproximadamente 30% dos brasileiros. Então, pare por alguns minutos e descanse entre uma atividade mais simples e uma que exige maior esforço. Em seguida, inicie a próxima tarefa do dia. Você deve perceber que essa será realizada de forma mais eficiente e produtiva, afinal a mente fica mais relaxada e pronta para atividades mais complexas e de maior gasto de energia.
O diálogo com os profissionais nos intervalos pode ser mais um método eficaz para combater o estresse. A troca de ideias e a descontração facilitam a realização das tarefas durante o expediente. Então, não fique somente concentrado em sua rotina de trabalho, compartilhe seus pensamentos com os colaboradores da empresa. Isso ajuda a encontrar soluções para as dificuldades na rotina. Lembre-se também que, assim, os funcionários trabalham mais felizes, o que certamente evita os conflitos interpessoais, um dos principais causadores do estresse cotidiano.
Outra ação possível para diminuir o estresse no trabalho é a implantação de atividades físicas nos espaços profissionais. Saiba que práticas como ginástica laboral e yoga podem melhorar a qualidade de vida e a motivação nas empresas. Esses são somente alguns exemplos. O que realmente importa é buscar soluções dentro da rotina profissional que tornem menor o nível de estresse. Então, não fique parado: evite o excesso de trabalho, relaxe por alguns instantes e não deixe se dominar pelo nervosismo. Lembre-se que a saúde, tanto física quanto mental, é o motor da vida e a força essencial para que nossas atividades sejam realizadas com sucesso.
*Gilberto Wiesel é conferencista, consultor e diretor do Grupo Wiesel que atua na área de Educação Corporativa com foco em liderança, empreendedorismo e desenvolvimento de competências. Administrador de empresas pós-graduado em Marketing pela FGV. É Master-Practitioner em Programação Neurolinguistica pela Sociedade Brasileira de PNL e membro da Time Line Theraphy Association, Hawai-USA. Para mais informações, acesse: www.gilbertowiesel.com.br
11/01/11
Vila Madalena recebe primeira loja da Art Maison
Marca em decoração conhecida por peças com design moderno e diferenciado, a Art Maison inaugura sua primeira loja própria no bairro da Vila Madalena, em São Paulo. Com 120 metros quadrados, a nova loja traz a coleção da marca, que inclui almofadas, luminárias (arandelas, pendentes, plafons) e painéis, tendo como “carro chefe” a linha Home, com almofadas produzidas para salas de estar e home theaters, já que trazem cenas e ídolos do cinema estampados.
No novo espaço, os clientes também poderão encontrar a nova coleção de iluminação da marca com destaque para o pendente Couche 60. Entre os lançamentos vendidos com exclusividade na nova loja estão os painéis, que podem ser usados apenas para decoração ou para dividir ambientes de maneira bem original.
03/01/11
CRM social: mais entrosamento entre empresas e clientes
*Por Marcos Carvalho
A solução de gestão do relacionamento com o cliente (CRM) é sem dúvida uma grande contribuição para que as empresas possam entender e atender as necessidades e desejos de seus clientes. Com acesso a informações valiosas sobre determinados grupos de pessoas – como seus hábitos de consumo, perfil socioeconômico e cultural etc. – profissionais desenvolvem formas de conquistar mais clientes, buscando atender às suas necessidades. Isso faz do CRM uma ferramenta fundamental na decisão dos rumos da companhia.
Com o aparecimento das redes sociais, como Orkut, Facebook e Twitter, por exemplo, surgiu também o CRM social. Organizações de diversos setores sentem uma necessidade premente de ter acesso ao conteúdo das redes. Mais ainda: participar e saber gerenciar esse conteúdo pode fazer toda a diferença para a consolidação da marca. A pergunta do momento, então, não é “se” a sua empresa vai estar nas redes sociais, mas “quando”. Sim. Para quem ainda não faz parte das redes sociais tudo é uma questão de tempo.
A velocidade com que um produto, serviço ou mesmo funcionalidade são compartilhados nas redes sociais é praticamente imensurável. Comentários de clientes e consumidores são praticamente instantâneos, sejam positivos ou negativos. Com a mesma rapidez também se formam grupos de discussão dentro dessas comunidades – que vêm ganhando força para influenciar pessoas, podendo até definir o sucesso ou o fracasso de uma marca (produto, serviço, pessoas, empresa etc.).
Nesse sentido, muitas empresas sabiamente passaram a lançar seus próprios conteúdos nas redes sociais, aumentando o contato direto com clientes e consumidores de uma forma sem precedentes. Conhecer o cliente não é mais o objetivo final de uma empresa alinhada com as mudanças globais. É apenas uma questão de sobrevivência. Tão logo o foco das organizações mudou do produto para o cliente, as soluções de CRM não pararam de evoluir em funcionalidades e tecnologias. O objetivo é permitir às empresas interagir com as redes sociais de forma rápida, simples e segura.
Justamente por ser uma solução que nasceu com o propósito de conhecer e estreitar relacionamento com os clientes, o CRM social pode ser encarado como um desdobramento natural do CRM que vem sendo largamente adotado por pequenas, médias e grandes empresas. Até mesmo as organizações mais conservadoras, que vinham tentando manter-se alijadas das redes sociais, começam a rever seus conceitos, percebendo que talvez seja melhor se adaptar e usar as novas ferramentas de comunicação a seu favor.
À empresa adepta do CRM social, então, cabe definir claramente uma política de utilização das redes. Assim, seus colaboradores poderão acessar, interagir e usar as informações obtidas nas diversas comunidades virtuais de modo a contribuir para melhorar produtos, processos e serviços. Não por acaso, muitas organizações vêm criando departamentos inteiros dedicados à comunicação com membros de redes sociais. Afinal, a credibilidade de uma marca não tem preço.
*Marcos Carvalho é gerente de soluções CRM da Unione (www.unione.com.br)
03/01/11
Eficiência da comunicação interna
*Por Fernanda Bomfim
Iniciar uma tarefa sempre exige planejamento estratégico. Para a comunicação interna, isso não seria diferente. Qualquer empresa de qualquer porte pode usar essa ferramenta para fomentar um melhor convívio com os colaboradores e a interação entre eles. Sua implementação deve começar com a divulgação da missão, visão e valores da organização. Os colaboradores que estiverem integrados com o seu DNA terão mais comprometimento com os processos e metas e, assim, obterão resultados muito mais favoráveis.
Uma comunicação interna bem planejada e executada corretamente transformará os colaboradores em excelentes porta-vozes. Além de ter um profissional engajado, a empresa terá um vendedor de sua marca, produtos e serviço. E no momento da venda, nada melhor do que transmitir todas as informações ao seu cliente.
É de extrema importância que todo o quadro profissional – dos assistentes à diretoria – tenha conhecimento pleno do que está acontecendo no seu ambiente de trabalho: se ocorre a contração de mais funcionários, se estão oferecendo novos produtos e serviços, dentre outras novidades. Desta maneira, será muito difícil algum colaborador não estar antenado com o que acontece na empresa. No entanto, o inverso também é possível – e pode ter certeza, será muito pior. A falta de comunicação pode transformar seus colaboradores em negativos porta-vozes, que poderão prejudicar a marca ao invés de melhorá-la. Portanto, ao investir em comunicação institucional, a empresa tem de perceber que está aprimorando a convivência e o marketing.
Com a disseminação de tecnologias, a comunicação pode utilizar-se de novos canais para ser cada vez mais atraente e dinâmica e, assim, promover a discussão entre as diversas áreas da empresa. Para tanto, é necessário que a equipe de marketing esteja atenta ao surgimento de recursos tecnológicos e também verifique a viabilidade do canal nos processos da empresa. A comunicação interna tem de ser planejada, trabalhada e mensurada por profissionais especializados. Caso contrário, as organizações correrão o risco de estar sempre improvisando ao invés de comunicando.
*Fernanda Bomfim é jornalista e analista de marketing da Trevisan Escola de Negócios. E-mail: fernanda.bomfim@trevisan.edu.br.
03/01/11
Mercado
Fast Shop vence ranking das "Empresas Mais Admiradas no Brasil 2010", da revista Carta Capital
A rede de produtos eletroeletrônicos Fast Shop é a mais admirada no segmento de varejo de eletroeletrônicos, segundo levantamento da revista Carta Capital, que realiza o ranking há 13 anos.
A Fast Shop tem 60 lojas nas regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste e em Salvador (BA) e atende o Brasil inteiro pelo site fastshop.com.br e pelo sistema de televendas. Empresa que tem como foco cuidar do cliente, a rede oferece os últimos lançamentos em eletroeletrônicos, uma equipe de vendas treinada e serviços de instalação, seguros e lista de casamento.
O ranking “Empresas Mais Admiradas no Brasil” resulta de pesquisa que avalia 47 segmentos da economia brasileira. Cerca de 1,1 mil entrevistas foram feitas com executivos entre junho e agosto últimos em todo o país. “Ética”, “Qualidade de produtos e serviços”, “Inovação”, “Respeito pelo consumidor”, “Qualidade de gestão”, “Solidez financeira”, “Notoriedade”, “Desenvolvimento sustentável”, “Responsabilidade social”, além de “Capacidade de competir globalmente” e “Compromisso com o RH e o País” foram os critérios utilizados para a escolha das mais admiradas.
20/12/10
Uma boa comunicação confere credibilidade
*Dalton Viesti
É imprescindível que se garanta uma boa comunicação dentro e fora da empresa, tanto para a consecução dos trabalhos internos como também para conquista de sua credibilidade no mercado externo. Atualmente, a maior parte da transmissão de informações de uma organização, até pela facilidade e rapidez, chega por e-mail. Porém, a ferramenta acabou se tornando um instrumento anticomunicacional.
É impressionante verificar que as pessoas já nem se levantam mais de suas cadeiras para conversar com seus colegas. Eles usam o e-mail, os “messengers” etc., substituindo o tradicional bate-papo de pé de ouvido.
Uma conversa é muito diferente de uma mensagem escrita, dado a oportunidade de, ao dialogarmos frente a frente, gesticularmos, apontarmos e, às vezes, interpretarmos uma mensagem, conseguindo passá-la com mais êxito para os nossos interlocutores. A mensagem escrita não, já que ela exige uma expressão sem erros gramaticais, ortográficos e vícios de linguagem.
O uso inadequado de abreviações, troca de letras, erro nas regras de escrita, como o uso de ç, s, x, ss, que podem causar grandes confusões ao leitor, acentos que diferenciariam palavras, e assim por diante, denigrem o bom nome de sua empresa. Assim, é necessário que haja troca da conversa falada e escrita, facilitando o processo interno de comunicação, evitando erros e mal entendidos.
Quando houver necessidade da comunicação escrita, leve sempre em consideração, principalmente, o público que lerá sua correspondência ou comunicado, pois a linguagem terá de ser, além de correta, adequada às pessoas para as quais estamos escrevendo.
Detectar a compreensão do público é algo importantíssimo, pois conseguir comprovar se o nosso leitor entenderá o que nós escrevemos é fundamental para o bom andamento do trabalho de um bom administrador e da boa imagem da sua empresa. Saber ler é imprescindível, mas saber escrever também é uma habilidade muito importante de um bom administrador.
*Dalton Viesti é coordenador de graduação da Trevisan Escola de Negócios e consultor de empresas. E-mail: dalton.viesti@trevisan.edu.br.
20/12/10
Jogos de Empresas: vale à pena?
*Priscila Soares
Atualmente, as organizações visualizam a necessidade de profissionais flexíveis, criativos, dinâmicos, empreendedores, intérprete das necessidades do cliente, entre outras características, que o diferencie do mercado, distinguindo também a empresa. Desta forma, foi revista a necessidade de treinamento de perfis promissores. Assim, cada vez mais, os Jogos de Empresas vêm sendo uma das alternativas utilizadas pelas organizações.
Os Jogos de Empresas possibilitam um aprendizado e treinamento das habilidades em uma metodologia de simulação que interage com o sistema, saindo da situação passiva.
O jogo procura aproximar a realidade do cotidiano empresarial, em um ambiente no qual também há necessidade de gerenciar, tomar decisões e lidar com a competitividade. A importância deste novo método é proporcionar ao usuário um laboratório para testar seus conhecimentos e habilidades, agregando novas compreensões.
O desafio deste método de aprendizagem encontra-se a partir de uma avaliação grupal e/ou individual no qual possa realmente apresentar um auto desenvolvimento dos participantes, através de feedback e discussões em modo e postura profissional, para que novas atitudes sejam fixadas.
Os obstáculos acabam por ser o acompanhamento das opções de mudança no dia a dia do profissional participante. Ele passa a compreender que suas falhas no jogo podem ocorrer também no ambiente organizacional; e que o aprendizado é a oportunidade de rever sua postura dentro da empresa, para tomada de decisões e ter ações assertivas.
Este tipo de ação pretende alcançar um aprendizado e resultados qualitativos dos participantes, sendo o objetivo do mesmo ser um mediador de desenvolvimento da capacidade já existente em cada profissional participante, focando implementar e aprimorar o Planejamento Estratégico, estimular o pensamento criativo, desenvolver potencialidades, permitir a reflexão de processos, estimular o trabalho em equipe, avaliar o desempenho grupal, estimular as responsabilidades de decisões e a filosofia da delegação de poder, e incrementar o processo de auto desenvolvimento.
Será que estes jogos valem à pena? Sim, e muito. Com simples ações das empresas, os colaboradores aprendem sobre si mesmo e como podem melhorar sua atuação na organização. Ou seja, não é bom apenas para um dos lados, mas sim para ambos. O conhecimento é o maior bem que temos, possui um valor intangível, e certamente com ele podemos crescer profissionalmente e fazer com que a empresa conquiste seus resultados através de sua contribuição.
*Priscila Soares é gerente de Recursos Humanos da Trevisan Outsourcing. E-mail: priscila.soares@trevisan.com.br
20/12/10
Desenvolver habilidades é essencial
*Dalton Viesti
Muitos já devem ter ouvido a história do sapo fervido – este animal dentro de uma panela com água adapta-se rapidamente à sua temperatura interna. Se colocarmos esta panela ao fogo, o sapo irá se adaptar a sua temperatura lentamente, mas infelizmente morrerá, pois com sua alta capacidade de adaptação, quando perceber que a temperatura está muito alta, já será tarde, não tendo tempo para qualquer reação.
Esta fábula nos mostra que muitas vezes algumas habilidades que parecem ser úteis podem ser fatais em algumas ocasiões, e que devemos estar bem atentos para que não estejamos numa panela com água próximo de sermos fervidos.
Para isso, precisamos desenvolver as habilidades corretas para o desenvolvimento de nosso trabalho, a fim de não perdermos o foco do que realmente seja importante na empresa.
A principal habilidade a ser desenvolvida é a de perceber quais são as atividades importantes que sua empresa executa e quais são os pontos que devem ser monitorados e desenvolvidos, tanto internamente como externamente.
Os novos conhecimentos estão tornando muitas das nossas maneiras de ser e de fazer antiquadas. Quem imaginava trocar as fitas cassete por DVD, discos de vinil por CDs, bips e pagers por telefones celulares, isso para falar o mínimo. E na sua empresa, o que está sendo ou está prestes a ser descontinuado?
Esta habilidade de perceber as tendências e de estarmos atentos a todas as movimentações do nosso mercado vai evitar que nós sejamos fervidos, ou eliminados do mercado prematuramente.
As empresas estão usando todas as ferramentas possíveis e imagináveis para que esta capacidade de estar sempre alerta não se perca: terceirizações, consultorias e cursos de especialização, basicamente.
Enxergar essas movimentações, perceber o que realmente é importante e se manter vivo neste mercado vai depender da nossa capacidade de adaptação, mas sem deixar de atentar para a água fervente que pode estar a nossa volta. Como o sapo na panela.
*Dalton Viesti é coordenador de graduação da Trevisan Escola de Negócios e consultor de empresas. E-mail: dalton.viesti@trevisan.edu.br
20/12/10
Assumindo responsabilidades, inclusive em relação aos fornecedores
*Por Ieda Novais
Não há qualquer novidade no fato de que as empresas têm hoje de adotar padrões responsáveis e sustentáveis de atuação para serem aceitas pelo mercado, pelos consumidores e pelas autoridades que regulam sua atuação empresarial e social. O que vem sendo reforçado, e que anteriormente era pouco percebido, é que essas mesmas empresas têm de ser responsáveis e exigir adequação ao contratar seus fornecedores.
Recentemente, uma grande rede de lojas de vestuário assinou um TAC (termo de ajustamento de conduta) conjunto com o Ministério Público, Ministério do Trabalho e Defensoria Pública da União assumindo o compromisso de combater o trabalho em condições precárias, o que chegou a ser registrado em alguns de seus fornecedores. Entre os casos anotados, havia a exploração de cidadãos bolivianos sujeitos a condições ambientais inadequadas e a jornadas desumanas de trabalho na confecção de roupas.
Pelo compromisso assumido, a rede de empresas promoverá auditorias em seus fornecedores ou em empresas subcontratadas por estes para apurar as condições de trabalho e de contratação a que são sujeitos os trabalhadores envolvidos na cadeia produtiva. Caso sejam apuradas irregularidades, a rede de lojas terá um prazo para atuar decisivamente e corrigir os eventuais problemas registrados nos fornecedores. Não bastará a ela, portanto, simplesmente romper contrato com o fornecedor que submete seus contratados a condições inadequadas de atuação, mas, sim, agir efetivamente para que o trabalho em condições precárias seja corrigido, beneficiando os profissionais que são a base da cadeia produtiva que culmina com os produtos vendidos pela rede.
Este é um exemplo concreto de que o conceito de responsabilidade e de sustentabilidade tem de ser compreendido e aplicado de forma verdadeiramente holística. Atualmente, não basta responsabilizar-se apenas por aquilo que envolve os limites físicos e pessoais de uma corporação.
A responsabilidade e a sustentabilidade empresarial, social e ambiental devem ser geridas ao longo de uma extensa cadeia, que tem início na escolha e na manipulação de matérias-primas, inclui a percepção de como atuam os fornecedores e intermediários, envolve as abordagens e atitudes produtivas na própria corporação ao processar seus produtos ou serviços, passa pela mensuração e compensação dos impactos provocados à sociedade e ao meio ambiente e culmina com o respeito ao cliente e à sociedade, inclusive em relação aos usos e hábitos gerados e estimulados pelo produto ou serviço oferecido ao mercado, levando-se em consideração todas as implicações e efeitos que este venha a provocar sobre o ambiente e a própria sociedade.
*Ieda Novais é diretora corporativa da BDO no Brasil,integrante da quinta maior empresa do mundo em auditoria, tributos e advisory services.
20/12/10
Gerenciamento de carreira em tempos de incerteza
*Por André Massaro
O que alguém que vem da área de finanças e de mercado de capitais tem a ensinar sobre como conduzir um plano de carreira? O dinamismo e a incerteza dos mercados financeiros nos fazem ver as coisas de uma forma um pouco diferente do habitual. Qualquer tentativa de antecipar os movimentos futuros do mercado é futilidade, ingenuidade ou, em situações mais extremas, puro charlatanismo. Uma das primeiras lições que aprendemos no mercado (e geralmente essa lição vem com um pouco de dor...) é que o que realmente importa não é o que você vai fazer, mas sim “o que você vai fazer se aquilo que queria fazer der errado”...
Essa visão vem ainda de encontro aos primórdios da minha vida acadêmica. Quando entrei na faculdade, no final dos anos 80, era o auge da infame “reengenharia”. A minha geração profissional foi formada em uma situação, no mínimo, ambígua. Aprendíamos sobre as coisas que o mercado buscava em um profissional. E ao mesmo tempo assistíamos “de camarote” a executivos (às vezes os próprios país dos colegas de escola) caírem como moscas. Eram aqueles executivos que haviam feito “tudo direitinho”, feito todos os cursos, lido todos os manuais, fizeram aquilo que lhes disseram que era certo... De uma hora para a outra a realidade mudou, todos ficaram obsoletos e foram devidamente “reengenheirados”.
Muitas das práticas corporativas mais populares vêm da doutrina militar. Termos como “estratégia” e “posicionamento” tem alta conotação bélica, mas até a doutrina militar mudou. Hoje se fala em “guerra assimétrica”, onde o inimigo não é mais um exército organizado, e sim um terrorista em um ambiente urbano caótico, onde não é possível distingui-lo de cidadãos comuns e inocentes. A zona de guerra é um ambiente mais dinâmico e incerto do que jamais foi, e muitos teóricos militares dizem que estamos deixando a “era da estratégia” e entrando na “era das contingências”. Hoje um bom plano de contingência vale tanto ou mais que uma boa estratégia.
Saindo um pouco do front e voltando para a nossa realidade profissional, o Brasil hoje passa por um momento econômico promissor. A economia está aquecida, e alguns entendidos do assunto dizem que o mercado de trabalho também está. Estamos em uma situação “confortável”... Talvez tão confortável quando nos dias “pré-reengenharia”, onde o gerenciamento da carreira não era uma coisa com que se preocupar.
Mas há algo, no mínimo, estranho no ar. Os sábios chineses já diziam que “o rabo não balança o cachorro”. O Brasil está indo bem enquanto os EUA e a Europa Ocidental naufragam, e até mesmo os chineses começam a apresentar sinais de cansaço. Podemos, muito em breve, ter um novo “chacoalhão” por aqui. O que vamos fazer dessa vez?
Um bom plano de carreira para situações de incerteza e contingências deve se apoiar em duas coisas: uma honesta e profunda avaliação de nossas realizações e fraquezas, e um plano de aprendizado e desenvolvimento pessoal que dê ênfase na versatilidade e na capacidade de adquirir novas habilidades rapidamente.
À medida que a realidade à nossa volta fica mais caótica e dinâmica, as carreiras deverão, igualmente, ficar menos lineares rumo às posições de topo das organizações. O plano de carreira será, cada vez mais, um plano de aprendizado, pois faremos muitas coisas novas e que não prevíamos. E será preciso dar ênfase não às habilidades em si, mas sim às chamadas “meta-habilidades”, que são “habilidades que criam habilidades”. São normalmente as habilidades relacionadas ao aprendizado e à comunicação. Conhecer de cor e salteado os mais modernos modismos gerenciais, todas as atuais práticas contáveis e para que serve cada função daquele ERP de última geração tem o seu valor, mas esse tipo de habilidade rapidamente fica obsoleta e perde valor.
Agora ter a capacidade de aprender e compreender os próximos modismos, práticas contábeis e sistemas que vêm por aí mais rápido e com mais eficiência que seus colegas é algo cujo valor só aumenta.
E você? Já fez o seu plano de aprendizado?
*André Massaro é especialista em finanças pessoais e autor do livro MoneyFit (Matrix Editora). www.moneyfit.com.br. Twitter: @andremassaro
20/12/10
Outsourcing e parceria
*Por Roni de Oliveira Franco
O outsourcing ganha força no Brasil, mas enfrenta processo de consolidação no mercado. Alguns fatores podem ser atribuídos a este cenário ainda de incerteza.
A falta de conhecimento sobre o significado do outsourcing é o principal deles. O conceito centra-se na terceirização de algumas áreas dentro de uma empresa que não representa o core business da organização – a chamada atividade-meio. O mais habitual no Brasil tornou-se implementar o outsourcing de TI (Tecnologia da Informação) e de BPO (Business Process Outsourcing; terceirização de processos de negócios) – este último envolve a parte contábil, fiscal e financeira.
Outro item importante refere-se à questão da redução de custos. Muitas empresas ainda acreditam que, ao contratarem uma empresa de outsourcing, o maior ganho será este. Porém, se enganam quando apostam tudo nessa premissa. A qualidade do serviço prestado é fundamental, pois ela acarreta eficiência – e é isso que provavelmente trará a tão sonhada diminuição de despesas e desperdício.
Dentro desse contexto, a parceria nesse campo se torna fundamental. A contratada ter experiência e profissionais qualificados para atender as demandas exigidas são uns dos maiores benefícios na aplicação do conceito. No entanto, faz-se necessário que se combine entre as parte envolvidas como o serviço se procederá e quais facilidades terão para os ajustes necessários ao longo do processo – não se introduz terceirização sem que progressos sejam feitos ao longo do contrato e que exigem envolvimento direto da contratante para evolução do trabalho e alcance dos resultados.
Pesquisa recente da Management Tools and Trends (2009) mostrou que o outsourcing é reconhecido como uma ferramenta de gestão. Ou seja, por conta deste dado, já podemos perceber que os executivos em todo o mundo estão verificando a verdadeira importância da contratação de uma empresa de outsourcing para ajudar a administrar os negócios. E não deverá ser diferente no Brasil a médio prazo.
O crescimento de outsourcing será gradual e, como qualquer outro serviço, quando houver um aumento expressivo de demanda, já se poderá observar com mais clareza o funcionamento adequado de parcerias dentro do conceito.
*Roni de Oliveira Franco é sócio da Trevisan Outsourcing e professor da Trevisan Escola de Negócios. E-mail: roni@trevisan.edu.br
20/12/10
Atenção com a inflação
*Por Márcio Peppe
A economia brasileira vive um momento que exige atenção. Apesar do otimismo quase que generalizado e de indicadores econômicos que, em sua maioria, compõem um cenário positivo, existem alguns sinais que começam a demandar maior cuidado com o comportamento da inflação.
A Fundação Getúlio Vargas divulgou que o IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado) subiu para 1,15% neste mês, ante o 0,77% registrado em agosto. Trata-se de um importante indicador que demonstra, especialmente, o comportamento dos preços no atacado. Lembremos que as altas nos indicadores do segmento atacadista podem demorar ou, em alguns casos, até não chegar de fato aos preços no varejo. Mesmo assim, a forte variação anotada agora em setembro deve ser observada com atenção.
Alguns analistas apostam em uma inflação acima do centro da meta em 2010. De acordo com o mais recente Boletim Focus, pelo qual o Banco Central do Brasil consulta instituições do mercado sobre suas previsões a respeito do comportamento da economia, a expectativa é que a inflação oficial (medida pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo) encerre este ano em 5,05%, pouco mais de meio ponto percentual acima da meta de 4,5% traçada pelo governo. O próprio Banco Central crê em inflação além do centro da meta ao final do ano. Segundo o Relatório de Inflação de setembro, a previsão anterior foi até reduzida, de 5,4% para 5%. Mesmo assim, a cautela não pode ser abandonada.
A economia aquecida, alinhada ao crédito farto e relativamente mais barato, tem alimentado as previsões um pouco mais pessimistas em relação à trajetória da inflação. É interessante perceber que uma das pontas utilizadas para o controle da inflação, que é a variação cambial, está praticamente estrangulada pela ação do próprio governo. Mesmo diante das pressões internacionais que fazem o dólar perder valor em relações a outras divisas no mundo todo e da entrada recorde de recursos do exterior em nosso País em setembro (estimulada, inclusive, pela oferta pública de ações da Petrobras), o Ministério da Fazenda e o Banco Central têm se esforçado para evitar a valorização do real, que representaria perdas significativas para os segmentos produtivos e exportadores nacionais. Como destaque, podemos lembrar que a atuação do governo no câmbio fez com que as reservas internacionais brasileiras já somem mais de US$ 273 bilhões, patamar recorde. Espera-se, inclusive, que este montante atinja os US$ 300 bilhões em breve.
A sobrevalorização do real ante o dólar poderia ser um fator usado para segurar a inflação, tendo em vista o estímulo natural às importações e, por conseguinte, à competitividade de preços que ocorre nestes momentos. Mas isso não deve ocorrer.
Sem a ponta cambial para segurar a inflação, e caso a inflação siga em trajetória de alta, pode ser necessário que a autoridade monetária nacional atue na ponta dos juros. Lembremos que, após três altas consecutivas, no início deste mês o Copom (Comitê de Política Monetária) manteve a taxa básica de juros da economia em 10,75% ao ano. A justificativa para a atitude foi justamente a expectativa de que a trajetória da inflação estava dentro do esperado.
Alguns analistas do mercado já consideram a possibilidade de o Banco Central ter de aumentar a taxa de juros para controlar um eventual reaquecimento dos índices inflacionários. Juros mais altos tendem a aplicar um freio no crescimento econômico, limitando, portanto, o apetite inflacionário.
Tendo em vista o atual momento eleitoral e as expectativas naturais relativas à transição para o futuro governo eleito, é necessário muita atenção aos movimentos do mercado e às atitudes a serem tomadas pela autoridade monetária no intuito de manter o controle da inflação em dia. A tradicional cautela do Banco Central é, sem dúvida, muito bem-vinda neste momento.
*Márcio Peppe é sócio-diretor de Auditoria e responsável pela área de Outsourcing da BDO no Brasil, quinta maior rede do mundo em auditoria, tributos e advisory services.
20/12/10
Reter talentos: um desafio significativo
*Por Marcelo Gonçalves
Como já se tornou notório no Brasil diante de seu crescimento e desenvolvimento nos últimos anos e das perspectivas de manutenção desta tendência, temos à frente um grande desafio que é representado pela necessidade de dispormos de um número significativo e crescente de profissionais capacitados para encarar os avanços tecnológicos e as demandas por uma gestão eficiente, seja nas empresas privadas, ou no setor público.
Mesmo registrando avanços significativos na formação educacional do brasileiro - especialmente em razão da inclusão de grandes contingentes de jovens no ensino superior devido ao crescimento da oferta de vagas e pela consolidação de programas oficiais que concedem bolsas de estudos em instituições de ensino particulares -, sabemos que a procura por mão de obra qualificada tem sido maior do que a oferta de pessoal adequadamente capacitado para as exigências do mercado de trabalho.
É fácil perceber, portanto, que os talentos disponíveis são, a cada momento, mais e mais valorizados. A disputa pelos profissionais qualificados torna-se acirrada, e as armas utilizadas pelos agentes do mercado para atraí-los têm cada vez mais apelo e potencial de sedução.
Torna-se claro que as corporações têm de se manter atentas para não perder para o mercado os talentos existentes em seus quadros. Conhecemos o alto custo que representa a preparação, formação, capacitação e adequação de um funcionário às características e necessidades de cada atividade. A perda para o mercado (muitas vezes para a própria concorrência) de um talento já formado e adaptado às rotinas de uma empresa, órgão ou entidade equivale ao desperdício de vultosos recursos investidos na preparação daquele profissional e, também, à necessidade de dispêndio de mais tempo e dinheiro na descoberta, contratação e adequação de seu substituto.
Desta forma, reter os profissionais talentosos torna-se um grande desafio. Para encará-lo, é preciso atenção, conhecimento, comunicação e investimento. Primeiramente, o empregador e seus gestores devem estar atentos e conhecer bem os anseios, as necessidades e as ambições de seus colaboradores para traçar um perfil bem definido que sirva como referência para o desenvolvimento da carreira de cada talento. Manter uma comunicação eficiente, que integre de fato todos os níveis de gestão da corporação, é essencial para evitar surpresas em razão de possíveis descontentamentos ou desentendimentos. Com informações e o conhecimento em mãos, é possível traçar estratégias de gestão de pessoal que valorizem de fato os melhores talentos, com a oferta de capacitação, treinamento e formação constantes e de perspectivas de ascensão profissional, aliada a políticas de incentivo e concessão de benefícios atrativos. Construir, oferecer e valorizar um ambiente de trabalho saudável, adequado e estimulante é, ao final, a “cereja do bolo” para reter os melhores profissionais.
Empresas, órgãos ou entidades precisam estar atentos aos movimentos do mercado de trabalho para evitar surpresas inesperadas, como a perda de profissionais não plenamente contentes ou que venham a receber propostas mais atraentes. Enquanto nosso País não tiver capacidade de equalizar adequadamente as necessidades de formação de profissionais qualificados, a balança entre a oferta e a procura de talentos seguirá desequilibrada. Por isso, manter os bons profissionais é uma atitude que deve ser efetivamente valorizada pelas corporações.
*Marcelo Gonçalves é sócio-diretor da BDO, responsável pela área de training no Brasil.
20/12/10
A importância do planejamento tributário
*Por Domingos Orestes Chiomento
Um dos questionamentos feito por qualquer pessoa antes de abrir uma empresa é: “quanto vou pagar de impostos?”. Não é novidade para ninguém que o Brasil tem uma carga tributária excessiva, a qual representa mais de 35% do PIB (Produto Interno Bruto). Além disso, as normas tributárias sofrem alterações quase que diariamente, fato que afeta demais muitos empresários, que desconhecem a legislação. É nesse momento que a Contabilidade, uma importante ferramenta de gestão, torna-se uma fiel aliada por ser responsável pela ligação dos dados da rotina empresarial, como contas a pagar ou a receber, além da movimentação econômica e financeira que possui grande impacto no patrimônio.
No que diz respeito às taxas, recolhimento de impostos e contribuições sociais, não existe muita diferença entre ser um grande ou pequeno empresário. Diante dessa turbulência de tributos, muitas vezes os proprietários de empresas no Brasil não têm uma visão correta do que fazer, porque fazer e como fazer. Por esse motivo, é de fundamental importância que se tenha, para todo negócio, um cenário tributário prévio e muito bem definido. Sendo assim, o planejamento tributário deve receber enorme atenção, pois é ele que permite, por meio de cálculos baseados em projeções de resultados, reduzir o ônus tributário, dentro dos ditames legais. A análise dos tributos, bem como seus reflexos na organização, é uma atitude extremamente positiva e preventiva, na qual é possível analisar o melhor modelo de tributação.
Por meio de estudos e análises comparativas de tributação cumulativa ou não cumulativa, custos versus despesas, operações fiscais e variação da carga tributária máxima ou mínima, é possível entender o recolhimento de todos os impostos.
Para incentivar o planejamento tributário, alguns requisitos são indispensáveis como os comparativos das modalidades tributárias determinadas pela legislação, o conhecimento prévio das atividades empresariais, além dos impostos que o empreendimento está sujeito a pagar. Por ser o tópico mais importante de qualquer negócio, o planejamento tributário deve ser muito bem detalhado, afinal é ele quem define a vida ou a morte, a sobrevivência ou a falência de qualquer empresa. Por vislumbrar alternativas para maximização dos lucros e por ser um procedimento legal, o planejamento tributário tem seu papel estratégico na preservação da empresa, estando ao alcance de todas elas, inclusive das pequenas e médias. As empresas de grande porte, visando evitar a incidência do tributo, reduzir sua base de cálculo, retardar a alíquota do tributo ou adiar o pagamento dos impostos sem a incidência de juros ou multas, já contemplam, em sua estrutura organizacional, uma área ou um departamento específico para essa função.
O planejamento tributário pode ser construído para todas as esferas do poder legislativo, quer seja municipal, estadual ou federal e está ao alcance de todos os órgãos, empreendimentos, associações e entidades. Deve estar presente no aproveitamento de incentivos fiscais, no pagamento de juros sobre o capital, na distribuição de lucros, nas diversas formas de tributação das pessoas jurídicas, e de seus acionistas e cotistas. Antes de ser um direito, o planejamento tributário é uma obrigação para um bom administrador.
* Domingos Orestes Chiomento é presidente do CRC SP (Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo).
15/11/10
Além da Lei
*Por Geuma Campos Nascimento
Discute-se até hoje a introdução da Lei 11.638/07 na contabilidade brasileira. A maior mudança no bojo da nova regra foi a adoção do IFRS (International Financial Reporting Standards), que também tem sido ainda amplamente debatida. Mas o que de essencial existe além do alinhamento que foi dado pela nova lei?
O emaranhado de normas que foram divulgadas em função da Lei 11.638 que prevê mudanças profundas na forma de se fazer contabilidade no Brasil, esconde uma série de motivações de interesse nacional. A mais importante delas é o estímulo ao investimento e melhor adaptação das empresas à economia do país. E nesse item, o fator de maior influência é, como já citado, a aceitação do Brasil ao IFRS, modelo demonstrativo financeiro adotado em cerca de cem países e que dá mais transparência e segurança às operações das organizações, favorecendo o capital produtivo.
No que se refere à segurança, a adoção de práticas mais objetivas de fluxos de caixa, registro de ativos e passivos de forma mais clara e análises periódicas compulsórias são itens novos impostos pela Lei 11.638 bastante significativos. Já no âmbito da transparência, a nova regra estabelece demonstração fiscal na contabilidade levando em conta operações que antes não eram tratadas.
Associado a isso, a necessidade de as sociedades de grande porte de capital fechado (caracterizadas por ativo total maior do que R$ 240 milhões ou receita bruta superior a R$ 300 milhões) ter de apresentar demonstrações contábeis também é um passo expressivo na transparência do sistema empresarial.
Para a economia brasileira, os novos padrões contábeis facilitam a análise de crédito, com possibilidades de redução do tão falado spread bancário e os juros para o capital produtivo, em função da possibilidade de se melhor acompanhar o desempenho das empresas.
Procedimentos e recomendações apoiados na lei de órgãos e entidades com atuação na área estão possibilitando ainda um debate mais aberto sobre normas e padrões adequados para a contabilidade e auditoria no país. Antes, a legislação engessada e sem abertura para permanente modernização das regras, impedia avanços essenciais.
As práticas contábeis agora estão alinhadas ao bom momento macroeconômico que vive o país. É imprescindível que as empresas olhem com atenção essa mudança em curso, pois elas poderão se aproveitar desse artifício para conquistar mercado aqui e lá fora.
*Geuma Campos Nascimento é sócia da Trevisan Outsourcing e professora da Trevisan Escola de Negócios. E-mail: geuma@trevisan.com.br
22/10/10
Sinal verde para os empreendedores
*Tiago Aguiar
A preocupação com o meio ambiente está cada vez mais em pauta nos meios de comunicação e vem ganhando espaço também no ramo empresarial. Em 2009, a Global Entrepreneurship Monitor (GEM) realizou uma pesquisa, divulgada recentemente, para avaliar o desenvolvimento desse setor no Brasil. Segundo o estudo, o país atingiu uma taxa de empreendedorismo por oportunidade maior do que por necessidade. De 2001 até o ano passado, esse índice passou de 8,5% para 9,4%, o que representa um aumento substancial.
O empreendedorismo por oportunidade é aquele em que o empresário começa uma atividade para melhorar de vida. Assim, os focos principais deixam de ser a sobrevivência e o lucro, o que abre espaço para outros fatores importantes no desenvolvimento dos negócios. Diante disso, como aliar o crescimento da empresa com a sustentabilidade, tema de destaque nos dias de hoje? A questão gera discussões, principalmente se falarmos de mudanças radicais na estrutura dos empreendimentos.
Antes de tudo, criar estratégias para desenvolver alterações no cotidiano da empresa é uma tarefa fundamental. Nesse sentido, os principais aspectos que devem ser levados em conta são: viabilidade econômica do projeto, impactos ambientais e as melhores práticas sociais. Para isso, modificações de um dia para outro não dão conta das novas demandas, mas, sim, quando são planejadas sistematicamente. Somente por esse caminho podem ser realizadas de forma gradual e concreta.
Assim, pequenas e médias empresas, por meio de poucos investimentos, podem adotar algumas medidas importantes. Simples ações, como racionalizar o uso da energia elétrica, desligando das tomadas aparelhos inativos, diminuem gastos e ainda contribuem de forma eficaz com o meio ambiente.
Acredito que quem deseja unir desenvolvimento econômico e baixos níveis de desperdício de recursos pode, ainda, adquirir mercadorias e materiais básicos produzidos a pequenas distâncias do ambiente de trabalho. Com base nisso, o gasto de combustíveis fósseis, altamente danosos ao meio ambiente, no transporte de mercadorias e serviços fica cada vez menor.
Empreender de forma sustentável também gera efeitos positivos no longo prazo. As empresas que praticam as atitudes que unem questões ambientais, preocupação social e desenvolvimento econômico tendem a conseguir uma posição mais bem-sucedida no mercado. Com o tempo, ficam conhecidas pelo dinamismo, pela ética e responsabilidade. Adquirem mais estabilidade e conquistam mais lucros, até mesmo diminuindo gastos. Um dos motivos para que isso seja possível está ligado ao fato de que organizações conhecidas como “verdes” têm suas marcas mais valorizadas.
Ainda pensando nas questões futuras, o empreendedor deve levar em conta a inserção das gerações Y e Z no mercado de trabalho. Um exemplo disso é o Programa Iniciativa Jovem, do Grupo Shell, que capacita jovens para criarem projetos sustentáveis, desenvolvendo neles o espírito empreendedor. Conhecidas por atuar em ambientes mais práticos, ágeis e dinâmicos, as novas gerações valorizam organizações focadas e responsáveis, conscientes dos problemas sociais e comprometidas com o meio ambiente.
Desta forma, o empreendedorismo que pretende se tornar sustentável necessita de planejamento para evitar riscos e prejuízos, aumentando os lucros, em todos os sentidos. Grandes mudanças em curto prazo de tempo podem gerar problemas na estrutura e no funcionamento da empresa. E pensar nas gerações que assumirão o empreendimento no futuro é tão importante quanto criar medidas no presente. O fundamental é fazer acontecer, ou seja, desenvolver e colocar em prática projetos que atendam às necessidades internas e às do cliente, sem comprometer o meio ambiente e agindo socialmente de maneira ética.
*Tiago Aguiar é apresentador do Atitude BR, programa transmitido aos domingos pela Bandeirantes que visa fomentar, informar e educar os empresários com base nos exemplos e na rotina das empresas de pequeno e médio porte. Aguiar é advogado e empresário desde os 23 anos. Para saber mais, acesse: www.atitudebr.com
11/10/10
Criatividade nas empresas: qualidade em alta, porém quase em extinção
*Gilberto Wiesel
Criatividade é uma qualidade presente em todos os seres humanos. Sem ela, não seria possível, por exemplo, que os símbolos usados na escrita e conversação e muitas das invenções ao longo do tempo fossem desenvolvidos. Entretanto, essa habilidade aparece em cada pessoa sob diferentes graus. Nesse sentido, hoje em dia, empresários e gestores de RH buscam profissionais cada vez mais criativos. Foi isso que revelou uma pesquisa, realizada pela prestadora de serviços IBM, com os executivos de 1.500 empresas de vários países.
De acordo com o estudo, os contratadores avaliam a criatividade como fator fundamental no processo de seleção. Essa característica também foi analisada por outro levantamento, feito pela consultoria de administração de pessoal Korn/Ferry. Segundo a pesquisa, que entrevistou 365 dirigentes de grandes empresas na América Latina, 56% dos executivos consideram a habilidade um aspecto crucial no momento da contratação de novos funcionários.
Com base nisso, nota-se que o mercado de trabalho exige cada vez mais profissionais inovadores e dinâmicos. A demanda é por pessoas capacitadas a contribuir com novas ideias e ações. Isso significa que o funcionário criativo é, antes de tudo, um trabalhador que está sempre em busca de soluções para problemas imediatos e em longo prazo, não se limitando a desenvolver projetos incomuns e fora dos padrões da empresa em que atua.
Além da criatividade, algumas características ainda são consideradas positivas na hora da seleção, como: ética, boa comunicação, capacidade analítica e trabalho em equipe. Entre essas, a capacidade de analisar os problemas da empresa está também presente em um profissional realmente criativo. Um funcionário com essas habilidades está a todo o momento pensando em ideias concretas e possíveis de acordo com o funcionamento da organização, o que é bem avaliado pelo contratante.
Outro fator que contribui para o investimento em profissionais com criatividade aguçada é a exigência por parte do consumidor. Cada vez mais, clientes estão à procura de empresas que inovem. Dessa forma, é necessário criar projetos diferentes em relação à concorrência, baseando-se ainda nas transformações tecnológicas e no desenvolvimento do perfil dos consumidores. Com base nisso, os empreendimentos conquistarão um lugar de destaque nos negócios em meio uma enorme oferta de produtos e serviços.
O fato é que as organizações precisam se renovar constantemente, oferecendo novidades de maneira acelerada. Para isso, os funcionários devem ser versáteis e ansiosos por mudanças. Pessoas conservadoras, mais contrárias a modificações, têm menores possibilidades de serem admitidas considerando o cenário atual, em que o mundo está cada vez mais veloz e pede alterações a todo o momento.
Levando em conta as principais necessidades do empreendimento, é fundamental que empresários e gestores de RH avaliem bem o perfil do funcionário desejado. Buscar um profissional inovador exige seleção cuidadosa. Segundo o estudo feito pela Korn/Ferry, encontrar uma pessoa criativa é uma tarefa difícil, já que essa capacidade está cada vez mais rara. Desta forma, o contratante deve analisar o grau de criatividade que se adapta melhor às características da organização.
*Gilberto Wiesel é empresário, administrador de empresas pós-graduado em Marketing pela FGV. É Master-Practitioner em Programação Neurolinguistica pela Sociedade Brasileira de PNL e membro da Time Line Theraphy Association, Hawai-USA. É escritor, conferencista e diretor dor Grupo Wiesel que atua na área de Educação Corporativa. Para mais informações, acesse www.gilbertowiesel.com.br
09/10/10
Gestão do conhecimento como estratégia para um mundo sustentável
*Por Fernando Goldman
Hoje, as organizações precisam adaptar-se constantemente e, em tempo hábil, às mudanças nos macro e microambientes, implicando no estabelecimento de processos cada vez mais dinâmicos de inovação. Esses processos dinâmicos de inovação não ocorrem espontaneamente, são frutos do processamento de conhecimento pelas organizações, o qual por sua vez é alavancado pela Gestão do Conhecimento Organizacional (Knowledge Management), uma atividade que, conscientemente ou não, sempre existiu e continuará existindo.
Talvez por ser uma disciplina de formalização relativamente recente – o primeiro artigo acadêmico com a expressão Knowledge Management (KM) em seu título foi escrito por Roy E. Rickson em 1976, mas seu desenvolvimento se deu mesmo a partir de 1995 - a KM ainda tem várias diferentes abordagens para tentar o melhor uso do conhecimento organizacional como fator de produção e de criação de valor.
Uma das principais abordagens da KM se apoia no trabalho de Ikujiro Nonaka que, sozinho ou com seus diversos coautores, em sua Teoria da Criação do Conhecimento Organizacional, procura explicar tanto o processo de criação do conhecimento organizacional, como também as condições que facilitam sua criação.
Para Nonaka, a organização de uma empresa cria novos conhecimentos por meio da síntese, um processo dialético, contínuo e dinâmico, convertendo o conhecimento tácito em explícito e vice-versa.
Segundo o pesquisador, o que possibilita a inovação é a criação de conhecimento organizacional – processo pelo qual o conhecimento criado por indivíduos é disponibilizado e amplificado, sendo integrado a um sistema de conhecimento da organização. A criação de conhecimento organizacional deve assim ser entendida como a capacitação de uma organização de criar conhecimento, disseminá-lo em sua organização, incorporá-lo a produtos, serviços e sistemas e até mesmo modificar a própria organização.
Uma importante abordagem de KM diz respeito às redes inter organizacionais de criação de conhecimento, ou seja, não apenas dentro das empresas, mas também a partir dos relacionamentos entre empresas.
A KM caracteriza-se também como importante precursora de inovações tecnológicas, tanto as dependentes de conhecimento técnico (novos produtos, serviços e processos), como as de mudanças organizacionais e institucionais.
Por outro lado, como é largamente sabido, a sustentabilidade vem sendo reconhecida em todas suas dimensões – ambiental, social, cultural, econômica etc. – como condição sine qua non para o desenvolvimento das empresas e demais sociedades.
Assim, é natural que as questões relacionadas à sustentabilidade, em especial as de ordem ambiental e social, venham tendo cada vez mais impacto na definição de estratégias empresariais em negócios de toda espécie, como também na formulação, planejamento, implementação e avaliação de políticas públicas.
Hoje, não há mais como pensar em um empreendimento, de qualquer natureza ou ordem de grandeza, sem levar em conta sua sustentabilidade, bem como a forma como ele afeta a sustentabilidade de todas as possíveis partes interessadas. Tal tipo de avaliação, tão ampla, afeta cada nível de criação de valor no curto e longo prazo.
As empresas que buscam a longevidade já perceberam que suas estratégias devem levar em conta a sustentabilidade em toda sua rede de valor para poder gerar resultados reais, criando valor para os acionistas em uma perspectiva de longo prazo, pelo real aproveitamento de oportunidades aliado ao adequado gerenciamento dos riscos.
A chave do sucesso reside na capacidade de adotar estratégias empresariais e ações que visem atender às necessidades e interesses das empresas e suas relações com o meio ambiente, suas partes interessadas (stakeholders) e a sociedade em geral, no presente e no futuro.
No entanto, a simples aceitação da importância dos princípios da sustentabilidade, como ferramenta da gestão de riscos ou elemento de aumento da competitividade e de criação de valor de longo prazo, não é suficiente, se não for acompanhada de uma KM que possibilite as inovações demandadas pela sustentabilidade, para viabilizar a adaptação proativa aos mais modernos conceitos sobre o assunto.
Há que se considerar que não basta repetir discursos sem uma ampla discussão sobre o significado dos conceitos utilizados. Trata-se de definir problemas e tomar decisões em um cenário de alta incerteza e racionalidade limitada. É preciso ir além da legislação e instrumentos aplicáveis, antecipando-se a novas demandas de consumidores e colaboradores, assim como diferentes eventos no cenário internacional, o que exige real conhecimento.
Destaca-se nesse contexto, a transição mundial para uma nova economia de baixo carbono, que envolverá, em escala global, não só a troca dos combustíveis fósseis utilizados, mas também a forma de pensar sobre como gerar e distribuir energia; transportar cargas e pessoas; aquecer, resfriar e iluminar residências, escritórios e áreas públicas; e fazer funcionar as instalações industriais.
Não é à toa que aquele já citado primeiro artigo acadêmico, de 1976, escrito por Rickson, um sociólogo, tendo o termo Knowledge Management (KM) no título, tivesse como tema, exatamente, a qualidade ambiental. A interação entre KM, inovações, sustentabilidade e Gestão Ambiental há muito tempo tem sido uma preocupação dos pesquisadores.
Rickson chamava atenção naquele artigo para o papel significativo das grandes empresas industriais na criação e aplicação de conhecimentos técnicos para definição de políticas públicas e práticas de sustentabilidade.
Hoje, é cada vez mais evidente que sem uma adequada KM, seja no nível das empresas ou no nível inter organizacional, não alcançaremos as inovações demandadas pela tão desejada sustentabilidade.
*Fernando Goldman é engenheiro da Eletrobrás Furnas, doutorando em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento pelo PPED/IE/UFRJ e mestre em Engenharia de Produção da UFF. Atualmente é diretor regional da SBGC - Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento (www.sbgc.org.br), organizadora do KM Brasil 2010 – Congresso Brasileiro de Gestão do Conhecimento (www.kmbrasil.com), evento que acontece em novembro, sobre o tema sustentabilidade.
09/10/10
Losango cria curso on-line de crédito sustentável para lojistas
Promotora de vendas do Grupo HSBC, a Losango lançou um curso on-line de crédito sustentável para lojistas, com o objetivo de estimular os vendedores a ofertar o crédito certo e orientar o cliente sobre as melhores opções de pagamento e, assim, torná-lo sustentável. Com este treinamento, feito pelo sistema da empresa, o lojista estará apto a fazer vendas de acordo com as possibilidades financeiras de cada cliente. Por meio desta ferramenta, a empresa pretende treinar 35 mil vendedores de todo Brasil.
O curso, com duração de 30 minutos, auxilia o vendedor a analisar se o valor emprestado cabe no orçamento do cliente e quais as formas de crédito e de pagamento mais apropriados. O treinamento proporciona benefícios para toda a cadeia, pois as vendas serão feitas com mais qualidade, o que pode contribuir para a redução do índice de inadimplência.
A iniciativa inédita faz parte do Programa de Crédito Sustentável, criado pela Losango em 2009 com o objetivo de treinar de forma padronizada os funcionários dos lojistas parceiros de todo Brasil. Mais de 2.500 colaboradores dos varejistas foram treinados de forma presencial e, agora, com o treinamento virtual, a empresa pretende atingir todos os clientes de forma mais rápida.
08/10/10
Brasil se adapta ao outsourcing
*Por Geuma Campos Nascimento
A atuação das empresas no atual cenário de negócios requer que, em algumas situações, os gestores busquem auxílio no ambiente externo. Um desses apoios é a contratação de prestadores de serviços para atividades necessárias, que não integram o core business da organização. Porém, a prática requer por parte de quem oferece o trabalho formação e conhecimentos específicos, os quais podem ser fornecidos por organizações altamente especializadas.
É nesse cenário, por outro lado, que as empresas dedicadas à terceirização (outsourcing) devem identificar oportunidades de negócios e oferecer seus serviços, propondo parcerias com seus contratantes. Diante das necessidades de uns e das oportunidades existentes para outros, constata-se no Brasil o crescimento no uso de serviços técnicos especializados, mostrando amadurecimento desse campo no setor empresarial.
O outsourcing nos tempos de hoje é a ação exercida por uma organização na obtenção de mão de obra de terceiros e ganho de eficiência em seus negócios. Mas qual é a percepção dos gestores das empresas contratantes de serviços administrativos e financeiros sobre a prestação de serviços, como BPO (Business Process Outsourcing)?
De acordo com um estudo realizado com gestores de empresas instaladas no Brasil, a maioria declarou que terceiriza parte do seu backoffice para se concentrar em sua atividade principal – até aqui, nada demais. Porém, adicionalmente, foram identificados quatro atributos motivadores e justificadores para a prática do outsourcing pelos respondentes: especialização do prestador de serviços, controle do número de funcionários, qualidade dos serviços prestados e controle dos custos fixos.
De acordo com alguns estudos realizados há alguns anos, a redução de custos no Brasil é um dos argumentos motivadores para a terceirização. Já nesta pesquisa, ela teve baixa assertividade e concorreu com outros itens. Uma das explicações mais plausíveis é por conta de que o grupo participante é composto por 50% de empresas com capital estrangeiro, um indicativo de que o outsourcing nos países desenvolvidos tem maior aceitabilidade – e que o conceito, como apontam diversas pesquisas, foi trazido para cá por eles. Os argumentos, em linhas gerais, nesses países, para utilização do outsourcing são: especialização, qualidade e flexibilidade que as empresas contratantes obtêm com a terceirização.
Para reforçar essa linha de pensamento, a recente pesquisa Management Tools and Trends (2009) aponta que o outsourcing é reconhecido de fato como uma ferramenta de gestão, tendo subido para a quinta posição entre as 10 ferramentas de administração mais usadas pelos executivos. A pesquisa reflete o comportamento em 2008 e foi feita com executivos ao redor do mundo.
Os dados obtidos nesta pesquisa apontam ainda que, em geral, os gestores tomadores de serviços estão satisfeitos e percebem que a terceirização é uma prática de governança estratégica. Conclui-se, com isso, o salto dado pela atividade, tornando-se peça fundamental de suporte para alavancagem da atividade-fim de qualquer empresa.
*Geuma Campos Nascimento é sócia da Trevisan Outsourcing e professora da Trevisan Escola de Negócios. E-mail: geuma@trevisan.com.br
08/10/10
Sofisticação em artigos para casa
Não é novidade o fato que os produtos para casa passam por uma reestruturação de conceitos, deixando de ser apenas funcionais e práticos para também assumir uma importante função e responsabilidade na construção da decoração de residências, ambientes e estabelecimentos comerciais.
E a loja DKZA é um reflexo desta transformação. Criada em 2005 pelas diretoras (e amigas) Claudia Oliveira e Suzana Guarnieri, a empresa iniciou suas atividades focando em utensílios, com destaque para importados das linhas Gourmet e Bar. Hoje, além dos produtos que inicialmente compuseram o mix da loja, a DKZA também conta com uma linha de presentes, com destaque para os aromatizantes e itens de decoração.
Cinco anos mais tarde, hoje a loja dispõe de 14 a 15 mil itens das principais marcas do segmento, como Le Creuset, Silit, Victorinox, Tramontina, Global, Zojirushi, Oster, Hemisphere Breville, Screwpull, entre muitas outras. A disposição dos produtos é feita de duas formas: por segmentação de marca e por tipo de produto.
Para Suzana, a mudança de conceito dos artigos para casa é reflexo da influência das criações de outros países, “os produtos estão cada vez mais sofisticados. Os importadores não param de trazer produtos coloridos”, realidade sobre a qual Claudia afirma, “o Brasil está bem habituado ao vermelho e ao laranja”.
Outra questão é o espaço cada vez maior que produtos divertidos ganham na composição de linhas para casa, “produtos estampados e em formato de vaca vendem sempre. Não é de agora”, conta Suzana, que complementa, “utensílios engraçados têm um apelo divertido, remetem ao lado infantil”.
Embora o inusitado tenha espaço, o clássico ainda desperta o interesse de muitos consumidores, “o clássico ainda tem saída. Produtos tradicionais vendem mais, em termos de liso”, defende Claudia.
Ao lado da diversão e do clássico está o retrô, “é uma linha continuada que irá prosseguir com boa aceitação ao longo do tempo”, pontua Suzana.
Entre os destaques da loja estão a Linha Le Creuset, por ser quase completa, com uma grande variedade de produtos. Em termos de vendas, os copos lideram a preferência do consumidor. Outro diferencial é o serviço de Personal Home Stylist, que a diretora Suzana explica, “temos uma pessoa que entende de casa e que orienta as compras dos clientes. Há casos de pessoas que não tem noção de produtos para compor a casa com estilo, por isso, esse cliente vem à loja e agenda um horário com a profissional”.
Diversão, tradição e retrô lado a lado, com orientação de uma profissional para compor os melhores ambientes, significa união de praticidade e decoração na dose certa. A DKZA fica na rua Dr. Mário Ferraz, 547, no Itaim. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3073-1321.
21/09/10
Rede Social: Empresa deve regrar uso
*Sólon Cunha
Não dá mais para negar. As chamadas redes sociais (Orkut, Facebook, Twitter, Linked In etc.) provaram ser mais de que um modismo e vieram para ficar. Seu uso cresce a cada dia. No mundo, mais de 350 milhões de pessoas acessam as redes sociais. Apenas o Twitter, em maio, teve 32 milhões de usuários. O crescimento da utilização vem acompanhado de histórias representativas, como furos de reportagem obtidos na rede, discussões públicas acaloradas, prestação de serviços e novidades quase diárias. Tal processo, no entanto, vem acompanhado de casos menos animadores. Pipocam também histórias de difamação, discriminação, vazamento de informações sigilosas e fraudes. E claro, muito disso ocorreu, ou teve origem, no ambiente corporativo, gerando prejuízos, conflitos e até demissões e processos judiciais, expondo a marca das empresas.
A mudança foi muito rápida e, mais uma vez, empresas e departamentos de RH foram pegos de sobressalto. Como evitar problemas envolvendo as redes sociais? Devo simplesmente proibir que meus colaboradores façam uso dessas ferramentas? Essas são perguntas cada vez mais comuns na mente dos gestores, mas a urgência do assunto não deve suprimir o devido estudo.
Antes de tudo, temos que dar um passo atrás. As redes sociais são apenas um dos muitos recursos da internet, e outras funcionalidades como o e-mail, navegação, Skype, listas de discussão também tem potencial de dano. Por isso, antes de avançarmos na questão das redes sociais, é fundamental que as empresas tenham uma política formal de uso da internet. A norma de uso da internet deve ser escrita e difundida em toda a organização. Treinamentos e atualizações devem ser realizados, bem como a reprimenda dos faltosos. Isso tudo sob pena de a empresa ser co-responsabilizada judicialmente em um possível mau uso.
Dentro desse leque de possibilidades, as redes sociais merecem especial destaque, uma vez que o potencial de difusão da informação é enorme. Qualquer comentário comum no Twitter pode se espalhar de usuário a usuário até atingir alguém com milhares de seguidores. Por exemplo, o jornalista Marcelo Tas tem mais de meio milhão de seguidores. Embora essa perspectiva possa parecer assustadora, talvez o melhor caminho não seja a proibição total. Além de esbarrar em limites legais (a empresa não poderia limitar tanto as atividades privadas de seus colaboradores), a vedação integral poderia simplesmente incentivar o anonimato, o que até poderia ser mais danoso. Acredito que, nestes casos, deva prevalecer o bom senso e regras claras. Seria como proibir o uso do telefone para ligações particulares.
Em primeiro lugar, devemos separar o que é da esfera particular e o que é da esfera do trabalho. O uso de e-mail corporativo nas redes sociais, por exemplo, deve ser repensado. Na esfera particular, ainda mais quando a colaboração for realizada fora do horário e do ambiente de trabalho, a empresa não pode ter o controle total. O que se pode orientar é que, em sendo particular, não pode haver referência à empresa e informações corporativas. Na esfera do trabalho, a empresa pode disciplinar o uso das redes sociais, estabelecendo parâmetros e procedimentos. Aqui cabe ressaltar que várias empresas já estão presentes nas redes sociais, muitas vezes oferecendo até serviços. A presença de seus colaboradores, desde que organizada, pode trazer benefícios internamente e externamente ao promover o intercâmbio de informações.
No ambiente interno, as organizações podem proibir a difusão de comentários preconceituosos, de informações sigilosas, bem como ofensas e postura inapropriada. Mais do que isso, pode prever sanções que, em situações críticas, podem até chegar à demissão por justa causa. Mais do que ameaças (que podem gerar descontentamento), o fundamental é estabelecer regras claras e, se possível, das quais os colaboradores tomem parte na elaboração.
Todos esses cuidados auxiliam a empresa a se preservar em caso de demanda judicial, e a manter um clima organizacional saudável. O avanço tecnológico está revolucionando as relações com os consumidores e com a força de trabalho. Simplesmente fazer parar esta roda, não é viável e nem indicado, mas cuidados devem ser tomados. Governança e transparência devem abranger as políticas de recursos humanos de forma a efetivamente conquistar a adesão dos colaboradores, ainda mais em um mundo com redes sociais.
*Sólon Cunha é advogado, mestre e doutor em direito trabalhista e sócio do escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice.
16/09/10
Procura-se gestão
*Por Luciana Onusic
Com a economia brasileira em crescimento e em alta no mercado internacional – principalmente após o período de crise financeira que o mundo enfrentou –, a busca por profissionais e gestores qualificados pelas empresas de todos os setores têm aumentado significativamente no Brasil. Isso é claramente visível em um estudo realizado pela consultoria DBM no País, que revela que a busca de gerentes, diretores, presidentes e chefes intermediários – cargos, portanto, que demandam sólida formação e experiência de trabalho – em 2009 aumentou 57% em relação a 2008. E a expectativa é que esse índice avance ainda mais em 2010.
Anos atrás, jamais imaginaríamos passar por isso. Há até falta de profissionais qualificados em específicos segmentos. De acordo com dados do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), o setor que mais tem déficit é o de analista contábil. Não é à toa esse resultado.
A falta de profissionais contábeis se deve, principalmente, pelas normas aplicadas à contabilidade adotadas a partir do final de 2007, com a entrada em vigor da Lei 11.638. Neste momento, a contabilidade brasileira teve que, basicamente, passar a utilizar as regras contábeis internacionais (IFRS – International Financial Reporting Standard), o que fez com que os balanços de empresas de grande porte no País se tornassem muito próximos aos de outras nações que também utilizam o IFRS em seus demonstrativos financeiros.
E é neste ponto que temos um grave problema: a falta de profissionais qualificados para atender a todas as demandas que o IFRS exige em termos de preenchimento e composição descritiva. Além disso, outras regras e normas vieram no bojo da Lei 11.638, como os realizados pelo CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis) e outras instituições ligadas à contabilidade brasileira e internacional.
Isso tudo vem impondo uma alta e rápida necessidade de especialização e atualização ao profissional da área. Provavelmente, essa excessiva demanda fez com que os cargos de analistas contábeis não fossem atendidos a contento pelo mercado profissional.
Assim, a solução para as empresas e os profissionais da área tornou-se clara: qualificação. Só teremos especialistas se investirmos em conhecimento. E isso deve partir tanto do profissional quanto da organização interessada em aplicar as novas regras da contabilidade sem contratempo.
Por fim, vale ressaltar que as mudanças contábeis representam um avanço para o País e o inserem ainda mais na economia global.
*Luciana Onusic é diretora executiva da Trevisan Escola de Negócios. E-mail: luciana.onusic@trevisan.edu.br.
16/09/10
Fastframe / Moldura na Hora inaugura mais quatro lojas
Até dezembro, cidades de Goiânia (GO), Salvador (BA), São José dos Campos (SP) e Aracajú (SE) contarão com os serviços especializados de emolduração rápida, tecnologia de ponta e produtos exclusivos da FastFrame / Moldura na Hora.
O objetivo da empresa é levar a essas cidades as soluções de decoração inovadoras da marca, como emolduração de quadros, espelhos, pôsteres entre outros objetos em até uma hora. Além disso, as lojas possuem oficina própria e são capazes de atender desde decoradores, arquitetos, até o consumidor final.
15/09/10
As Gerações, as Organizações e os Ritos de Passagem
*Valmir Mondejar
As organizações públicas e privadas vivem em constante mutação impactadas fortemente pelo contínuo processo de transição geracional. Um processo nada estanque, muito pelo contrário, cheio de nuances e cores.
Segundo a Sociedade Norte-Americana para a Formação e Desenvolvimento, nos próximos 20 anos eles terão 76 milhões de pessoas a se aposentar e 46 milhões de pessoas a ingressar no mercado de trabalho.
Neste estudo, a geração que hoje tem entre 45 e 62 anos tem a maior parte dos cargos executivos no topo das organizações ou são líderes políticos.
Nos EUA, foram rotulados como baby boomer, que têm como traço marcante uma liderança imbuída de uma visão, missão, princípios e valores bem definidos e frequentemente relutam em avançar sem um plano de ação bem claro e definido. Além disto, pretendem deixar sua marca na história através um legado de realizações, melhorias e mudanças.
Enfim, tudo em perfeita consonância com os princípios amplamente vividos ao final dos anos 60 e início dos anos 70, mundialmente vivenciados por inspiração do movimento hippie, do rock and roll e dos vários movimentos estudantis em todo o mundo. São os adolescentes procurando realizar seus sonhos por um mundo melhor e mais justo segundo uma ótica própria de certo e errado, justo e injusto.
Carregam ainda para a fase adulta a falta de disciplina, tão necessária para acompanhar as transições até o fim, ou ainda, eles se mostram intolerantes à resistência natural ligada aos processos de mudança. Têm tendência ao estilo igualitário de liderança assim como ao estilo autoritário.
Frequentemente, a liderança se inicia de forma igualitária, compartilhando conceitos e ideias e ampliando as discussões, mas como decorrência da dificuldade em obter o consenso, que traz impacto nos prazos, surge a liderança autocrática que põem por terra a fase anterior criando frustrações e repercussões nas pessoas que participaram do processo, para que ao final, uma decisão centralizada seja tomada. Tudo em nome da falta de disciplina, do sentido de urgência e da visão de missão ligeiramente messiânica que os impulsionam e validam esta mudança atitudinal.
A geração seguinte, chamada de "geração x", daqueles entre os 25 e os 45 anos de idade, segundo o estudo daquela entidade, ainda não são tão presentes no topo das organizações públicas e privadas com exceção nas indústrias de alta tecnologia. São aqueles que muitas vezes são vistos como empreendedores: têm ideias, conseguem o financiamento, fazem a "coisa acontecer", dão start-up ao processo e...passam para outro projeto.
São altamente pragmáticos, orientados para ação, pouco orientados às pessoas, muito afinados com a tecnologia que lhes permite criar, inovar e encontrar soluções práticas. Autoconfiantes, competentes, aprendem muito rápido e são oportunistas. Esta última característica é o primeiro ponto de atrito quando convivem com os baby boomer, que os tem por sem princípios. Dão muito valor às relações familiares e procuram um relativo equilíbrio na relação vida-trabalho.
A lealdade com a organização não é seu forte desde que ela deixe de responder a seus anseios, sendo assim, não constroem longas carreiras como os baby boomer, preferindo recompensas no curto prazo.
O pragmatismo faz com que eles meçam seu sucesso pelas realizações mais recentes deixando para um segundo plano de importância as contribuições mais amplas e compartilhadas. Muitas vezes desprovidos de polidez, entram frequentemente em discussões sobre mudanças sutis de liderança e têm dificuldade em estabelecer redes de relacionamento, o que lhes dificulta enormemente influenciar as organizações e realizar as mudanças necessárias. Tudo tendo como fulcro maior o pragmatismo, a visão de curto prazo, a confiança em si mesmo e um relativo desprezo ao coletivo.
Parece inevitável que o rito de passagem do controle das organizações seja turbulento. De um lado, os baby boomer e sua dificuldade em delegar, e os "geração x" que não pedem, não são receptivos a compartilhar. O resultado é um conflito entre estas duas gerações: os boomer criticam os mais jovens por não respeitarem suas visões, por atropelar toda uma história, os "geração x" acusam os mais velhos de serem autocratas em pele de liberais.
É a encarnação da corrida em equipe com a passagem do bastão: o primeiro corredor hesita em passar o bastão e o próximo corredor quer arrancar da mão do primeiro à força e fazer a parte dele o mais rápido possível.
A geração que está agora se preparando para entrar no mercado é a "geração y" ou "geração milênio", entre os 5 e 25 anos de idade; são tecnologicamente mais avançados em relação às gerações anteriores, afinal eles já nasceram em um mundo diferente, muito mais ágil, sofisticado e ao mesmo tempo mais acessível. Podem ser também caracterizados por serem "mudos" e ao mesmo tempo "multitarefas": MP4, televisão, computador com várias paginas abertas, MSN, ORKUT, FACEBOOK, etc.
Por estas características e por terem pai e mãe cada vez mais ausentes, seja pela necessidade de ambos terem suas próprias carreiras, seja pela presença cada vez mais forte na sociedade de pais separados, podem estar mais abertos e ciosos de uma supervisão mais próxima. Não podemos perder de vista que eles foram formatados para receber muitos estímulos simultaneamente. Este é o desafio!
E por viverem seus mundos de maneira isolada, tendem a ser pouco receptivos às criticas e baixa resiliência ao se depararem com os fracassos.
Podemos observar que as gerações X e Y se assemelham mais em várias sociedades e regiões por força da tecnologia. O aumento do ritmo da tecnologia fez acelerar a sociedade e criou um ambiente de trabalho mais complexo, sujeito a rápidas mudanças. O estresse gerado para dar conta desta dinâmica pode agravar ainda mais os conflitos inter-geracionais.
Fácil observar que não abordar estas questões de frente poderá condenar o futuro das organizações, deixando-as ao sabor do vento e assim perder os valores e vantagem competitiva desenvolvida ao longo do tempo.
Fácil perceber os hiatos possíveis, a falta de um rito de passagem de poder, a falta de conexões, de redes de informação e de relacionamento. Existe ainda a possibilidade de não capitalizarmos o que cada geração tem de melhor e assim sermos menos aptos a responder aos desafios de um local de trabalho, e de um mundo, cada vez mais rápido, caótico e global.
Cabem àqueles que estão no topo das organizações públicas e privadas olhar verticalmente identificar os grupos, gerações ou tribos, como queira chamar, identificar suas características, atributos e necessidades para que possam assumir suas posições no futuro e prover-lhes treinamento, capacitação de forma estratégica e, sobretudo, um tutor.
Cada um de nós deve procurar alguém para aconselhar, ajudar a superar suas dificuldades, ajudar a ampliar suas redes de contato, a trabalhar em conjunto, a aceitar críticas, ensinar a aceitar e aprender com os fracassos.
E assim uma grande oportunidade surgirá àqueles que devem iniciar o rito de passagem do bastão e àqueles que fazem por merecer recebe-lo: ensinar a aprender a ensinar e aprender a ensinar a aprender.
É nossa função, enfim, como líderes, criar líderes porque sem as pessoas, velhas e jovens, nada existe!
*Valmir Mondejar é engenheiro industrial formado pela FEI – UBC com pós graduações em gestão de negócios e em docência para nível superior. Ocupou vários cargos executivos nas áreas industriais e comerciais de grandes empresas, como GRUPO LEGRAND, SCHNEIDER ELECTRIC e foi diretor da ABINEE. Desde 2002, atua como consultor empresarial na revisão de processos, na reestruturação organizacional das áreas comercial, marketing e no desenvolvimento industrial.
15/09/10
Você sabe quando deve parar?
*Christian Barbosa
Saber o que fazer é importante, mas saber o que você não deveria fazer é mais importante ainda. Nem todos conseguem ter essa percepção e isso acaba se transformando em um grande fator de perda de tempo, frustração e ausência de realizações.
Não estou querendo dizer apenas em saber dizer “não”, estou querendo falar sobre sua atitude com relação às suas demandas. A forma como você encara as tarefas que roubam parte da sua vida, sem você se quer perceber. Por exemplo:
•Você se considera um “worklover” ou um “workaholic”?
Worklovers amam o que fazem, trabalham muito, mas de forma suficiente, ou seja, sabem seus limites. Workaholics perdem a noção e prejudicam diversas áreas da vida. Como saber o limite? Acredito que forma mais fácil, neste caso, é questionar “QUEM” está “perdendo você”. Seus filhos, marido, esposa, amigos estão reclamando constantemente que você não está presente? Se sim, é o momento de parar.
•Os e-mails e as redes sociais tomaram conta da sua vida?
Quando você está conectado, vendo e-mails ou acessando seu Orkut ou Facebook, realmente entretido com essa atividade, você perde a noção do tempo, procrastina atividades mais importantes ou você consegue saber o momento de parar de forma que não te prejudique?
A Internet é uma ladra de tempo sorrateira, parece GHB, aquela droga do “Boa Noite Cinderela”: você é sugado por ela, gasta um tempão e nem percebe o que fez. E no final, muitas vezes se arrepende.
•A preguiça se tornou a senhora do seu tempo?
Você acorda domingo cansado às 11h da manhã, fica o dia inteiro na moleza, não faz nada de muito relevante o dia inteiro até chegar a hora de dormir? A preguiça manda mais na sua vida do que você? Você sabe quando deve interromper esse processo?
Esses são alguns exemplos das centenas que temos em nosso dia-a-dia, saber o que você deve parar de fazer está diretamente relacionado à sua capacidade de realizar. Pense que enquanto têm pessoas deixando de fazer atividades, outras estão aproveitando o tempo para realizar sonhos, criar projetos, fundar empresas, aprimorar a carreira, se conectar com Deus, etc.
•Até quando você vai dormir no ponto?
Identifique o que está roubando seu tempo, pense nas atividades que está deixando de realizar e crie uma nova atitude, parando com o que não traz retorno!
*Christian Barbosa é especialista no Brasil em administração de tempo e produtividade, é fundador da Triad PS, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo. Ministra treinamentos e palestras para as maiores empresas do país e da Fortune 100. Autor dos livros “A Tríade do Tempo e Você”, “Dona do Seu Tempo”, “Estou em Reunião” e co-autor do “Mais Tempo, Mais Dinheiro”. www.triadps.com.br e www.maistempo.com.br
14/09/10
Motivação é essencial para ascensão profissional
*Por Luiz Alberto Ferla
É cada vez maior o número de empresas que buscam profissionais motivados e com iniciativa, características que garantem melhor produtividade e cumprimento das metas. Mas a questão é: como motivar as pessoas que trabalham na sua empresa? Uma recente pesquisa realizada em 15 países destacou essa relação. De acordo com a Right Management, consultoria organizacional especializada em gestão de talentos e carreira, apenas 34% dos profissionais entrevistados (num universo de 28 mil) declararam estar plenamente satisfeitos com suas funções dentro das organizações.
A teoria organizacional trata a motivação como um processo psicológico do indivíduo – um processo que ativa, direciona e faz o indivíduo persistir em determinado tipo de comportamento.
As teorias de motivação procuram, mais ou menos, enfatizar condições internas e externas ao individuo como forma de direcionar o comportamento humano no trabalho, como se depreende de três grandes correntes: (1) A hierarquia das necessidades (Maslow; Motivation and Personality, 1954 – o ser humano é visto como eterno insatisfeito e possuidor de uma série de necessidades); (2) As intenções e expectativas (Edwin Locke; Toward a Theory of Task Motivation and Incentives, 1968 – concentra-se no conhecimento do indivíduo sobre os objetivos a alcançar) e (3) Os estímulos externos ( Skinner; Beyond Freedom and Dignity, 1971 - os indivíduos tendem a fazer coisas cujos resultados julgam positivos e a evitar comportamentos cujas consequências julgam negativas).
Incentivos, celebrações e recompensas
Incentivos, celebrações e recompensas são as ênfases contemporâneas e levam em conta tanto a motivação interna (satisfação psicológica) quanto a externa (incentivos). Thomas Peters e Robert Waterman em Vencendo Crise, 1983, autorizaram a mistura de teorias celebrando o comportamento dos jogadores de futebol: o aplauso do público e o dinheiro (glória e recompensa material).
E tudo isso nos autoriza a operar com a crença de que nas organizações, depois de terem as necessidades básicas atendidas, as pessoas procuram o autodesenvolvimento e a auto-realização. As pessoas se direcionam para trabalhos mais desafiantes e complexos, na busca de satisfação ou para preencherem a expectativa de se sentirem realizadas, autoconfiantes, seguras e competentes na superação de um desafio. As pessoas querem sentir entusiasmo pelo trabalho (que deve ter um significado); querem participação nas decisões; querem ser valorizadas pelos líderes da empresa; querem sentir confiança com a competência da administração da empresa e querem ser inspiradas pela visão da empresa.
O que me motiva talvez não motive você
Ainda às voltas com as dificuldades e contradições das teorias e práticas da motivação humana no trabalho, as organizações tiveram que incorporar o conceito de personalização, individuação e singularidade, para lidar com os clientes internos (os empregados) como tiveram que aprender a fazer com os clientes externos.
Tiveram que fazer a pergunta: “o que faz você feliz”? Em vez de pressupor e definir políticas de motivação genéricas (e ineficazes).
Sim, ficou mais difícil para o RH. Mas ficou mais realista. Assim é possível fazer um contrato definindo objetivos de ambas as partes. E acertam mais as organizações que renunciam à ingênua pretensão de querer ser tudo para todos. Ou seja, querer extrapolar a porção de felicidade ou bem-estar que podem oferecer à pessoa com quem mantém uma relação empregatícia.
Oferecer uma experiência memorável
Esta é a ambição que pode ser realizada no âmbito da organização: uma experiência memorável enquanto dura o contrato de trabalho! Me refiro a um ambiente de trabalho que devolva à família, à sociedade, no fim do dia, uma pessoa melhor do que a que recebeu pela manhã. Que essa pessoa tenha experimentado, na organização, o conceito de cidadania: direitos/deveres/responsabilidades, justiça, equidade, liberdade, respeito, participação e emancipação.
E isso se aplica também à geração Y. Mesmo que essa geração seja tudo o que se diz que ela é: multimídia, tecnológica, questionadora, interativa, anárquica, iconoclasta, mimada, inovadora, talentosa, apressada, imatura, voluntariosa, movida a desafios, e, até, mercenária, mais que tentativas de modular seu comportamento, aposto na internalização de valores compartilhados na organização.
A motivação é essencial para a ascensão profissional quando é energia oriunda do conjunto de aspirações, desejos, valores, desafios e sensibilidades individuais, manifestada através de objetivos, ações e resultados que beneficiem a sociedade. E são necessários líderes nas organizações capazes de mobilizar essa energia.
*Luiz Alberto Ferla é CEO da Talk Interactive, empresa especializada em relacionamento digital. É administrador e engenheiro pós-graduado em planejamento estratégico.
14/09/10
Empresas: Novos parceiros exigem transparência
*Por Antonio Carlos Lopes
As oportunidades recentes, oferecidas pelo bom desempenho da economia brasileira, trouxeram consigo a necessidade de novos e pesados investimentos por parte das empresas locais, para torná-las competitivas e aproveitar os espaços criados pelo mercado neste novo panorama.
Esta nova realidade deixa as empresas com alternativas óbvias: endividar-se ou buscar parceiros financeiros ou estratégicos, ou melhor, ainda: os dois. Enfim assumir novos sócios, muitas vezes desconhecidos.
O caminho do endividamento é aquele que oferece os maiores riscos, quer seja no seu prazo ou custo e até mesmo em possíveis mudanças, de caráter externo, que possam influir nestes fatores e transformar-se em uma grande dor de cabeça para os seus controladores. Aquilo que era uma oportunidade pode se transformar em uma grande ameaça para a continuidade dos negócios.
Resta então a busca pelos parceiros e neste ponto começam alguns problemas para aqueles que escolheram este caminho, particularmente a “transparência”.
Várias empresas, principalmente as nacionais, estão enfrentando este dilema pela primeira vez: como convencer novos parceiros (fundos de investimentos, abertura de capital, lançamento de ações, etc.) a acreditarem naquilo que estamos enxergando como oportunidade? Como trazer novos investidores para o nosso negócio e dividirmos assim lucros e riscos?
Uma coisa é certa, estes novos parceiros precisam acreditar em nossa empresa e para isso nada melhor do que “transparência”, que é a receita certa para ganhar credibilidade e atrair novos empreendimentos.
E o que queremos dizer com “transparência” neste contexto? Em resumo:
a) Plano estratégico e de crescimento realista e honesto;
Para sua elaboração a empresa poderá contar com seus executivos e se precisar poderá buscar ajuda de consultorias especializadas, o que, sempre ajuda, principalmente quando não se tem familiaridade com o mercado e novos parceiros. A ajuda de consultoria externa poderá agregar um “selo” de qualidade e profissionalismo ao plano.
b) Números e demonstrações financeiras fidedignas;
Nada que uma contabilidade competente e uma auditoria idem não possam dar conta. Vejam que existe até prêmios instituídos por organizações especializadas, como a ANEFAC, para estimular a transparência das demonstrações financeiras das empresas.
c) Boas práticas de Governança Corporativa.
Aqui temos talvez um dos maiores desafios. Em algumas empresas serão necessárias mudanças importantes em relação às práticas atuais. Incorporar boas práticas de governança corporativa numa empresa requer que toda a Diretoria Executiva se comprometa com estes aspectos que muitas vezes se confundem com os interesses individuais dos administradores e acionistas.
O caráter informal das assembleias de acionistas e a falta de organização e disciplina podem ser interpretados como falta de transparência. Organizar antecipadamente as assembleias e reuniões de acionistas ou sócios pode funcionar como um primeiro e importante passo para a adoção de melhores práticas de governança corporativa. Conhecer antecipadamente os temas que serão discutidos, disponibilizar material e informação com antecedência, deixam a todos com uma primeira boa impressão da empresa e seus administradores, facilitando as discussões dos assuntos realmente importantes para a empresa.
Recomenda-se que as empresas façam suas escolhas de diretoria executiva com cuidado, contratando profissionais preparados, que possam levar a empresa para um novo patamar de negócios e gestão.
Outra prática importante, adotada por empresas, por imposição legal ou por opção, são os Conselhos de Administração. A composição e o funcionamento dos Conselhos de Administração, bem como as atribuições e responsabilidade de seus conselheiros, são tratados na Lei das S.A. e ainda pelo IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), com o Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa, modelo de Regimento Interno e outras publicações e cursos, destinado a aqueles que desejam aprender um pouco mais sobre boas práticas de Governança Corporativa. Melhorar as boas práticas de Governança é a confirmação de respeito aos acionistas, administradores, colaboradores, fornecedores, clientes e comunidade. Qualquer novo potencial acionista vai levar em consideração esses fatores em sua escolha.
Este tripé poderá apoiar o sucesso na busca por novos parceiros e evitar desilusões. Aqueles que buscam oportunidades de investimento, normalmente estão preparados para avaliar oportunidades e escolherem dentre várias opções.
Quanto mais consistente for “o tripé” maiores as chances de se atrair novos sócios e investidores para ajudar a financiar oportunidades de crescimento.
*Antonio Carlos Lopes é Sócio-Diretor das empresas Asscont Assessoria Contábil e Auditoria S/S, Asscont Consultoria e Gestão Ltda., TRANSEARCH Brasil Consultoria em Recursos Humanos Ltda., Automóvel & Cia. Ltda. (Internet). Com quase trinta anos de experiência, Antonio Carlos é contador, cursou Mestrado em ciências contábeis pela PUC-SP, pós graduado em administração de empresas pela FGV-SP e possui uma experiência bastante diversificada, envolvendo negócios e ações em múltiplos mercados.
13/09/10
Por que a comunicação é essencial nas empresas?
*Por Clarice Pereira
A comunicação é reconhecida como uma das ferramentas mais úteis na estratégia empresarial de captar e fidelizar clientes. É fato! Todos querem e precisam crescer, aparecer, vender, conseguir ultrapassar os concorrentes e manter a sustentabilidade de seus negócios.
Os instrumentos de comunicação permitem construir e melhorar a imagem de uma empresa, entidades e pessoas até conquistar novos consumidores, novos seguidores. Também possibilita que as empresas posicionem-se em seu mercado de atuação. Alcançar a meta desejada depende de uma estratégia bem elaborada e que caiba no bolso do investidor. Para ser estratégica, a comunicação deve obrigatoriamente estar alinhada ao pensamento, aos negócios e aos objetivos do empreendimento.
Pode parecer uma premissa contraditória, mas em tempos de desaceleração da economia, o primeiro pensamento do empresário é cortar custos e despesas. Inversamente do que propomos para ganhar mercado, as primeiras reduções normalmente recaem sobre os investimentos em comunicação. Os cortes atingem até mesmo aquelas ações mínimas, básicas, como o material de vendas: um folder ou um catálogo mercadológico. Essas reduções acontecem, garantem os administradores, para que as empresas ganhem fôlego financeiro e continuem custeando aquilo que acreditam ser realmente necessário à sua permanência.
De uma hora para outra, a comunicação, que devia ser estratégica, passa a ser vista como se não fosse primordial e responsável por manter as receitas no azul. Sob essa análise, o que garantirá que os serviços e produtos continuem a serem vistos e adquiridos?
Lembremos que são as ferramentas de marketing as responsáveis pela colocação de produtos e serviços no mercado. E o que vende uma imagem, senão os instrumentos de comunicação?
Esse ferramental não pode ser visto como um custo desnecessário e sim como um investimento para alcançar clientes e fazer a empresa permanecer longeva. Não fosse esse o caso, marcas como Coca-Cola ou Microsoft poderiam se dar ao luxo de não mais investir em estratégias de comunicação de massa.
Defendo que a comunicação não pode ser tratada de forma secundária! Caso não seja possível manter-se como um exímio anunciante em cadeia nacional e investir cifras vultuosas em campanhas publicitárias, ainda pode-se pensar em formas mais baratas e criativas, que nem por isso, deixam de ser funcionais.
Vamos fazer a lição de casa: como anda o seu banco de dados? Atualizado? Você pode fazer uma simples campanha, sem grandes investimentos, distribuindo e-mail marketing aos seus clientes ou enviando uma newsletter para as pessoas de seu relacionamento! Como está o seu canal de vendas on-line? A internet atualmente é considerada como uma excelente ferramenta de comunicação, 97% das empresas costumam cotar pela web antes de escolher e comprar. Ainda existem muitos outros meios e formas de comunicação, basta adequá-los à realidade de cada organização.
A comunicação tem suas particularidades, existem sim os grandes investimentos em produção, anúncios e divulgações que podem dar excelentes resultados, mas também muitas ações estratégicas podem ser definidas a um custo menor, compatível com o que a empresa pode investir no momento. O que garantirá seu sucesso é o alinhamento da forma de comunicação às necessidades de cada empresa. Para isso é preciso saber onde se está e onde se quer chegar.
Tenha em mente que os resultados só virão para aqueles que formarem uma imagem positiva junto ao público-alvo. Os investimentos em comunicação não podem parar. Para ser reconhecido e ter produtos ou serviços procurados pelos consumidores, a propaganda ainda continua a ser a alma do negócio!
*Clarice Pereira é jornalista, formada pela USP – Universidade de São Paulo e especialista em marketing, pela ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing. Atualmente comanda a LINK Portal da Comunicação (www.linkportal.com.br), assessoria de comunicação integrada, fundada há mais de 10 anos. E-mail: linkcomunicacao@linkportal.com.br.
10/09/10
Gestão do conhecimento e sustentabilidade
*Por Sonia Wada
O grande desafio do século XXI é promover o desenvolvimento sustentável. O que significa atuar de forma economicamente viável, socialmente justa e ambientalmente correta. O crescimento econômico não pode se contrapor aos pilares da sustentabilidade, portanto, as organizações precisam, cada vez mais, adotar práticas sustentáveis. Manter políticas de administração responsáveis, buscar alternativas de produção que utilizem recursos renováveis, promover ações que protejam o meio ambiente e a sociedade são algumas das iniciativas a serem tomadas e a gestão do conhecimento pode facilitar sua aplicabilidade.
O conceito de desenvolvimento sustentável possui três variáveis principais: Social – pela visão de uma sociedade mais equilibrada, com melhoria da qualidade de vida, mais distribuição de renda, mais saúde e oportunidades de educação e emprego. Econômica – com melhor alocação e gerenciamento mais eficiente dos recursos, um fluxo constante de investimentos públicos e privados e menor desigualdade de renda. Ecológica – com o uso racional dos recursos naturais, consumo de energias renováveis, redução de poluentes e resíduos e proteção ambiental.
Por meio da gestão do conhecimento aplicada às práticas de sustentabilidade, empresas passam a se preocupar não só com sua viabilidade econômica, mas assumem a responsabilidade social perante todos envolvidos na cadeia produtiva, desde os acionistas, investidores e governos até a comunidade e o meio ambiente, passando por clientes, colaboradores e fornecedores.
Preceitos de geração de conhecimento não são estratégias inovadoras, sempre foram utilizados para a tomada de decisões. A diferença é como gerir esse saber acumulado, esquematizá-lo e disponibilizá-lo da melhor maneira possível para aprimorar a cultura da organização. Saber como usar o conhecimento, estabelecendo práticas, padrões e sua disseminação junto aos públicos internos e externos trazem vantagens competitivas e benefícios duradouros para a sustentabilidade.
O paradigma da gestão do conhecimento possibilita a criação de uma série de processos para a captura, organização, disseminação e utilização dos múltiplos conhecimentos para a melhoria do desempenho, geração de riquezas, qualificação das equipes e investimento em ações mais voltadas à transformação social.
Um dos introdutores dos princípios que hoje são base da gestão do conhecimento, o pesquisador Ikujiro Nonaka dizia que “o conhecimento é um processo humano dinâmico para justificar a crença pessoal com relação à verdade”. Por isso, o que coloca uma organização em vantagem competitiva sustentável é o conhecimento que ela detém, a eficiência com que utiliza essas informações e a velocidade com que realiza inovações a partir desses dados. Para isto, precisa garantir subsídios aos procedimentos adotados em seus processos de gestão.
A gestão do conhecimento requer um profundo estudo das rotinas de trabalho, o pleno acesso às fontes de informação e a compreensão de como esses valores influenciam os modos de operação, desde a alta administração da empresa até as pessoas envolvidas em cada processo, direcionando cada patamar a seguir pelo caminho da sustentabilidade.
Além disso, promover a gestão do conhecimento com vistas ao desenvolvimento sustentável é propiciar novas ideias, que confirmem o artigo 225 da Constituição brasileira: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.
Que as empresas aprendam a usar o conhecimento de seus colaboradores, transformando-o em ações sustentáveis. Do mesmo modo, que estimulem o aprendizado desses profissionais por meio de cursos, palestras, treinamentos, programas de conscientização ambiental e de sustentabilidade. Somente assim será possível promover novas práticas, desenvolver novos hábitos, planejar ações e disseminar noções que respeitem a sustentabilidade. Educação é fundamental para ampliar a consciência coletiva de desenvolvimento sustentável e preparar o mundo para as futuras gerações.
Termino lembrando a Conferência Mundial sobre a Ciência, realizada em Lisboa, em 1999. “Todos vivemos no mesmo planeta e todos fazemos parte da biosfera. Temos que reconhecer que estamos numa crescente interdependência e que o nosso futuro se encontra intrinsecamente ligado à preservação dos sistemas globais de apoio à vida e reconhecer que urge utilizar o conhecimento de todos os campos da ciência de um modo responsável para responder às necessidades e às aspirações humanas sem abusar desse conhecimento.”
*Sonia Wada é pesquisadora, formada em Biblioteconomia e Documentação pela ECA/USP, especialista em informação tecnológica e gestão do conhecimento e mestre em Inteligência Competitiva. Atualmente é diretora presidente da SBGC - Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento (www.sbgc.org.br) e do KM Brasil 2010 – Congresso Brasileiro de Gestão do Conhecimento (www.kmbrasil.com), evento que acontece em novembro, sobre o tema sustentabilidade.
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